O Gênero Brega para Além da Ressonância Estrutural
DOI :
https://doi.org/10.34176/icone.v10i2.230136Mots-clés :
gêneros musicais, produção de sentido, música bregaRésumé
O presente artigo trata da produção de sentidos atrelada à escuta musical, explorando a idéia de que a partilha da experiência e do conhecimento mediada pelos gêneros é fragmentada e provisória. Nesse sentido, pretende ressaltar, através da análise do gênero brega, que o processo de filiação a gêneros musicais não está relacionado necessariamente à posição do sujeito na hierarquia social - ainda que isso possa se configurar como uma de suas regras -, mas que vindo essa expressão da periferia, sua diferença constitui-se simultaneamente em produto para consumo de massa e matéria-prima de múltiplas tramas narrativas.Références
ALTHUSSER, Louis. Aparelhos ideológicos do estado. 9ª edição.São Paulo: Edições Graal, 2003.
ARAÚJO, Paulo César. Eu não sou cachorro não: música popular cafona e ditadura militar. Rio de Janeiro: Record, 1996.
ARAÚJO, Samuel. Brega, samba e trabalho acústico: variações em torno de uma contribuição teórica à etnomusicologia. Revista Opus, v. 6, disponível em www.anppom.com.br/opus. Belo Horizonte: ANPPOM, 1999.
BOURDIEU, Pierre. Distinction, a social critique of the judgement of taste. Cambridge, Massachusetts: Harvad University Press, 1984.
DIAS, Márcia Tosta. Os donos da voz. Indústria fonográfica brasileira e mundialização da cultura. São Paulo: Boitempo Editorial, 2000.
ECO, Umberto. A estrutura do mau gosto, In Apocalípticos e integrados. 5ª edição. São Paulo: Perspectiva, 1998.
EAGLETON, Terry. A ideologia da estética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1990.
FABBRI, Franco. A Theory of musical genres: Two applications. In Popular music perspectives, papers from the First International Conference on Popular Music Research. David Hom e Philip Tagg, eds., IASPM, Göteborg & Exeter, 1982.
FISKE, John. Understanding popular culture. London e New York: Routlegde, Taylor & Francis Group,1998.
FOUCE, Hector. Géneros musicales, experiencia social y mundos de sentido. In Revista ECO-Pós, v. 9, nº 1, disponível em www.e-papers.com.br. Rio de Janeiro: E-Papers, 2006.
FRITH, Simon. Performing rites: on the value of popular music. EUA: Harvad University Press, 1996.
HALL, Stuart. Da diáspora. Identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Editora UFMG; Bra´silia: Representação da UNESCO do Brasil, 2003.
JAMESON, Fredric. As marcas do visível. Rio de Janeiro: Edições Graal Ltda,
JANOTTI JR, Jeder. Música popular massiva e gêneros musicais: a produção e consumo da canção na mídia, v. 3, nº 7. São Paulo: ESPM, 2006.
MAFFESOLI, Michel. O tempo das tribos. O declínio do individualismo nas sociedades de massa. 3ª edição. Rio de Janeiro: Editora Forense Universitária, 2002.
MIDDLETON, Richard. From me to you: popular music as message; Lost in music? Pleasure, value and ideology in popular music. In Studing popular music. EUA: Open University Press, 1990.
MORIN, Edgar. Cultura de massas no século XX, volume 1 Neurose. 9ª edição. Rio de Janeiro: Editora Forense Universitária, 1997.
NAPOLITANO, Marcos. A síncope das idéias. A questão da tradição na música popular brasileira. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2007.
ORTIZ, Renato. A moderna tradição brasileira. 5ª edição. São Paulo: Editora Brasiliense, 1994.
ORTIZ, Renato. Cultura brasileira e identidade nacional. 7ª reimpressão.
Editora Brasiliense, 2006.
STEFANI, Gino. Para entender a música. Editora Globo: Rio de Janeiro, 1987.
TAGG, Philip. Introductory notes to semiotics of music. Versão virtual extraída em 11/07/2007 do site do autor: www.tagg.org. Versão 3, Liverpool, Inglaterra, 1999.
TROTTA, Felipe. Música popular e qualidade estética. Anais do III Enecult, Salvador, maio/2007.
VILA, Pablo. Identidades narrativas y musica. In Revista Transcultural de Música – TRANS, nº 2, disponível em www.sibetrans.com/trans (acesso em 17/05/2007), 1996.
WISNIK, José Miguel. O som e o sentido. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
Téléchargements
Publiée
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
© Ícone 2017

Ce travail est disponible sous licence Creative Commons Attribution - Pas de Modification 4.0 International.
A submissão de originais para a Ícone implica na transferência, pelos autores, dos direitos de publicação impressa e digital. Os direitos autorais para os artigos publicados são do autor, com direitos da revista Ícone sobre a primeira publicação. Os autores somente poderão utilizar os mesmos resultados em outras publicações mediante citação do nome da Ícone como publicação original.
Em virtude do acesso aberto este periódico, permite-se o uso gratuito dos artigos com finalidades educacionais, científicas, não-comerciais, desde que citada a fonte, conforme as diretrizes da licença Creative Commons.
Autores que submeterem um artigo para publicação na revista Ícone, concordam com os seguintes termos:
a. autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, sem pagamento, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista;
b. autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista;
c. autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho on-line (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado;
d. as ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões da revista.