Diversidade de Poales no Centro-Sul Cearense
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v17.6.p4292-4303.Palabras clave:
Biodiversidade, Florística, Angiospermas, Caatinga, ConservaçãoResumen
Poales é uma ordem do clado das monocotiledôneas que apresenta famílias de grande importância econômica e ecológica como Poaceae, Bromeliaceae e Cyperaceae. Apesar de sua relevância, há escassez de estudos voltados a Poales, principalmente em regiões consideradas de baixa biodiversidade. Assim, objetivou-se através deste estudo realizar um levantamento das coletas de espécies de Poales na Região Centro-Sul do estado do Ceará. As informações sobre as coletas e a diversidade dos grupos foram obtidas através da Flora e Funga do Brasil e da rede speciesLink. Dados complementares sobre origem, endemismo, status de conservação das espécies, também foram levantados. Foram registradas 295 coletas de 92 espécies pertencentes a quatro famílias (Bromeliaceae, Cyperaceae, Poaceae e Typhaceae), sendo Poaceae a que possui mais registros. Observou-se que as coletas estão concentradas em Iguatu, enquanto a maioria dos demais municípios apresentou três ou menos coletas. Quatro municípios não apresentaram coleta de Poales: Antonina do Norte, Orós, Tarrafas e Umari. A coleta mais antiga data do ano de 1893 e a maioria das coletas se concentra na década de 2010. A maioria das exsicatas consultadas (ca. 74%) encontram-se depositadas no EAC – Herbário Prisco Bezerra. O baixo número de coletas realizados na Região Centro-Sul Cearense possivelmente se deve à escassez de especialistas em Poales e à presença de áreas ainda não exploradas e subamostradas. Os dados sugerem que a região se apresenta como um campo promissor para futuras pesquisas em florística e taxonomia das famílias de Poales.
Descargas
Citas
Alves, M., Trovó, M., Forzza, R.C., Viana, P.L., 2015. Overview of the systematics and diversity of Poales in the Neotropics with emphasis on the Brazilian flora. Rodriguésia 66(2), 305-328. Disponível: https://doi.org/10.1590/2175-7860201566203
Andrade, L.A., Fabricante, J.R., Araújo, E.L., 2011. Estudos de Fitossociologia em Vegetação de Caatinga. In: Felfili, J.M., Eisenlohr, P.V, Melo, M.M.R.F., Andrade, L.A., Meira Neto, J.A.A. Fitossociologia no Brasil: métodos e Estudos de caso, volume 1. Viçosa, MG: EdUFV. Cap. 12, p. 339-371.
APG IV -. Angiosperm Phylogeny Group, 2016. An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG IV. Botanical Journal of the Linnean Society 181, 1-20. Disponível: https://doi.org/10.1111/boj.12385
APG IV. The Angiosperm Phylogeny Group, 2016. An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG IV. Botanical Journal of the Linnean Society 181(1), 1-20. Disponível: https://doi.org/10.1111/boj.12385
Barreira, T.F., Paula-Filho, G.X., Rodrigues, V.C.C., Andrade, F.M.C., Santos, R.H.S., Priore, S.E., Pinheiro-Sant’Anna, H.M., 2015. Diversidade e equitabilidade de Plantas Alimentícias Não Convencionais na zona rural de Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Revista Brasileira de Plantas Medicinais 17(4), 964-974.
Barroso, A.A.F., Gomes, G.E., Lima, A.E.O., Palácio, H.A.Q., Lima, C.A., 2011. Avaliação da qualidade da água para irrigação na região Centro Sul no Estado do Ceará. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental 15(6), 588-593. Disponível: https://doi.org/10.1590/S1415-43662011000600008
BFG - The Brazil Flora Group, 2015. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia 66(4),: 20151085-1113. Disponível: https://doi.org/10.1590/2175-7860201566411
Christenhusz, M.J.M., Byng, J.W., 2016. The number of known plants species in the world and its annual increase. Phytotaxa 261(3), 201-217. Disponível: https://doi.org/10.11646/phytotaxa.261.3.1
Dávid, C.Z., Hohmann, J., Vasas, A., 2021. Chemistry and pharmacology of Cyperaceae stilbenoids: a review. Molecules 26, 1-26. Disponível: https://doi.org/10.3390/molecules26092794
Ambientagro, Soluções Ambientais, 2017. Curso unidades de conservação. Fortaleza: Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Ceará. 181p.
Flora e Funga do Brasil, 2023. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/ Acesso: jun. 2023
Freitas, C.C.G., Alves, L.S.F., 2021. Uma revisão da interiorização do ensino superior e deslocamentos populacionais no semiárido. Latin American Journal of Business Management 12(1), 167-174.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2022. Divisão Territorial Brasileira. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do-territorio/estrutura-territorial/23701-divisao-territorial-brasileira.html Acesso: 27 ago. 2023.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2023. Cidades e Estados. Disponível: https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/ Acesso em 27 ago. 2023
IPECE - Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará, 2017. Perfil das Regiões de Planejamento. Disponível: https://www.ipece.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/45/2015/02/Livro_Panorama_Regioes_Planejamento_Ceara_2017.pdf Acesso: 14 ago. 2023.
Judd, W.S., Campbell, C.S., Kellogg, E.A., Stevens, P.F., Donoghue, M.J., 2009. Sistemática vegetal: um enfoque filogenético. 3. ed. Artmed, Porto Alegre.
Kellogg, E.A., 2015. Flowering plants, monocots, Poaceae. In: Kubitski, K. The families and genera of vascular plants, XIII. Cham, Springer International.
Kinupp, V.F., Lorenzi, H., 2014. Plantas alimentícias não convencionais (PANC) no Brasil: guia de identificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas. Nova Odessa: Instituto Plantarum. 768p.
Lang, P.L.M., Willems, F.M., Scheepens, J.F., Burbano, H.A., Bossdorf, O., 2019. Using herbaria to study global environmental change. New Phytologist 221, 110-122. Disponível: https://doi.org/10.1111/nph.15401
Lepchak, A., Oliveira, A.J., Fragalli, A., Scarpin, J.E., 2016. A avaliação da educação superior: um estudo sobre os determinantes de desempenho. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, 11(3): 1111-1131. Disponível: https://dx.doi.org/10.21723/riaee.v11.n.3.6288
Lima, B.G., Coelho, M.F.B., Oliveira, O.F., 2012. Caracterização florística de duas áreas de caatinga na região Centro-sul do Ceará, Brasil. Bioscience Journal, 28(2): 277-296.
Lima, B.G., Coelho, M.F.B., 2015. Estrutura do componente arbustivo-arbóreo de um remanescente de caatinga no estado do Ceará, Brasil. Cerne, 21(4): 665-672. Disponível: https://doi.org/10.1590/01047760201521041807
Lima, B.G., Coelho, M.F.B., 2018. Fitossociologia e estrutura de um fragmento florestal da caatinga, Ceará, Brasil. Ciência Florestal, 28(2): 809-819. Disponível: http://dx.doi.org/10.5902/19805 09832095
Linder, H.P., Rudall, P.J., 2005. Evolutionary history of Poales. Annual Review of Ecology, Evolution, and Systematics 36, 107-124. Disponível: https://doi.org/10.1146/annurev.ecolsys.36.102403.135635
Loiola, M.I.B., Moreno, D.A., Souza, S.S.G., Neto, R.L.S., 2023. Flora do Ceará e a coleção histórica de Philipp von Luetzelburg no Herbário EAC. Revista Brasileira de Geografia Física 16(4), 1938-1967.
Loiola, M.I.B., Ribeiro, R.T.M., Sampaio, V.S., Souza, E.B. (Orgs.), 2020. Diversidade Angiospermas do Ceará. Herbário Prisco Bezerra: 80 anos de história. Edições UVA, Sobral.
Lorenzi, H., & Souza, H.M., 2001. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. (3a. edição). Instituto Plantarum, de Estudos da Flora Ltda. Nova Odessa, SP, 1104 p.
Lorenzi, H., 2008. Plantas daninhas do Brasil: terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas. 4. ed. Instituto Plantarum, Nova Odessa, SP.
Moreira, B. A., Wanderley, M. das G. L.; ., Cruz-Barros, M. A. V. da, 2006. Bromélias: importância ecológica e diversidade. Taxonomia e morfologia. Instituto de Botânica – IBT,. São Paulo.
Moro, M.F., Lughadha, E.N., Filer, D.L., Araújo, F.S., Martins, F.R., 2014. A catalogue of the vascular plants of the Caatinga Phytogeographical Domain: a synthesis of floristic and phytosociological surveys. Phytotaxa 160(1), 001-118. Disponível: http://dx.doi.org/10.11646/phytotaxa.160.1.1
Moro, M.F., Macedo, M.B., Moura-Fé, M.M., Castro, A.S.F., Costa, R.C., 2015. Vegetação, unidades fitoecológicas e diversidade paisagística do estado do Ceará. Rodriguésia 66(3), 717-743. Disponível: https://doi.org/10.1590/2175-7860201566305
Muniz, L.F., Pereira, J.M.R., Ximenes Junior, C.L., Studar, T.M.C., 2017. Classificação climática para o estado do Ceará utilizando distintos sistemas de caracterização. In: Anais do XXII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos. Florianópolis, SC. 1– 8.
Oliveira, R. R. 2004. Importância das bromélias epífitas na ciclagem de nutrientes da Floresta Atlântica. Acta Botânica Brasilica, 18(4): 793-799.
Oliveira, R.S., Souza, F.V.D., Santos, I.L., Souza, S.O., Aona, L.Y.S., Souza, E.H., 2021. Cryopreservation and low-temperature storage of seeds of Tillandsia species (Bromeliaceae) with ornamental potential. 3 Biotech 11, 186. Disponível: https://doi.org/10.1007/s13205-021-02730-x
Peixoto, A.L., Barbosa, M.R.V., Canhos, D.A.L., Maia, L.C., 2007. Coleções botânicas: objetos e dados para a ciência. In: Granato, M., Rangel, M.F. (Orgs.). Cultura Material e Patrimônio da Ciência e Tecnologia. Museu de Astronomia e Ciências Afins – MAST, Rio de Janeiro, Pp. 315-326.
Peterson, P.M., Romaschenko, K., Snow, N., Johnson, G., 2012. A molecular phylogeny and classification of Leptochloa (Poaceae: Chloridoideae: Chlorideae) sensu lato and related genera. Annals of Botany 109, 1317-1329.
Ribeiro, J.F.G., 2014. A estratégia de criação e gestão de unidades de conservação e a interface sociedade-natureza: uma abordagem geográfica integrada sobre a Apa da Serra de Maranguape. GeoUECE [online] 3. Disponível: http://seer.uece.br/?journal=geouece&page=article&op=view&path%5B%5D=1109 Acesso: 15 mar. 2021.
Rocha, C.F.D., Cogliatti-Carvalho, L., Almeida, D.R., Freitas, A.F.N., 1997. Bromélias ampliadoras da biodiversidade. Bromélia 4:, 7-10.
Simpson, D.A., Inglis, C.A., 2001. Cyperaceae of economic, ethnobotanical and horticultural importance: a checklist. Kew Bulletin, 56(2), 257-360.
Soltis, P.S., Folk, R.A., Soltis, D.E., 2019. Darwin review: angiosperm phylogeny and evolutionary radiations. Proceedings of the Royal Society B, Biological Sciences 286, 20190099. Disponível: http://dx.doi.org/10.1098/rspb.2019.0099
Soreng, R., Peterson, P., Zuloaga, F.O., Romaschenko, K., Clark, L., Teisher, J, Gillespie, L., Barberá, P., Welker, C.A.D., Kellogg, E., Li, D., Davidse, G., 2022. A worldwide phylogenetic classification of the Poaceae (Gramineae) III: An update. Journal of Systematics and Evolution, 60(3), 476-521. Disponível: https://doi.org/10.1111/jse 12847
Souza, V.C., Lorenzi, H, 2019. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de Fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado em APG IV. 4. ed. Instituto Plantarum, Nova Odessa, SP.
Stevens, P.F., 2001 onwards. Angiosperm Phylogeny Website. Disponível: http://www.mobot.org/MOBOT/research/APweb/welcome.html Acesso: 20 mar. 2021.
Teixeira-Costa, L., Heberling, J. M., Wilson, C. A., & Davis, C. C., (2023). Parasitic flowering plant collections embody the extended specimen. Methods in Ecology and Evolution, 14, 319–-331. Disponível: https://doi.org/10.1111/2041-210X.13866
Thomas, W.W., Forzza, R.C., Michelangeli, F.A., Giulietti, A.M., Leitman, P.M., 2012. Large-scale monographs and floras: the sum of local floristic research. Plant Ecology & Diversity 5(2), 217-223. Disponível: https://doi.org/10.1080/17550874.2011.622306
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2024 Alice Oliveira de Souza, Fernanda Maria Cordeiro de Oliveira, Christian Silva, Bruno Edson-Chaves

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Material protegido por derechos de autor y plagio. En caso de material protegido por derechos de autor reproducido en el manuscrito, la atribución completa debe ser informada en el texto; un documento de respaldo de la autorización debe enviarse al Consejo Editorial como documento complementario. Es responsabilidad de los autores, no de la revista o de los editores y revisores, informar en el artículo la autoría de los textos, datos, figuras, imágenes y / o mapas publicados anteriormente en otros lugares. Si existe alguna sospecha sobre la originalidad del material, el Comité Editorial puede verificar el manuscrito en busca de plagio. En los casos en que se confirme el plagio, el manuscrito será devuelto sin más revisión y sin la posibilidad de volver a enviarlo. El autoplagio (es decir, el uso de frases idénticas de documentos previamente publicados por el mismo autor) tampoco es aceptable.






