Epífitas vasculares da Serra de Baturité, Ceará, Nordeste do Brasil

Autores

  • Natanael Costa Rebouças Universidade Federal do Ceará
  • Arnaldo Ferreira da Silva Mestrando em Sistemática, Uso e Conservação da Biodiversidade - PPGSis UFC
  • Luana Mateus de Sousa Doutoranda em Ecologia e Recursos Naturais - UFC
  • Cìcero Luanderson da Silva Alencar Mestre em Ecologia e Recursos Naturais - UFC
  • Andrieli Lima da Silva Mestranda em Ecologia e Recursos Naturais - UFC
  • Maria Iracema Bezerra Loiola Professora Titular da Universidade Federal do Ceará - UFC

DOI:

https://doi.org/10.26848/rbgf.v14.3.p1748-1766

Palavras-chave:

Epidendrum, Floresta Atlântica, Orchidaceae, Vriesea.

Resumo

A Serra de Baturité, em meio a Caatinga, constitui um dos maiores resquícios de Floresta Atlântica no semiárido, sendo considerada uma região rica em biodiversidade. Como parte do projeto “Flora do Ceará: conhecer para conservar”, o presente estudo objetivou realizar o levantamento florístico das epífitas vasculares da Serra de Baturité, no estado do Ceará. A pesquisa foi baseada na análise dos espécimes depositados nos Herbários ALCB, CEPEC, EAC, HUEFS, HVASF, IPA, JPB, MO, R, RB, S, SP, UFP, UNB e US, bibliografias especializadas e imagens de coleções-tipo. Na Serra de Baturité foram registradas 62 espécies, distribuídas em sete famílias (Araceae, Bromeliaceae, Cactaceae, Gesneriaceae, Orchidaceae, Piperaceae e Rubiaceae). Orchidaceae foi à família com maior número de representantes (58%). As espécies Gomesa praetexta, Polystachya concreta e Trichocentrum cepula são novas ocorrências para o Estado. Epidendrum anatipedium, E. sanchezii e Guzmania monostachia são endêmicas do Nordeste do Brasil. Vriesea baturitensis e V. carmeniae, são endêmicas do estado do Ceará. Portanto, a Serra de Baturité é uma importante área para a conservação da biodiversidade.

 

Epífitas vasculares (Espermatófitas) da Serra de Baturité, Ceará, Nordeste do Brasil

R E S U M O

A Serra de Baturité, em meio a Caatinga, constitui um dos maiores resquícios de Floresta Atlântica no semiárido, sendo considerada uma região rica em biodiversidade. Como parte do projeto “Flora do Ceará: conhecer para conservar”, o presente estudo objetivou realizar o levantamento florístico das epífitas vasculares da Serra de Baturité, no estado do Ceará. A pesquisa foi baseada na análise dos espécimes depositados nos Herbários ALCB, CEPEC, EAC, HUEFS, HVASF, IPA, JPB, MO, R, RB, S, SP, UFP, UNB e US, bibliografias especializadas e imagens de coleções-tipo. Na Serra de Baturité foram registradas 62 espécies, distribuídas em sete famílias (Araceae, Bromeliaceae, Cactaceae, Gesneriaceae, Orchidaceae, Piperaceae e Rubiaceae). Orchidaceae foi à família com maior número de representantes (58%). As espécies Gomesa praetexta, Polystachya concreta e Trichocentrum cepula são novas ocorrências para o Estado. Epidendrum anatipedium, E. sanchezii e Guzmania monostachia são endêmicas do Nordeste do Brasil. Vriesea baturitensis e V. carmeniae, são endêmicas do estado do Ceará. Portanto, a Serra de Baturité é uma importante área para a conservação da biodiversidade.

Palavras-chaves: Epidendrum, Floresta Atlântica, Orchidaceae, Vriesea.

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Biografia do Autor

Natanael Costa Rebouças, Universidade Federal do Ceará

Licenciado em Ciências Biológicas - UFC

Mestrando em Sistemática, Uso e Conservação da Biodiversidade - PPGSis UFC

Departamento de Biologia - UFC

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Publicado

2021-07-20

Como Citar

Rebouças, N. C., da Silva, A. F., de Sousa, L. M., Alencar, C. L. da S., da Silva, A. L., & Loiola, M. I. B. (2021). Epífitas vasculares da Serra de Baturité, Ceará, Nordeste do Brasil. Revista Brasileira De Geografia Física, 14(3), 1748–1766. https://doi.org/10.26848/rbgf.v14.3.p1748-1766

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