Aprender Bioética desde la Re-existencia
DOI:
https://doi.org/10.33052/inter.v6i11.247756Palabras clave:
Bioética, Bioética De Intervención, Movimientos Sociales Contra-Hegemónicos, América LatinaResumen
Es aceptado que movimientos sociales de diferente tipo jugaron algún papel de importancia en el surgimiento de la bioética en las últimas décadas del siglo XX, junto con los avances biomédicos y la experimentación con seres humanos. Sin embargo, hoy dichos movimientos yacen en el olvido dado el énfasis de esta inter-disciplina científica en lo estrictamente biomédico y su práctica encerrada en comités éticos de asistencia e investigación donde se adelanta, a su vez, un ejercicio de democracia liberal, representativa o comisionada, el paradigma de democracia en el llamado occidente al Norte y al Sur. Latinoamérica, en particular, ha sido y sigue siendo un continente rico en movimientos sociales, según informe del sistema de Naciones Unidas. Entre ellos, los llamados Movimientos contra-hegemónicos son movimientos de resistencia en diferentes partes del mundo que ponen de manifiesto elementos de importancia hacia la construcción de una bioética más acorde con las realidades del Sur global. Como movimientos de resistencia a esa centralidad en el negocio, propia de esta época, los seres humanos a su interior han ido haciéndose a otras formas de vida, es decir, de re-existencia, que rebelan opciones para la supervivencia de la especie humana en un mundo que arrasa y depreda para sólo favorecer la rentabilidad de inversiones a escala global.
Bioética. Bioética De Intervención. Movimientos Sociales Contra-Hegemónicos. América Latina.
RESUMO
Aceita-se que movimentos sociais de diferentes tipos tenham desempenhado papel importante no surgimento da bioética nas últimas décadas do século XX, juntamente com avanços biomédicos e experimentação com seres humanos. No entanto, hoje esses movimentos estão no esquecimento, dada a ênfase dessa interdisciplina científica no estritamente biomédico e sua prática encerrada em comitês éticos de assistência e pesquisa, onde, por sua vez, um exercício liberal, representativo ou comissário, o paradigma da democracia no chamado oeste para o norte e sul. A América Latina, em particular, tem sido e continua sendo um continente rico em movimentos sociais, de acordo com um relatório do sistema das Nações Unidas. Entre eles, os chamados movimentos contra-hegemônicos são movimentos de resistência em diferentes partes do mundo que revelam elementos importantes para a construção de uma bioética mais alinhada às realidades do sul global. Como movimentos de resistência a essa centralidade nos negócios, típicos da época, os seres humanos têm criado outras formas de vida, isto é, de re-existência, que revelam opções para a sobrevivência da espécie humana em um mundo que devasta e deprecia apenas para favorecer a lucratividade dos investimentos em escala global.
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