A sexualidade na Geografia Agrária: desafios de um fenômeno transversal

Autor/innen

DOI:

https://doi.org/10.51359/2675-3472.2024.262338

Schlagworte:

heteronormatividade, homonormatividade , relações campo-cidade , geografias de gênero e sexualidade

Abstract

Os estudos de gênero e de sexualidade se consolidaram no âmbito da Geografia brasileira nos últimos 20 anos, a partir do trabalho de diferentes pesquisadoras e pesquisadores. Esta consolidação, como campo, passa a se espraiar por outros ramos da disciplina, em alguns casos com mais fluência e, em outros, com mais dificuldade. Este talvez seja o caso da Geografia Agrária, na qual podemos identificar um conjunto também significativo de estudos de gênero, o mesmo não podendo se dizer de estudos que tematizam a sexualidade. Este artigo busca problematizar os desafios da Geografia Agrária de trabalhar a sexualidade, no contexto das múltiplas ruralidades, das relações campo-cidade e da homonormatividade, que contribui para uma perspectiva que associa a homossexualidade ao sistema urbano-metropolitano, resultando na concentração de pesquisas nestes espaços em detrimento dos processos em áreas e modos de vida rurais.

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Autor/innen-Biografien

Tiago Rodrigues Moreira, Universidade Estadual de Campinas -Unicamp

Possui graduação em Bacharelado em Humanidades pela UFVJM (2015). É graduado em Geografia - modalidade: Licenciatura UFVJM (2017) É especialista em Ensino de Geografia latu-senso DEAD-UFVJM (2018) Mestre em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas FCA/Unicamp (2019) Doutorando em Geografia pelo IG Unicamp. Trabalha, principalmente, com a abordagem fenomenológica em estudos interdisciplinares nas áreas de ciências humanas e sociais. Interessa-se por questões de corporeidade, gênero, situações, lugares. fenomenologia, geografia humanista. É pesquisador dos grupos: GHUM - Grupo de Pesquisa Geografia Humanista Cultura; NOMEAR - Grupo de Pesquisa Fenomenologia e Geografia; GHuAPo - Grupo de Pesquisa Geografia Humanista, Arte e Psicologia Fenomenológica. Geografia e contemporaneidade da UFF; GEDIS- Grupo de Estudos sobre Discurso, Interseccionalidade e Subjetividade- UFU Integrante do LAGERR - Laboratório de Geografia dos Riscos e Resiliência" (FCA/Unicamp). Linha de pesquisa: Geografia Humanista e Fenomenologia. Interesse nas áreas de ruralidade; sexualidade; corporeidade; existencialismo sartreano. 

Eduardo Marandola Jr., Universidade Estadual de Campinas - Unicamp

Possui graduação (Licenciatura e Bacharelado) em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (2002 e 2003) e Doutorado em Geografia pelo Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (2008), realizando a Livre Docência na Área do Núcleo Básico Geral Comum (Sociedade e Ambiente) (2016). Atualmente é Professor Associado II (MS 5.2) da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp (campus de Limeira), onde coordena o Laboratório de Geografia dos Riscos e Resiliência (LAGERR), do Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CHS) e atua como Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (ICHSA). É professor também do Programa de Pós-Graduação em Geografia do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp. É editor da revista eletrônica Geograficidade, do Grupo de Pesquisa Geografia Humanista Cultural (GHUM/UFF/CNPq), do qual é um dos coordenadores. Coordena o Nomear - Grupo de Pesquisa Fenomenologia e Geografia (FCA/Unicamp) e é vice-líder do Grupo de Pesquisa Métodos Mistos e Análises Multiníveis (FCA/Unicamp). Tem trabalhado principalmente com perspectivas fenomenológicas, discutindo ontologia, epistemologia e literatura, em busca de abordagens teórico-metodológicas da interdisciplinaridade contemporânea. Interessa-se também pela interface dos estudos urbanos, ambientais e populacionais, em especial mobilidade urbana, riscos e vulnerabilidade e experiência nos processos de mudanças ambientais.

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Veröffentlicht

2024-05-06

Zitationsvorschlag

Moreira, T. R., & Marandola Jr., E. (2024). A sexualidade na Geografia Agrária: desafios de um fenômeno transversal. Revista Mutirõ. Folhetim De Geografias Agrárias Do Sul, 5(1), 96–110. https://doi.org/10.51359/2675-3472.2024.262338

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