Densidade Amostral, identificação da variabilidade espacial de atributos químicas e susceptibilidade magnética do solo no Cerrado Piauiense
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v18.4.p2657-2676Palavras-chave:
Magnetização, Manejo, Preservação, SoloResumo
A composição florística e do solo no Cerrado é variada, indicando que o solo necessita de preparos específicos, que facilite um manejo agrícola sustentável e a preservação ambiental. Neste contexto, técnicas não destrutivas, como a susceptibilidade magnética, podem identificar a diversidade e as características do solo com um menor número de amostras. Este estudo verificou a suscetibilidade magnética e atributos químicos do solo por meio de diferentes densidades amostrais, na região do MATOPIBA. O trabalho foi conduzido no município de Barreiras do Piauí. A área em estudo foi delimitada e georreferenciada, em 1 hectare (100 x 100 m), foram aplicadas três densidades amostrais (10 x 10, 20 x 20 e 30 x 30 m), com coletas a 0,00-0,20 e 0,20-0,40 m, totalizando 242 amostras. Avaliaram-se pH, matéria orgânica, P, Ca, K, Mg, H+Al, Al, CTC e V%. A susceptibilidade magnética foi analisada por meio de balança, e os dados, analisados por estatística univariada, descritiva, multivariada e geoestatística. A densidade 30 x 30 m apresentou variabilidade definida com menos amostras. A correlação entre os atributos químicos e susceptibilidade magnética foi insignificante, exceto para CTC e matéria orgânica na densidade 10 x 10 m a 0-0,20 m. Os mapas de krigagem revelaram áreas com menores concentrações de nutrientes, permitindo um manejo conforme as necessidades locais. Uma análise multivariada indicou que as malhas 10 x 10 e 30 x 30 m são as mais adequadas para estudos de variabilidade espacial.
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