Avaliação do processo evolutivo e da dinâmica erosiva: um estudo de caso no Parque Metropolitano Armando de Holanda Cavalcanti – Cabo de Santo Agostinho – PE/Brasil
Palavras-chave:
ocupação urbana, processos erosivos, geoprocessamento, tecnologia SIG, dados temporaisResumo
O presente trabalho teve como objetivo avaliar os processos erosivos nos solos desenvolvidos a partir do intemperismo do Granito do Cabo no Parque Metropolitano Armando de Holanda Cavalcanti no Distrito de Santo Agostinho. O granito do Cabo de Santo Agostinho está localizado na Região Metropolitana do Recife. É o principal promontório do litoral sul de Pernambuco. A área foi degradada com a ocorrência de intenso processo de erosão. Resultados obtidos do cruzamento do mapa de ocupação urbana de 1973 com o de 2003 revela um significativo aumento da malha urbana, decorridos 30 anos. Esse aumento provocou uma forte pressão sobre a área do Parque. A maior concentração de erosão na área, neste período, é evidenciada em setores onde ocorre a vegetação arbustiva degradada. Através do cruzamento dos mapas de ocupação urbana de 1973-2003 com o de 2013, observa-se que ocupação urbana diminuiu neste período e houve um aumento da área de vegetação, provocando não só uma parada na erosão, mas uma retomada da vegetação sobre as áreas degradadas. A técnica utilizada se baseou na análise de uma série de mapas digitais temáticos (mapas de solo, de relevo, de vegetação, geológico e topográfico) com auxílio do geoprocessamento e com apoio da tecnologia SIG (Sistemas de Informação Geográfica). A base de dados foi elaborada com elementos espaciais e não-espaciais (recursos hídricos superficiais, rede viária, área urbana, cobertura vegetal, uso da terra, solos e geomorfologia), composta por dados de campo (medidas de fraturas, descrição de afloramentos, levantamento de perfis estratigráficos, topográficos e cartográficos e informações de localização e evolução das erosões, derivadas de fontes analógicas e de sensoriamento remoto (ortofotocartas, aerofotos e GPS). A correlação de dados temporais mostra aumento nas áreas de todas as erosões provocado pelo escoamento superficial devido a retirada da vegetação, isto é, pela erosão das águas de chuva devido a ação antrópica entre os anos de 1973 a 1997. No ano de 1973 o total erodido foi de 137.921,00m2 ou 13,8ha, em 1988 de 177.685,00m2 ou 17,8ha, e em 1997 o valor foi de 204.785,30m2 ou 20,5ha. Em 2013 o valor da erosão total foi de 168.904,02 ou 16,9ha, indicando que não houve mais erosão e sim uma recuperação das erosões pela retomada da vegetação.
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