Morfologia e topografia sociocultural da universidade nos primeiros anos de ditadura: a população universitária brasileira e da Universidade Federal de Pernambuco (1964-1975)
DOI:
https://doi.org/10.51359/2448-0215.2024.263821Palavras-chave:
universidades, UFPE, ditadura militar, desigualdade, repressãoResumo
O presente artigo analisa a evolução das instituições e da população universitária brasileira e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) ao longo de dez anos de ditadura no Brasil. O recorte cronológico assinala o período da mais intensa intervenção da ditadura militar na educação superior, com seus vetores de vigilância, controle, repressão e reforma universitária. A documentação pesquisada reúne dados quantitativos e qualitativos sobre o ensino superior brasileiro, especialmente sobre a UFPE. As séries históricas foram compostas a partir dos Anuários Estatísticos Brasileiros do IBGE, relatórios do MEC e da UFPE. A variedade de métodos, indicadores, categorias presentes em dez anos de documentos estatísticos exigiu um esforço na reconstituição das séries históricas. Os limites e as lacunas documentais foram superados pelo cruzamento com fontes variadas e pelo uso de diferentes escalas de análise. A proposta geral é traçar uma espécie de análise morfológica e topográfica do campo acadêmico brasileiro. A pesquisa revela o perfil social e institucional do campo universitário brasileiro durante o regime militar e a privatização do ensino superior e o aprofundamento da desigualdade de região, de classe, de raça e de gênero naqueles anos.
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