A Ouvir é que a Gente se Entende

Autores

  • Mónica Faria Escola de Arquitetura da Universidade do Minho (EAUM)

DOI:

https://doi.org/10.33052/inter.v5i9.243603

Palavras-chave:

Paulo Freire, Pedagogia crioula, Ouvir

Resumo

“A ouvir é que a gente se entende” é um ensaio que escrevi no início da minha pesquisa de doutoramento em 2012, estimulada pelo VIII encontro do Fórum Internacional Paulo Freire. Tudo começou em 2003 numa viagem que aproximou o Porto, Portugal e Salgueiro (Pernambuco), Brasil. Hoje, olhando para trás, percebo de que foi um momento de viragem, uma tomada de consciência sobre o que havíamos partilhado até então e sobre todas as oferendas que recebi da comunidade quilombola de Conceição das Crioulas durante a viagem a Salgueiro. Na bagagem transportava comigo não só os ensinamentos de Paulo Freire e a pedagogia crioula, que conheci na comunidade; mas também, um medo miudinho da responsabilidade que procurava assumir: queria ir viver na comunidade para estar lá, sentir o ritmo do dia a dia, ser pessoa capaz de assimilar o mundo que me rodeia procurando reinventar-me todos os dias nesta partícula que é global. 

Biografia do Autor

Mónica Faria, Escola de Arquitetura da Universidade do Minho (EAUM)

Escultora - Doutorado em Educação Artística pela Universidade do Porto. Professora Convidada da Escola de Arquitetura da Universidade do Minho (EAUM).

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Publicado

2019-12-09