Contribuições à História Geoecológica e Biogeográfica da Amazônia Brasileira durante o Antropoceno

Autores

  • Luiz Jorge Bezerra da Silva Dias Universidade Estadual do Maranhão - UEMA
  • Anderson Nunes Silva Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC)
  • Allana Pereira Costa Agregar Ambiental / Empresa Maranhense de Administração Portuária
  • Erick Cristofore Guimarães Universidade Federal do Oeste do Pará
  • Jadson Pinheiro Santos Universidade Estadual do Maranhão
  • Tadeu Gomes de Oliveira Universidade Estadual do Maranhão

DOI:

https://doi.org/10.26848/rbgf.v17.3.p1875-1893

Palavras-chave:

Antromas, Geoecologia da Paisagem, História Ambiental, Geopolítica da Conservação.

Resumo

As discussões sobre a definição do Antropoceno, embora recentes e ainda não consensuais, já proporcionam um melhor entendimento de como o homem causa ou potencializa rupturas dos sistemas naturais e assim configuram novas dinâmicas geográficas e, sobretudo, ecológicas. Em diversas escalas de atuação, o homem tem materializado suas tentativas de domesticação das paisagens e da natureza, o que tem levado a uma descaracterização dos grandes biomas holocênicos, como é o caso da Amazônia Brasileira. Essa concepção guiou novas discussões conceituais acerca das articulações geográficas e ecológicas no contexto dessa grande área e em sua transmutação para um conjunto de antromas. Através de procedimentos cartográficos próprios, com auxílio de técnicas de geoprocessamento e de acesso a uma bibliografia especializada, foi possível estabelecer um panorama evolutivo geoecológico e biogeográfico dos anos 1700 ao início dos anos 2000 para a Amazônia Brasileira, demonstrando os seus graus de antropização. O estudo conclui que as visões geoecológica e biogeográfica pautadas na definição de bioma já não devem ser plenamente consideradas para a Amazônia Brasileira no que tange às políticas de conservação nela desenvolvidas. Isso porque as estratégias geopolíticas em curso apontam para uma maior impressão das marcas humanas no território, o que força aos tomadores de decisão buscar alternativas para manter e conectar as paisagens naturais remanescentes.

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Biografia do Autor

Luiz Jorge Bezerra da Silva Dias, Universidade Estadual do Maranhão - UEMA

Professor Assistente de Geografia Física (UEMA\CECEN\DEGEO). Bacharel em Geografia e Mestre em Sustetabilidade de Ecossistemas pela UFMA. Doutorando em Biodiversidade e Biotecnologia (Rede Bionorte), na área de pesquisa "Conservação da Biodiversidade". Trabalha desde 2004 com projetos ambientais, planejamento e ordenamento territorial, com ênfase e cartografia temática e Biogeografia. Já foi gestor de Áreas Protegiadas (SEMA), Especialista Socioambiental da Prefeitura de São Luís, atuando em projetos com o apoio do Banco Mundial. Atuou ainda como Assessor e Assistente da Pró-Reitoria de Graduação (Uema). Foi Coordenador Técnico do Programa ZEE-Maranhão e Diretor de Estudos Ambientais e Geoprocessamento, ambos pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos. Atualmente, além das atividades docentes na Uema, exerce o cargo de assessor especial da Reitoria. Atua nas seguintes áreas de pesquisa: Biogeografia, Geocologia da Paisagem, Uso e Cobertura da Terra e Conservação da Biodiversidade.

Anderson Nunes Silva, Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC)

Pesquisador do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC). Bacharel em Economia. Mestre em Desenvolvimento Socioeconômico. Atua nas áreas de estatística, economia regional e impactos socioeconômicos regionais.

Allana Pereira Costa, Agregar Ambiental / Empresa Maranhense de Administração Portuária

Bacharel em Geografia pela Universidade Estadual do Maranhão (2018), Mestre em Geografia, Natureza e Dinâmica do Espaço - PPGeo/UEMA (2022), atuando principalmente nos seguintes temas: Bioma Amazônia, Formações Vegetais, Cartografia Temática, Uso e Cobertura da Terra e Licenciamento Ambiental. Durante a graduação como bolsista de Iniciação Científica da UEMA, FAPEMA, CNPq. Participou da elaboração do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana da Grande São Luís (MA) entre 2017 e 2018 e dos Zoneamentos Ecológico-Econômicos do Estado do Maranhão do Bioma Amazônico (2018-2019) e do Bioma Cerrado e Sistema Costeiro (2020-2021). Atualmente, exerce a função de Analista Ambiental da EMAP junto à empresa Agregar Ambiental e é pesquisadora do Plano Diretor da Bacia Hidrográfica do Rio Itapecuru (UEMA/CODEVASF).

Erick Cristofore Guimarães, Universidade Federal do Oeste do Pará

Possui graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Minas Gerais (2010), mestrado em Biodiversidade e Conservação, pela Universidade Federal do Maranhão (2018) e doutorado em Biodiversidade e Biotecnologia pela Rede Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (2020). Atualmente é pesquisador vinculado ao Programa de Pós-Graduação Sociedade Natureza e Desenvolvimento, Instituto de Ciências da Educação da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOP). Atua nas áreas de avaliações de impactos ambientais no meio biótico e inventário da biodiversidade amazônica.

Jadson Pinheiro Santos, Universidade Estadual do Maranhão

Engenheiro de Pesca graduado na Universidade Federal de Sergipe (2010), possui mestrado em Biotecnologia em Recursos Naturais pela Universidade Federal de Sergipe (2013). Atualmente doutorando em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal pela rede BIONORTE. Docente do Departamento de Engenharia de Pesca da Universidade Estadual do Maranhão - UEMA. Chefe do Laboratório de Ictiofauna e Piscicultura Integrada, vinculado ao Centro de Ciências Agrárias/UEMA. Atua na área de biotecnologia aplicada à ictiofauna da Amazônia Brasileira e em inventário de biodiversidade aquática.

Tadeu Gomes de Oliveira, Universidade Estadual do Maranhão

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Maranhão, mestrado em Wildlife Ecology and Conservation pela University of Florida e doutorado na mesma área pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atualmente é professor adjunto da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), pesquisador/assessor científico do Instituto para Conservação dos Carnívoros Neotropicais (Pró-Carnívoros) e da Pró-Vida Brasil. É membro bastante atuante do grupo de especialistas em felinos da IUCN, o Cat Specialist Group desde 1995 (IUCN/SSC/Cat Specialist Group). Integra também diversos comitês assessores de espécies ameaçadas do Brasil. Tem experiência na área de Ecologia e Conservação Animal, atuando principalmente com felinos neotropicais, outros carnívoros e espécies ameaçadas, além da composição das comunidades de mamíferos, avaliação de status e impactos. Coordena o Programa de Conservação e Pesquisa "Gatos do Mato - Brasil" (www.wildcatsbrazil.com), com atividades em várias regiões do Brasil e parcerias com outros países da América Latina, e que, por sua vez integra as redes internacionais Small Wild Cat Conservation Foundation e a Small Wild Cat Network. Atua em diversas áreas do Brasil, mais especialmente na Amazônia oriental e Cerrado norte, além da Caatinga e, em menor escala, na Mata Atlântica e Pampa.

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Publicado

2024-05-07

Como Citar

Dias, L. J. B. da S., Silva, A. N., Costa, A. P., Guimarães, E. C., Santos, J. P., & Oliveira, T. G. de. (2024). Contribuições à História Geoecológica e Biogeográfica da Amazônia Brasileira durante o Antropoceno. Revista Brasileira De Geografia Física, 17(3), 1875–1893. https://doi.org/10.26848/rbgf.v17.3.p1875-1893

Edição

Seção

Biogeografia e Geoecologia da Paisagem

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