A história da pesquisa no curso de pedagogia: Indícios, Proposições e Exigências Legais
DOI:
https://doi.org/10.51359/2525-7668.2017.234442Abstract
A partir de um recorte histórico, este ensaio discute o elemento pesquisa nos cursos de Pedagogia, desde a sua gênese, em 1939, até a promulgação das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Pedagogia, em 2006. É um ensaio produzido por meio da apreciação bibliográfica e documental, tendo a metodologia compreensiva (KAUFMANN, 2013) como suporte para o entendimento dos discursos, os quais abrigam sentidos diversos. A universidade brasileira nasceu na década de 1930, com vocação e natureza para a prática da cultura geral, da investigação científica e da formação profissional (DECRETO n. 19.851/1931). A Faculdade Nacional de Filosofia, lugar de origem do curso de Pedagogia, também apresentou essa vocação (DECRETO-LEI n. 1.190/1931), mas não incluiu a pesquisa no currículo do curso. Essa contradição provocou um ruído histórico, tanto que, em 1962, a pesquisa surge como disciplina optativa no curso de Pedagogia (PARECER n. 251/1962), sofrendo interrupção seis anos depois, com a implantação da ditadura militar. Essa interrupção, também se fez ruidosa até os anos de 1980, quando ressurgiram, por força da abertura política e dos movimentos de educadores, as reflexões e embates sobre a formação docente. Os educadores, através da ANFOPE, materializaram novas proposições formativas e conferiram à pesquisa, juntamente com a docência e a gestão, a condição de princípio formativo e identidade do curso. A pesquisa se concretizou legalmente com as DCN-CP (RESOLUÇÃO n. 01/2006).
Pesquisa. Universidade. Curso de Pedagogia.
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