Análise morfométrica e tendências de uso e ocupação do solo na bacia hidrográfica do rio Capiá, Semiárido do Nordeste do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v18.07.p5206-5226Palavras-chave:
MAPBIOMAS, Geoprocessamento, Morfometria, HEC-HMS, VegetaçãoResumo
A bacia hidrográfica do rio Capiá, integrante da sub-bacia do rio São Francisco, é estratégica para o semiárido do Nordeste brasileiro, fornecendo recursos naturais essenciais à população local. Alterações no uso e cobertura do solo, associadas à expansão agropecuária e urbana, impactam a dinâmica ambiental e hidrológica da região. Este estudo teve como Universidade Federal Rural de Pernambuco, Departamento de Engenharia Agrícolaobjetivo caracterizar a bacia a partir de parâmetros morfométricos e avaliar mudanças no uso e ocupação do solo nos últimos 30 anos (1992-2022), aplicando os testes de Mann-Kendall e Sen’s Slope. A delimitação e caracterização morfométrica foram obtidas por Modelo Digital de Elevação processado no HEC-HMS, com extração de dados no QGIS. Mapas de uso e ocupação do solo (1992, 2002, 2012, 2022) foram gerados via Google Earth Engine a partir do projeto MapBiomas. Os resultados indicam uma bacia alongada, com baixa propensão a enchentes e densidade de drenagem regular. Entre 1992 e 2022, houve redução significativa de áreas de pastagem (-1,789 km2 ano-1) e corpos d’água (-0,023 km2 ano-1), aumento de áreas urbanizadas (+0,127 km2 ano-1) e de outras lavouras temporárias (+0,255 km2 ano-1). A Formação Savânica manteve-se predominante, seguida pela Pastagem, com expansão pontual de formações campestres. As alterações foram mais intensas nas áreas planas centrais, enquanto regiões montanhosas preservaram maior cobertura de Caatinga. Conclui-se que a combinação de análises morfométricas e de tendências de uso do solo fornece subsídios relevantes para o planejamento territorial e a gestão de recursos hídricos, sendo fundamental para mitigar impactos ambientais e orientar estratégias de conservação no semiárido.
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