Epífitas vasculares da Serra de Baturité, Ceará, Nordeste do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v14.3.p1748-1766Palabras clave:
Epidendrum, Floresta Atlântica, Orchidaceae, Vriesea.Resumen
A Serra de Baturité, em meio a Caatinga, constitui um dos maiores resquícios de Floresta Atlântica no semiárido, sendo considerada uma região rica em biodiversidade. Como parte do projeto “Flora do Ceará: conhecer para conservar”, o presente estudo objetivou realizar o levantamento florístico das epífitas vasculares da Serra de Baturité, no estado do Ceará. A pesquisa foi baseada na análise dos espécimes depositados nos Herbários ALCB, CEPEC, EAC, HUEFS, HVASF, IPA, JPB, MO, R, RB, S, SP, UFP, UNB e US, bibliografias especializadas e imagens de coleções-tipo. Na Serra de Baturité foram registradas 62 espécies, distribuídas em sete famílias (Araceae, Bromeliaceae, Cactaceae, Gesneriaceae, Orchidaceae, Piperaceae e Rubiaceae). Orchidaceae foi à família com maior número de representantes (58%). As espécies Gomesa praetexta, Polystachya concreta e Trichocentrum cepula são novas ocorrências para o Estado. Epidendrum anatipedium, E. sanchezii e Guzmania monostachia são endêmicas do Nordeste do Brasil. Vriesea baturitensis e V. carmeniae, são endêmicas do estado do Ceará. Portanto, a Serra de Baturité é uma importante área para a conservação da biodiversidade.
Epífitas vasculares (Espermatófitas) da Serra de Baturité, Ceará, Nordeste do Brasil
R E S U M O
A Serra de Baturité, em meio a Caatinga, constitui um dos maiores resquícios de Floresta Atlântica no semiárido, sendo considerada uma região rica em biodiversidade. Como parte do projeto “Flora do Ceará: conhecer para conservar”, o presente estudo objetivou realizar o levantamento florístico das epífitas vasculares da Serra de Baturité, no estado do Ceará. A pesquisa foi baseada na análise dos espécimes depositados nos Herbários ALCB, CEPEC, EAC, HUEFS, HVASF, IPA, JPB, MO, R, RB, S, SP, UFP, UNB e US, bibliografias especializadas e imagens de coleções-tipo. Na Serra de Baturité foram registradas 62 espécies, distribuídas em sete famílias (Araceae, Bromeliaceae, Cactaceae, Gesneriaceae, Orchidaceae, Piperaceae e Rubiaceae). Orchidaceae foi à família com maior número de representantes (58%). As espécies Gomesa praetexta, Polystachya concreta e Trichocentrum cepula são novas ocorrências para o Estado. Epidendrum anatipedium, E. sanchezii e Guzmania monostachia são endêmicas do Nordeste do Brasil. Vriesea baturitensis e V. carmeniae, são endêmicas do estado do Ceará. Portanto, a Serra de Baturité é uma importante área para a conservação da biodiversidade.
Palavras-chaves: Epidendrum, Floresta Atlântica, Orchidaceae, Vriesea.
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