A aula assombrada por fantasmas e a didática especulativa
DOI:
https://doi.org/10.51359/2525-7668.2026.267063Palavras-chave:
educação, didática, literatura, fantasmasResumo
Neste ensaio, apresentaremos algumas questões relativas às condições de realização de uma aula minimamente autoral. Para isso, lançaremos mão de um aparato conceitual que transita entre a filosofia, a teoria literária, a literatura e a educação. Argumentaremos que qualquer tentativa de concepção de uma aula que pretenda tocar o novo estará vinculada à desobstrução do caminho repleto de lugares comuns de onde sempre partimos. Daí então, exploraremos a ideia da literatura (da leitura e da escrita) como fantasma, ser corpóreo-incorpóreo e que transita entre mundos, entidade feita de tempo e de devir, bem como as possibilidades contidas na especulação literária. Tanto o fantasma quanto a especulação nos ajudarão a colocar em perspectiva os seres que compõem o espaço-tempo da aula, possibilitando um começo dentro de algo que já começado.
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