Gênero, sexualidades e os desafios para educadore(a)s infantis
DOI:
https://doi.org/10.33052/inter.v6i10.244894Palavras-chave:
Formação docente, Gênero e sexualidades, Educação infantilResumo
O artigo resgata discussões dos trabalhos de mestrado e doutorado em educação sobre gênero, sexualidades e a formação docente para lidar com as questões cotidianas das escolas infantis. Sexualidade e gênero são campos inter-relacionados, todavia suas concepções e práticas se confundem e as tornam difíceis para pensá-las distintamente. Apresenta dados empíricos construídos nas produções acadêmicas com prioridade para narrativas de educadore(a)s sobre seus saberes e experiências vivenciadas nas escolas. Gênero e sexualidades são discutidos como concepções constitutivas da subjetividade, que falam sobre cada sujeito, seu corpo, sua cultura e o contexto social em que está inserido. Os trabalham destacam (a) a importância do tema ser refletido por docentes para desmistificar (des)conhecimentos e (pre)conceitos sexuais experienciados na escola (b) a busca de novas concepções e práticas no exercício da profissão, como alternativas e estratégias que contribuam para melhorias do processo formativo docente e das práticas laboriais de educadore(a)s infantis brasileiro(a)s.
Referências
BENJAMIN, Walter. Experiência e pobreza. In: BENJAMIN, Walter Obras escolhidas. Magia e técnica, arte e política. 7 ed. v. 1. Tradução de Sergio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense. 1994. (Ensaios sobre Literatura e História da Cultura: obras Escolhidas, v. 1). p. 114-119.
BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas. Charles Baudelaire um lírico no auge do capitalismo. 1 ed. V. 3. Tradução de José Martins Barbosa, Hemerson Alves Baptista. São Paulo: Brasiliense, 1989.
CARVALHAR, Daniele Lameirinhas. Relações de gênero no currículo da educação infantil: a produção das identidades de princesas, heróis e sapos. 2009. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Belo Horizonte, 2009.
CASAROTTI, Magda Helena Balbino. Sexualidade na educação infantil: impasses dos professores frente às questões das crianças. 2009. Dissertação (Mestrado em Educação), Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de
Minas Gerais – UFMG, Belo Horizonte, 2009.
CONNELL, Robert W. Políticas da masculinidade. Revista Educação & Realidade, Porto Alegre: UFRGS, v. 20, n.5, p.185-206, jul/dez 1995.
GUATTARI, Félix. ROLNIK, Suely. Micropolítica. Cartografias do desejo. 2 ed. Petrópolis, RJ, Vozes, 1986.
JESUS, Railda Maria Bispo de. Abordagens de gênero e sexualidade na educação infantil: dilemas, desafios e perspectivas no fazer pedagógico da sala de aula. 2010. Dissertação (Mestrado em Educação), Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal da Bahia - UFB, Salvador, 2010.
LOURO, Guacira Lopes. Educação e gênero: a escola e a produção do feminino e do masculino. In: SILVA, Luiz Heron; AZEVEDO, José Clóvis de (orgs.). Reestruturação curricular: teoria e prática no cotidiano da escola. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995, p. 172-182.
LOURO, Guacira Lopes. Gênero, sexualidade e educação. Uma perspectiva pósestruturalista. 10. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.
LOURO, Guacira Lopes. Pedagogias da sexualidade. In: LOURO, Guacira Lopes. (org.). O Corpo educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2001. p. 07-34. (org.). O Corpo educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2001. p. 07-34.
LOYOLA, Maria Andréa. A sexualidade como objeto de estudo das ciências humanas. In: HEILBORN, Maria Luiza (org). Sexualidade. O olhar das ciências sociais. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999. p. 31-39.
MEYER, Dagmar Estermann. Gênero e educação: teoria e política. In: LOURO, Guacira Lopes; FELIPE, Jane; GOELLNER, Silvana Vilodre (orgs.). Corpo, gênero e sexualidade: um debate contemporâneo na educação. 5. ed., Petrópolis, RJ:
Vozes, 2010. p. 9-27.
NÓVOA, Antonio. Os professores e as histórias de vida. In: NÓVOA, Antonio (org.) Vida de Professores. 2 ed. Porto: Porto editora, 2000.
NUNES, Cesar; SILVA, Edna. A educação sexual da criança: subsídios teóricos e
propostas práticas para uma abordagem da sexualidade para além da transversalidade. 2. ed., Campinas, SP: Autores Associados, 2006 (Coleção Polêmicas do Nosso Tempo).
SILVA, Anamaria Santana de. O curso de pedagogia e a formação para a educação infantil. Revista Pro-Posições, Campinas, v. 16, n. 2 (47), p. 159-175, maio/ago. 2005.
SILVEIRA, Jennifer Martins. Manifestações da sexualidade da criança na educação infantil: estranhamentos e desafios. 2010. Dissertação (Mestrado em Educação), Programa de Pós-Graduação em Educação, Pontifícia Universidade Católica de Goiás
- PUC GOIÁS, Goiânia, 2010.
WEEKS, Jeffrey. O corpo e a sexualidade. In: LOURO, Guacira Lopes (org.). O corpo educado: pedagogias da sexualidade. Tradução dos artigos: Tomaz Tadeu da Silva. 2. ed., Belo Horizonte: Autêntica, 2001. p. 35-82.
WEEKS, Jeffrey. Sexuality. Third edition. London: Routledge, 2010.
WEEKS, Jeffrey. The languages of sexuality. London: Routledge, 2011.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2020 Virginia Georg SCHINDHELM

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
1. Proposta de Política para Periódicos de Acesso Livre
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença CreativeCommons Atribuição 4.0
Internacional (texto da Licença:https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista. - Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).