A crença na imagem e a reorientação da história através de sua representação
DOI:
https://doi.org/10.34176/icone.v16i2.238008Palabras clave:
Imagem, História, Cinema, Representação, O Ato de MatarResumen
No embate entre verdade e realidade, entre real e ficcional, entre formas de representação e formas de vida, o presente artigo delineia os descaminhos de uma crença na imagem e um contexto inseparável entre imaginário histórico e imaginário estético para analisar o filme O Ato de Matar (Reino Unido / Dinamarca / Noruega, 2012), de Joshua Oppenheimer. Observa-se na obra como o repertório audiovisual, a recuperação mnemônica e a encenação ficcional se misturam numa provocação narrativa do documentarista com seus documentados. Para além de um acerto de contas com o inimigo, com torturadores responsáveis pela morte de milhares de pessoas, com um trauma nacional na Indonésia, a produção desenha relações de inocência, consciência e inteligência entre indivíduos e imagens, instituindo uma história que só pode ser restituída, repensada, reivindicada através de sua própria representação.
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