De las movilizaciones a la política educativa de las relaciones étnico-raciales

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.33052/inter.v6i12.248990

Palabras clave:

Agendamiento, Relaciones Étnico-Raciales, Política Curricular, Innovación institucional

Resumen

Este artículo analiza episodios e iniciativas que permitieron poner en la agenda la lucha contra el racismo y otras demandas del Movimiento Negro Brasileño a fines del siglo XX, culminando con la política de promoción de la igualdad racial. El texto se centra en particular en la política de educación para las relaciones étnico-raciales. Una innovación institucional en términos de política curricular. El aporte teórico se basa en la teoría del proceso político, en el modelo de múltiples flujos y en el debate sobre el federalismo. El análisis se llevó a cabo mediante el escaneo de fuentes secundarias: la producción académica disponible (artículos, tesis y disertaciones) y documentos públicos (legislación y planes elaborados por agentes públicos y documentos elaborados por el Movimiento Negro). Los resultados muestran que la implementación de la política de educación para las relaciones raciales enfrenta obstáculos de carácter institucional y político como, por ejemplo, la ausencia de una estructura de incentivos que promueva la adhesión de entidades federativas, además de, sobre todo, encontrar con que pretende destruir: el racismo mismo en las más diversas facetas.

Biografía del autor/a

Carlos Augusto Sant’Anna Guimarães, UNICAMP

Doutor em Ciência Política pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Pesquisador assistente na Diretoria de Pesquisas Sociais da Fundação Joaquim Nabuco.

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Publicado

2020-12-07