Production écrite et expérience séropositive : des relations littéraires entre Caio Fernando Abreu et Hervé Guibert
DOI :
https://doi.org/10.51359/1984-7408.2025.267942Mots-clés :
Relations littéraires Brésil-France, Séropositivité, LGBTQIAPN+, Littérature brésilienne aux années 1990Résumé
Le Brésilien Caio Fernando Abreu et le Français Hervé Guibert se rejoignent sous divers aspects : ils écrivent simultanément pendant l’épidémie du virus de l’immunodéficience humaine (VIH) dans les années 1980 et 1990, produisent une œuvre marquée par leur profession dans des rédactions de journaux et de magazines, intègrent leurs textes personnels et présentent des faits biographiques pour aborder des sujets plus vastes, parmi d’autres points communs. Cependant, ils se distinguent également par la manière dont ils ont affronté la peur de l’époque. Par exemple : Abreu a tendance à se montrer plus optimiste et cherche à combattre l’hypocrisie qui dissimule le virus, tandis que Guibert se révèle plus fataliste et désespéré, se sentant abandonné par ses pairs au sein de sa communauté. Dans « Negro amor ao som de Bruce Springsteen » (1994) d’Abreu et À l’ami qui ne m’a pas sauvé la vie (1990) de Guibert, ils abordent des cas d’autres homosexuels vivant avec le VIH avant que les écrivains eux-mêmes ne découvrent leurs diagnostics respectifs. Dans ce travail, nous présentons les voies de rapprochement et d’éloignement entre les productions de ces deux auteurs, qui, pressentant l’expérience séropositive et la pérennité de la vie, ont utilisé leur œuvre comme un moyen de résister à la stigmatisation de l’époque, de diffuser des informations sur le sida et de déstigmatiser la vie des patients après un résultat positif au VIH.
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