Estoques de Blue Carbon como Indicadores da Qualidade Ambiental de Manguezais no Delta Do Parnaíba

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26848/rbgf.v16.4.p1844-1860

Palavras-chave:

Resiliência ambiental, serviços ecossistêmicos, solo de manguezais.

Resumo

Os serviços ecossistêmicos prestados pelo manguezal se distribuem em todas as categorias atuais, as florestas de mangue são responsáveis por sustentar a linha da costa, absorção e estoque de carbono no solo, berçário de espécies, controle da maré e importantes redutores de impacto ambiental costeiro proveniente dos grandes eventos naturais. Para tanto o ecossistema demanda peculiaridades e distribuições morfológicas distintas dos demais domínios florestais que recobrem o território, sendo seus serviços, aspectos ambientais de importância socioambiental que faz com que as áreas de mangue no Brasil sejam consideradas Áreas de Proteção Permanente. Os mangues assim como demais coberturas vegetais, respondem as atividades antrópicas que os ameaçam em características fisiológicas de desenvolvimento, fator que foi observado no estudo em questão, que buscou avaliar a composição florística, fitossanitária da vegetação e estoques de carbono no solo. Os dados configuraram manguezais em estágio de recuperação de perturbações antrópicas, com 67% das áreas com baixa condição fitossanitária, além da disposição de resíduos, e supressão de espécimes. Ainda sim, apresentou boa resiliência ambiental em resposta a ocupação, injurias e resíduos limítrofes ao mangue com presença de fauna endêmica crustácea, gastrópode e vestígios de movimentação de aves e mamíferos de médio porte, os estoques de carbono por sua vez apresentaram-se mais elevados nos manguezais mais bem consolidados e e desenvolvidos com maiores índices de diâmetro a altura do peito e altura total, o contrário também foi visualizado com manguezais menos consolidados e pouco desenvolvidos estruturalmente em diâmetro e altura total. Os estoques de Blue Carbon representaram importantes indicadores de qualidade ambiental dos manguezais, tendo em vista que seus estoques estão intimamente ligados às condições ambientais dos ecossistemas que estão situados.

Palavras-chave: Resiliência ambiental, serviços ecossistêmicos, solo de manguezais, carbono azul.

 

                                                                                                                                 

Blue Carbon Stocks as Indicators of the Environmental Quality of Mangroves in the Parnaíba Delta

A B S T R A C T

Ecosystem services provided by mangroves are distributed through all current categories. Mangrove forests are responsible for the sustaining of the coastline, soil carbon absorption and storage, nursery of species, and control of tide effects and are important for reducing the impact of major natural events on coastal environments. This ecosystem present different characteristics and morphological distributions from those of other forest domains that cover the Brazilian territory. Mangrove areas are considered as Permanent Protection Areas in Brazil due to their ecosystem services, environmental aspects, and socio-environmental importance. Mangroves, as well as other vegetation covers, respond to anthropogenic activities that threaten their physiological characteristics and development. It was considered in the present study, which sought to evaluate the vegetation floristic composition and phytosanitary status and soil carbon stocks of mangrove areas. The data showed that the mangroves were under a recovery stage from anthropic disturbances, with 67% of the areas presenting poor phytosanitary conditions. In addition, the areas presented disposed residues and suppression of species. However, they showed good environmental resilience in response to anthropogenic occupation, injuries, and residues bordering the mangrove, with presence of endemic crustacean fauna, gastropods, and evidences of presence of medium-sized birds and mammals. Carbon stocks were higher in better consolidated and developed mangroves with better indices (diameter at breast height and total height); the opposite was found for less consolidated and structurally poorly developed mangroves with lower indices. The Blue Carbon stocks showed to be important indicators of environmental quality for mangroves, since their stocks are closely linked to the environmental conditions of the local ecosystems.

Keywords: Environmental resilience, ecosystem services, soil mangroves, blue carbon

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Biografia do Autor

Davi Leal dos Santos Barbosa, Universidade Federal do Piauí

Mestrando em Desenvolvimento e Meio Ambiente (UFPI), Tecnólogo em Gestão Ambiental, (IFPl 2018-2021). Técnico em Meio Ambiente (IFPI 2015-2018). Experiência com coleta e manejo de macrófitas aquáticas, solos hidromórficos e levantamento florístico. Tem experiência em ecologia de ecossistemas: manejo de unidades de conservação, estoque de carbono em solos de manguezais, manejo de solos hidromórficos , levantamentos florísticos em regiões semiáridas costeiras e geoprocessamento. Tem interesse de pesquisa em ecologia de ecossistemas, solo e serviços ecossistêmicos em manguezais e caatinga. Participação no Grupo de Estudos e Pesquisa em Investigação e Monitoramento da Qualidade Ambiental (IQAm), Grupo Edáficos do Nordeste: GEP em Conservação de solos, água e florestas do nordeste

Karoline de Sousa Almeida, Universidade Federal do Ceará

Mestranda em Engenharia Agrícola, UFC, Graduada em Tecnologia em Gestão Ambiental, Instituto Federal do Piauí - IFPI, Campus Teresina Central.

Especialista em Ciências Ambientais e Saúde, Faculdade Evangélica do Meio Norte, FAEME. Graduada em Ciências Biológicas, Universidade Estadual do Piauí - UESPI. Experiência na área de Biologia Geral, com ênfase em ecologia e ecologia aquática, atuando em unidades de conservação, coleta e análise de solo, água e plantas aquáticas. Participação no Grupo de Estudos e Pesquisa em Investigação e Monitoramento da Qualidade Ambiental (IQAm) e o Grupo Edáficos do Nordeste: GEP em Conservação de Solos, Águas e Florestas do Nordeste.

Eduardo Lima de Sousa Júnior, Universidade Federal do Ceará

Mestrando em Engenharia Agrícola, UFC, Graduado em Tecnologia em Gestão Ambiental, Instituto Federal do Piauí - IFPI, Campus Teresina Central. Experiência com coleta e manejo de macrófitas aquáticas, solos e levantamento florísticos. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa em Investigação e Monitoramento da Qualidade Ambiental (IQAm), Grupo Edáficos do Nordeste: GEP em Conservação de Solos.

Bruna de Freitas Iwata, Instituto Federal do Piauí

Gestora Ambiental pelo Instituto Federal do Piauí, com mestrado em Agronomia - Solos pela Universidade Federal do Piauí e Doutorado em Ciências do Solo pela Universidade Federal do Ceará. Professora do curso de Gestão Ambiental do Instituto Federal do Piauí Campus Teresina Central, sendo também docente do Programa de Mestrado Profissional em Análise e Planejamento Espacial, na mesma instituição. Tem experiência na área de Estudo Ambientais, Agroecologia, com ênfase em Manejo Agroflorestal, atuando principalmente nos seguintes temas: recuperação de áreas degradadas, manejo e conservação do solo e estudos em serviços ecossistêmicos do Cerrado e Caatinga. Possui também experiência em estudos de unidades de conservação e plano de manejo. Coordena os grupos de pesquisas: Grupo de Estudo e Pesquisa em Solos, Água e Florestas do Nordeste (Edafcos do Nordeste) e Grupo de Pesquisa em Investigação e Monitoramento da Qualidade Ambiental do Piauí (IQAm). Possui experiência técnica e acadêmica em licenciamento ambiental, elaboração de estudos de impactos ambientais e projetos de recuperação de áreas degradadas. Atual Chefe do Departamento de Informação, Ambiente, Saúde e Produção Alimentícia do IFPI Campus Teresina Central e coordena o Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos do Instituto Federal do Piauí.

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Publicado

2023-07-25

Como Citar

Leal dos Santos Barbosa, D., de Sousa Almeida, K., Lima de Sousa Júnior, E., & de Freitas Iwata, B. (2023). Estoques de Blue Carbon como Indicadores da Qualidade Ambiental de Manguezais no Delta Do Parnaíba. Revista Brasileira De Geografia Física, 16(4), 1844–1860. https://doi.org/10.26848/rbgf.v16.4.p1844-1860

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