Paleovegetação da Ilha Grande (Rio de Janeiro) no Holoceno através do estudo de fitólitos e isótopos do carbono (Paleovegetation of Ilha Grande (Rio de Janeiro) in the Holocene through the study of phytoliths and carbon isotopes)

Heloisa Helena Gomes Coe, Yame Bronze Medina Ramos, André Luiz Carvalho da Silva, Emily Gomes, Leandro de Oliveira Furtado de Sousa, Kita Damasio Macario, Raphaella Rodrigues Dias

Resumo


Este estudo objetivou contribuir para o conhecimento das condições ambientais da Ilha Grande no Holoceno, usando como indicadores os fitólitos e os isótopos do carbono. Na Ilha Grande, maior ilha do litoral do estado do Rio de Janeiro, predomina a vegetação de Mata Atlântica, com florestas, restinga, e vegetação de afloramentos rochosos. Foram estabelecidas inicialmente as coleções de referências modernas de assembleias fitolíticas de plantas e solos, para posterior comparação com assembleias fósseis. Foram analisadas 28 plantas de diferentes famílias, 5 assembleias modernas de solo e 31 amostras retiradas de 2 testemunhos e 3 perfis de solo. Os fitólitos das plantas foram extraídos por via ácida e os de solo por eliminação de carbonatos, matéria orgânica, óxidos de ferro e por separação densimétrica. As análises fitolíticas indicam que nos últimos 4.000 anos cal AP a vegetação da Ilha Grande foi predominantemente arbórea, resultado corroborado pelas análises de isótopos estáveis de Carbono, que mostraram predomínio de plantas do tipo C3. Não foram observadas grandes mudanças nas características das formações vegetais em relação às atuais, com predomínio da floresta ombrófila, demonstrando um padrão bioclimático semelhante ao atual e evidenciando que a cobertura vegetal da Ilha Grande tem mantido uma condição de equilíbrio com as características climáticas e edáficas da região neste período. Os fitólitos das assembleias fósseis se encontram profundamente alterados, como resultado da intensidade dos processos erosivos na região, relacionados à elevada pluviosidade e gradiente do relevo, o que dificulta a preservação dos fitólitos mais frágeis, como os short-cells.

 

 

A B S T R A C T

This study aims to contribute to the knowledge on environmental conditions on Ilha Grande during the Holocene, using phytoliths and carbon isotopes as indicators. Ilha Grande, the largest island on the coast of the state of Rio de Janeiro, has a predominant vegetation of Atlantic Forest, with forests, “restinga” and rocky outcrop vegetation.  Modern reference collections of phytolith assemblages from plants and soils were established for later comparison with fossil assemblages. We analyzed 28 plants from different families, 5 modern soil assemblages and 31 samples taken from 2 sediment cores and 3 soil profiles. Plant phytoliths were extracted using acid and soil phytoliths through removal of carbonates, organic matter, iron oxides and densimetric separation. The phytolith analyses indicated that during the last 4,000 years cal BP the vegetation has been predominantly arboreal, a result corroborated by the Carbon stable isotope analyses, which showed a predominance of C3 plants. No major changes were observed in the characteristics of the vegetal formations in relation to the present ones, demonstrating a bioclimatic pattern similar to the current one, with predominance of the rainforest, showing that the vegetation cover of Ilha Grande has maintained a condition of balance with the climatic and edaphic characteristics of the region in this period. Phytoliths from fossil assemblages are profoundly weathered, as a result of the intensity of the erosive processes in the region, related to the high rainfall and high relief gradient, which makes preservation of the most fragile phytoliths, like the short-cells, difficult.

Keywords: paleoenvironmental reconstruction; bioindicators; Atlantic Forest.


Palavras-chave


Reconstituição paleoambiental; Bioindicadores; Mata Atlântica

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DOI: https://doi.org/10.26848/rbgf.v11.2.p456-476

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Revista Brasileira de Geografia Física - ISSN: 1984-2295

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