A quem serve uma tese? Artesanias (trans)metodológicas na pesquisa em educação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2525-7668.2023.258797

Palavras-chave:

esquizoespiritualidades, pesquisa em educação, método decolonial

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão sobre as esquizoespiritualidades como eixo de gravidade para repensar e redimensionar a pesquisa em educação. A partir de uma perspectiva decolonial, questiona-se a quem serve uma tese quando atravessamos a cena colonial e se tensiona um modo metodológico capaz de se implicar com as vidas que são inferiorizadas. Para isso, apresenta-se o corpo e suas sensações como elemento central do testemunho enquanto método de pesquisa em educação e se revisa uma discussão sobre o método na pesquisa em educação a partir de lentes decoloniais. O artigo defende que as esquizoespiritualidades nos levam a redescobrir nossas raízes históricas mais profundas e a cocriar novas possibilidades de sujeitos, mundos e educação que fogem de realidades nas quais a vida se tornou dispensável. Assim, a luta é pedagógica e permite a emergência de outros paradigmas sobre a ciência em que seu valor reside na virtude da justiça.

Biografia do Autor

Aurino Lima Ferreira, Universidade Federal de Pernambuco

Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação e do Departamento de Psicologia, Inclusão e Educação da Universidade Federal de Pernambuco.

José Diêgo Leite Santana, Universidade Federal de Pernambuco

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Pernambuco.

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Publicado

2023-09-28

Edição

Seção

Dossiê Pesquisas decoloniais: sujeitos “outros”, práxis “outras”