Mamíferos fósseis pleistocênicos em tanque arenítico no município de Delmiro Gouveia, Alagoas, Brasil.
DOI:
https://doi.org/10.18190/1980-8208/estudosgeologicos.v26n2p77-90Parole chiave:
pleistoceno, tafonomia, tanque, mamíferos fósseis, Nordeste do BrasilAbstract
O depósito fossilífero Olho D’Águinha localizado na Fazenda Paraíso do Talhado, Povoado de Olho D’Águinha, no Município de Delmiro Gouveia, Alagoas, Brasil, possui uma morfologia do tipo Tanque que se desenvolveu em rocha sedimentar arenítica, trata-se do primeiro registro de fósseis de mamíferos pleistocênicos em tanque com essa litologia, no Nordeste brasileiro. Os fósseis foram exumados do depósito sem técnicas de coleta paleontológicas por moradores da região para acumular água de chuva, com isso à equipe do Museu de Historia Natural da Universidade Federal de Alagoas realizou busca superficial de espécimes fósseis e peneiramento do sedimento retirado do interior do depósito, registrando-se as informações tafonômicas possíveis: bioestratinômicas, fossildiagenéticas e paleoecológicas. Pela coloração e textura, sete amostras de osso foram escolhidas e pulverizadas para análises de Difratometria e Espectrometria de Raios-X. Foi selecionado e coletado um total de 159 espécimes fósseis entre peças inteiras e fragmentadas, registrando-se seis táxons de mamíferos extintos do Pleistoceno Final: Toxodon sp., Notiomastodon platensis, Eremotherium laurillardi, Glyptotherium sp., Equus sp. e Xenorhinotherium bahiense. As observações tafonômicas revelam uma assembleia fossilífera parautóctone, do tipo monotípica e poliespecífica. Os resultados das análises de DRX mostraram que o mineral ainda predominante é a Hidroxiapatita (Ca5(PO4)3(OH)), que sugere um paleoambiente, possivelmente, com pouca precipitação pluviométrica, já configurando um cenário com regime de semiaridez no sertão alagoano, durante o Pleistoceno Final.
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