Agua, territorio y capital: desarrollo desigual en el Cariri Cearense a partir de la transposición del río São Francisco
DOI:
https://doi.org/10.51359/2675-3472.2025.266978Palabras clave:
transposición del río São Francisco, gestión hídrica, desigualdad territorial, semiárido, agronegocio, cariri cearenseResumen
Este artículo analiza cómo las grandes obras hídricas, como la Transposición del río São Francisco y el Cinturão das Águas do Ceará (CAC), refuerzan las desigualdades territoriales en el Cariri Cearense al priorizar los intereses del agronegocio y del capital en detrimento de pequeños agricultores y comunidades tradicionales. El estudio parte de la hipótesis de que el Estado, al actuar como mediador de los intereses del capital, consolida un modelo de desarrollo que privilegia la acumulación y la mercantilización del agua, profundizando los conflictos socioespaciales históricos. Metodológicamente, se adopta un enfoque cualitativo, con análisis documental, revisión bibliográfica y recopilación de datos secundarios provenientes de organismos oficiales y literatura académica. Los resultados evidencian que, a pesar del discurso de universalización y participación, la gestión hídrica en Ceará sigue siendo centralizada y excluyente, favoreciendo grandes emprendimientos agrícolas y reproduciendo patrones de concentración de tierra y agua. En el Cariri, los impactos de estas políticas se manifiestan en la intensificación de la territorialización del agronegocio, la desterritorialización de comunidades tradicionales y el agravamiento de las desigualdades socioambientales. Se concluye que es urgente repensar el modelo de gestión hídrica en la región, promoviendo la justicia socioambiental, la participación efectiva de las poblaciones locales y la valorización de los saberes tradicionales como caminos hacia alternativas sostenibles de convivencia con el semiárido.
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