Indicadores morfométricos da bacia da Várzea (RS) como marcadores do desequilíbrio fluvial da paisagem
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v16.6.p3298-3311Palavras-chave:
Knickpoints, Sinuosidade, Índice de HackResumo
Este trabalho mensurou variáveis morfométricas relacionadas à rede de drenagem da bacia da Várzea (RS) para investigar a associação da morfogênese do relevo dessa bacia (9500 km2) com o trabalho da sua rede fluvial e a condição atual de equilíbrio fluvial. Foram analisados: (i) organização da rede de drenagem; (ii) espacialização dos declives de superfície; (iii) variação e associação dos gradientes de canal e do vale do rio da Várzea por meio do índice de Hack (k) e de correlação estatística; (iv) relação declive-extensão (slope-area) do rio da Várzea; (v) mensuração do índice de sinuosidade e contraposição à localização dos knickpoints para o rio da Várzea. Os dados para o cálculo dos índices foram provenientes da rede de drenagem em escala de 1:100.000 e do MDE ALOS PALSAR. Os resultados indicam uma rede de drenagem dendrítica com marcante assimetria nas porções de alta e baixa bacia sugestiva de movimentos de basculamento de blocos. O perfil longitudinal do rio da Várzea apresenta baixa concavidade e alta sinuosidade. As diferentes representações de perfil desse canal indicam presença de uma anomalia no índice de Hack que demonstra rebaixamento do nível de base coincidente com uma knickzone com pequenos ressaltos e desníveis centimétricos e decimétricos em sequência no leito rochoso e meandrante do rio da Várzea. A baixa correlação entre os declives do vale e das vertentes também sustenta um quadro de desequilíbrio fluvial atrelado à atual fase morfogenética de reincisão no Planalto Dissecado do rio Uruguai.
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