Afro-diasporic territories and counter-hegemonic cartographies: Josué de Castro's literature in geo-perspective
DOI:
https://doi.org/10.51359/2675-3472.2025.265883Palabras clave:
territorialidades negras, cartografía crítica, mocambos, Josué de CastroResumen
The pressure for studies on the place and participation of populations of African origin and diaspora in
the history of colonized countries, like Brazil, is growing. Considering the challenges of accessing records
of the presence of these populations through traditional/canonical historiography, the adoption of literature
and the perspective of Critical Cartography (Harley, 1989; Cramptom and Krigier, 2006; Santos, 2011)
and Critical Geographic Cartography (CGC) proposed by Girardi (2008) it was fundamental. We present
a section of the ongoing master's research in Geography at the Graduate Program in Human Geography
at the University of São Paulo (PPGH-USP). Our scope of analysis included Josué de Castro's literary
works: Documentário do Nordeste (1959) and Homens e Caranguejos (1967). With them, we were able
to build maps of the author's childhood and adolescence in the city of Recife and estimate, from this
cartography, the scope, uses and production of a black territoriality by the poor population of the
mocambos, portrayed in his works. Santos (2022) helps us understand this reality: race relations are
expressed in space, producing temporary and/or permanent territorialities. The results show the relevance
of Castro's biography and literature for historical geography, highlighting the potential for broadening
geographical analysis by prioritizing these sources. The cartographic reconstruction revealed the probable
locations of Afro-diasporic territorialities, the diversity of uses of the city by this population and the
importance of social movements in the struggle for the democratization of land ownership and in the
production of historically territorialities.
Descargas
Citas
ANJOS, Rafael Sanzio Araújo dos. O Espaço Geográfico dos Remanescentes de Antigos Quilombos no Brasil. Revista Brasileira de Extensão Universitária, Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, p. 52-57, 26 nov. 2013. Disponível em https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/RBEU/article/view/873 Acesso em 23 ago 2023.
CARVALHO, Marcus Joaquim Maciel de. Liberdade: rotinas e rupturas do escravismo no Recife, 1822-1850 / Marcus J. M. de Carvalho. – 2.ª ed. – Recife: Ed. Universitária da UFPE, 2010.
CASTRO, Josué de. Documentário do Nordeste. São Paulo: Brasiliense, 1959.
CASTRO, Josué de. Homens e Caranguejos. São Paulo: Brasiliense, 1967.
DOMINGUES, Petrônio. Protagonismo negro em São Paulo: história e historiografia. São Paulo: Edições Sesc São Paulo, 2019.
DOMINGUES, Petrônio. Prefácio: Da Diáspora e Colonialidade. In: MIRANDA, Fernanda R. D.; ASSUNÇÃO, Marcello F. M. D. (. ). Pensamento afrodiaspórico em perspectiva: abordagens no campo da História e Literatura. Porto Alegre: Fi, v. 1, 2021. p. 345.
FREIRE, Juan; ONRUBIA, Daniel Villar. Prácticas cartográficas cotidianas en la cultura digital. Razón Y Palabra. Número 73 Agosto - Octubre 2010. Disponível em www.razonypalabra.org.mx. Acesso em 30 ago 2022.
GIRARDI, Eduardo Paulon. Proposição teórico-metodológica de uma cartografia geográfica crítica e sua aplicação no desenvolvimento do atlas da questão agrária brasileira. Orientador: Bernardo Mançano Fernandes. 2008. Tese (Doutorado) – Universidade Estadual Paulista – Faculdade de Ciências e Tecnologia, Presidente Prudente, p. 347. 2008. Disponível em https://repositorio.unesp.br/items/962a4a1e-0db0-4e00-b6d4-e2d9c54bf31c. Acesso em 19 ago 2022.
COSTA, Valéria Gomes. O Recife nas rotas do Atlântico Negro: tráfico, escravidão e identidades no oitocentos. Revista de História Comparada, Rio de Janeiro, 7,1: 186-217, 2013. Disponível em https://revistas.ufrj.br/index.php/RevistaHistoriaComparada/article/view/372/339. Acesso em 30 ago 2024.
HARLEY, John. Brian. Deconstructing the map. Cartographica. v.26, n.2. Toronto: University of Toronto Press, 1989. p.1-20. Disponível em http://www.comitepp.sp.gov.br/MESTRADO/files/Texto%2001%20-%20Harley%20A.pdf Acesso em 20 ago 2024.
HARLEY, John Brian. La nueva naturaleza de los mapas: Ensayos sobre la historia de la cartografía. México: FCE, 2005. Disponível em https://geografiaehistoriaffyl.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/01/harley-la-nueva-naturaleza-de-los-mapas.pdf Acesso em 20 ago 2022.
LOPES, Nei. Novo Dicionário Banto do Brasil. 2ª. ed. Rio de Janeiro: Pallas, 2012.
GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. São Paulo: Atlas, 2017.
GIRARDI, Eduardo Paulon. (2012). A CONSTRUÇÃO DE UMA CARTOGRAFIA GEOGRÁFICA CRÍTICA. Revista Geográfica da América Central, 2 (47E). Disponível em https://www.revistas.una.ac.cr/index.php/geografica/article/view/2019. Acesso em 14 ago 2022.
GOMES, Nilma Lino. O Movimento Negro educador: Saberes construídos nas lutas por emancipação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.
LACOSTE, Yves. A Geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. São Paulo: Papirus, 2012.
RAMPAZZO, Lino. Metodologia científica: para alunos dos cursos de graduação e pós-graduação. 3ª. ed. São Paulo: Loyola, 2005.
SANTOS, Renato Emerson. Expressões espaciais das relações raciais: algumas notas. Boletim Campineiro De Geografia, 12(1), 11–28, 2022. Disponível em https://publicacoes.agb.org.br/boletim-campineiro/article/view/2840/2194. Acesso em 23 mar 2024.
SOUZA, Maria Ângela de Almeida. Assentamentos Populares do Recife: cadastro e mapeamento. Recife: SEHDUR-DIPLANURB, Recife, 1990.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Jamille Santos Conceição

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à REVISTA MUTIRÕ da Universidade Federal de Pernambuco o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. CC BY -
Permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original. Esta é a mais flexível das licenças, onde o foco é a disseminação do conhecimento. - Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.