Jardins de chuva para mitigação dos alagamentos urbanos: análise de um projeto piloto
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v17.2.p1396-1411Palavras-chave:
Biorretenção, Técnica compensatória, Drenagem urbana sustentávelResumo
Os impactos negativos ao meio ambiente decorrentes da urbanização acelerada são cada vez mais severos, inclusive as inundações urbanas. A busca por alternativas de desenvolvimento sustentável reforçam a importância da redução das áreas impermeáveis e os sistemas de biorretenção surgem como dispositivos eficazes na redução dos volumes de escoamento e minimização das inundações. Dentre os dispositivos, os jardins de chuva funcionam com retenção das águas pluviais e infiltração. Eles constituem-se como elementos da paisagem urbana e beneficiam a saúde humana por tornar locais mais agradáveis e melhorar o conforto térmico local. Este estudo objetivou apresentar um projeto piloto e a execução de um jardim de chuva na cidade de Recife-PE, com avaliação da sua eficiência hidráulica. Optou-se também por utilizar um material reciclado de resíduos da construção civil, tornando o dispositivo de drenagem ainda mais sustentável. A metodologia consistiu em caracterização do local de instalação, determinação da chuva de projeto, escolha da geometria do jardim e da cobertura vegetal, determinação do volume útil necessário, execução e simulação dos eventos de chuva. Foi verificado que a camada permeável de solo encontrava-se na profundidade de 1,25 m, a partir dos ensaios de infiltração com anel simples e foi dimensionada a camada núcleo do jardim com 90 cm de espessura. Nas simulações, o dispositivo apresentou-se eficiente para a chuva mais crítica de 156,63 mm/h, sem atingir a máxima capacidade de utilização do jardim. O dispositivo se mostrou eficiente enquanto potencial mitigador de pico de vazão de chuva e redução das inundações urbanas.
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