Distribuição de Hidrocarbonetos Policiclicos Aromáticos (HPAs) em Sedimentos de Fundo Da Lagoa de Marapendi, Rio De Janeiro (RJ)
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v19.01.p201-216Palavras-chave:
Contaminação, Canal de Marapendi, Morfologia lagunar, GranulometriaResumo
A Lagoa de Marapendi (LM - Rio de Janeiro) sofre com impactos da urbanização intensa de seu entorno, resultando em anomalias de substâncias potencialmente tóxicas em sedimentos, incluindo hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs). Este trabalho consiste na avaliação da distribuição espacial de HPAs em sedimentos de fundo da LM. Para tanto, 23 amostras de sedimento superficial foram coletadas ao longo de toda a LM levando-se em consideração sua morfologia costeira e conexão com canais. A caracterização dos sedimentos incluiu a determinação granulométrica, do carbono orgânico total (COT) e de HPAs, cujas concentrações foram comparadas aos limites da resolução 454 do CONAMA. A origem dos compostos (petrogênica, pirolítica ou mista) foi avaliada com base nas razões fenantreno/antraceno e fluoranteno/pireno. A granulometria sedimentar é predominantemente arenosa, à exceção de áreas reduzida hidrodinâmica associada à morfologia lagunar (como enseadas) e/ou sob influência de manguezais. Os teores de COT exibiram correlação positiva e significativa com o percentual de lama, sendo as maiores concentrações encontradas próximo a áreas de manguezais bem preservados. A área compreendida entre o Canal de Marapendi e sua desembocadura na LM corresponde à zona mais crítica de HPAs. Para além da desembocadura ser uma área de baixa hidrodinâmica em função da mudança brusca da geomorfologia lagunar, essa zona crítica coincide com a área de mais intenso tráfego de embarcações e ampla urbanização. Nesta área, observou-se uma amostra cujos HPAs são predominantemente petrogênicos (atrelados ao derramamento de combustível). Nas demais áreas da LM, constatou-se a predominância de HPAs de origem mista, indicando maior influência de fontes atmosféricas.
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