Características Morfossedimentares e Erosão Costeira na Praia Estuarina do Caripi (Barcarena, Pará) Antes e Após a Construção da Nova Orla
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v18.4.p2450-2465Palavras-chave:
morfodinâmica de praia, estuário, gerenciamento costeiro, obras de proteção costeiraResumo
Praias estuarinas são comuns na zona costeira amazônica e alvo de ações antrópicas através da urbanização, turismo e instalações portuárias próximas. Este artigo analisou a morfossedimentação da praia estuarina do Caripi (município de Barcarena, Pará, Brasil), antes e após a construção do muro de contenção de erosão inaugurado em 2018 na praia. Pretendeu-se comparar dados topográficos coletados em 2016, com dados dos anos de 2019 e 2020, pós-construção da nova orla, além de avaliar se a erosão costeira na praia ficou efetivamente contida. Dados topográficos foram coletados em cinco perfis praiais transversais à linha de costa. O perfil C5 apresentou face praial mais extensa e plana (1° de declividade; 215 m em 2016 a 111 m em 2020). O perfil C1 foi o menos extenso e mais íngreme (6° a 3° de declividade; 30 m em 2016 a 72 m em 2020). Verificou-se algumas mudanças morfológicas significativas na praia de 2016 a 2020, quanto às alterações no estado morfodinâmico praial. No perfil C3 prevalecia o estado dissipativo em 2016, passando para o estado intermediário em 2019-2020, ou seja, após a construção da nova orla com o muro de gabião, originou-se uma face praial mais íngreme na porção central da praia. Por outro lado, o perfil C1 alterou de estado reflexivo em 2016 para intermediário em 2019-2020. Constatou-se que indícios da erosão costeira persistem na praia mesmo após a construção do muro de gabião, cuja efetividade moderada parece temporária frente ao referido problema.
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