Qual o cardápio? Composição do exsudato floral em áreas sujeitas a diferentes níveis de severidade abiótica.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26848/rbgf.v18.1.p284-297

Palavras-chave:

Caatinga, Cerrado, Floral resources, Montane evergreen forest, Secretory structures

Resumo

A alocação de recursos na composição do exsudato floral representa um equilíbrio entre o custo energético para a planta e a recompensa oferecida aos polinizadores. Por exemplo, carboidratos, embora proporcionem uma recompensa menor aos polinizadores, têm um custo energético reduzido para a planta em comparação com a produção de lipídios. No presente estudo, propomos que a composição dos recursos produzidos pelas plantas e comunidades entre carboidratos e lipídios podem variar ao longo de gradientes ambientais, sendo que em comunidades com recursos limitados, as plantas tendem a destinar menos recursos para compostos de alto custo nos exsudatos florais. Compreender essa composição é crucial para desvendar o comportamento dos polinizadores e como ele se relaciona com o ambiente, o que pode ajudar a prever mudanças comportamentais em resposta às alterações climáticas. Neste estudo, caracterizamos a composição dos exsudatos florais em três localidades ao longo de um gradiente de disponibilidade hídrica. Nossos resultados nos permitem refutar a hipótese de que ambientes com menor disponibilidade de água forçam as plantas a produzir recursos menos custosos para a recompensa dos polinizadores, sugerindo, em vez disso, que o aumento da competição entre polinizadores pode desempenhar um papel mais significativo. Além disso, nossos achados destacam a prevalência de pectinas nos exsudatos florais em condições mais secas, corroborando a hipótese de que esses compostos são necessários para prevenir a cristalização dos exsudatos florais em ambientes áridos.

Palavras-Chave: Caatinga, Cerrado, Estruturas secretoras, Floresta sempre-verde montanhosa, Recursos florais.

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Biografia do Autor

Julia Caram Sfair, Universidade Federal do Ceará

Doutora em Ecologia pela Universidade Estadual de Campinas e fiz pós-doutorado na Universidade Federal de Pernambuco e na Universidade da Boêmia do Sul (República Tcheca). Fui professora visitante do curso de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais da Universidade Federal do Ceará e na Universidade Estadual da Paraíba. Atualmente sou Professora Adjunta da Universidade Estadual do Ceará, campus de Itapipoca, e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais da Universidade Federal do Ceará. Nos últimos anos tenho trabalhado em ecologia de comunidades e conservação na Caatinga, particularmente com ecologia funcional de plantas terrestres. Além das disciplinas de estatística e ecologia de comunidades, também lecionei as disciplinas redação científica, ecologia funcional e R em cursos de pós graduação. Combato o fascismo, luto por uma ciência mais igualitária e uma educação para todos.

Maria Iracema Bezerra Loiola, Universidade Federal do Ceará

Possuo graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Ceará (Bacharelado 1990; Licenciatura 1991), mestrado em Biologia Vegetal pela Universidade Federal de Pernambuco (1995) e doutorado em Botânica pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (2001) com estágio em Kew Royal Botanic Gardens/Inglaterra e Field Museum/Chicago - USA. Sou Professora Titular da Universidade Federal do Ceará (UFC). Atuo em atividades de ensino, pesquisa e administração. De março/2002 a dezembro/2009 estive vinculada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte, onde fui uma das responsáveis pela elaboração da proposta de inserção da UFRN na rede do Programa Regional de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA), do qual fui vice-coordenadora no período de agosto/2004 a agosto/2007. Fui curadora do Herbário UFRN no período de abril/2002 a janeiro/2009 e responsável pelo registro deste no Index Herbariorum e como Fiel Depositário. A partir de janeiro/2009 fui redistribuída para a UFC, onde fui coordenadora do Curso de Graduação em Ciências Biológicas (Licenciatura e Bacharelado) no período de outubro/2010 a outubro/2012. Desde fevereiro/2009 estou como curadora do Herbário EAC. Na pesquisa, atuo na área de Botânica e Fitogeografia, com ênfase nos seguintes temas: Taxonomia de fanerógamas, Florística, Padrões de distribuição das espécies e Etnobotânica. Estou vinculada a três Programas de Pós-graduação: Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA/UFC), e Diversidade Biológica e Recursos Naturais (PPGDR/URCA) e Ecologia e Recursos Naturais (UFC), do qual fui vice-coordenadora (mandato de set/2013 a set/2014). Sou membro associado da Acta Botanica Brasilica e da American Society Plant Taxonomist. Coordeno o Projeto Flora do Ceará: conhecer para conservar desde maio/2009.

Francisca Soares de Araújo, Universidade Federal do Ceará

Possuo graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Ceará (1987), mestrado em Botânica pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (1992) e doutorado em Biologia Vegetal pela Universidade Estadual de Campinas (1998). Atualmente sou professora Titular da Universidade Federal do Ceará e bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq nível II desde março de 2008. Tenho atuado em atividades de ensino, pesquisa, administração e popularização de C T. Fui vice-coordenadora do Curso de Graduação em Ciências Biológicas da UFC no período de 2000 a 2001. Em 2006/2007 coordenei a elaboração da proposta de criação do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais (PPGERN) da UFC (Mestrado e Doutorado), do qual fui a primeira coordenadora no período de agosto de 2007 a julho de 2011 (Portaria 1890/UFC de 16 de outubro de 2007 e Portaria 2057/UFC de 22 de julho de 2009). Também fui vice - coordenadora no período de agosto de 2011 e agosto de 2013.Quando criamos o PPGERN, não havia nenhum Programa de Pós-Graduação na área de Biodiversidade no Estado do Ceará e foi o 2o Programa na área Ecologia a ser criado no NE, no nível doutorado. Fui novamente Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais da UFC, mandato iniciado em Dezembro de 2018 e término em 31 de Julho de 2023 (Portaria no 3809/PROGEP/UFC, de 11 de julho de 2019 e Portaria no 1921/PROGEP/UFC, de 12 de Julho de 2021.). Fui membro permanente da Câmara de Ciências Biológicas e Ambientais da FUNCAP (Fundação Cearense de Amparo a Pesquisa) no período de 2011 a maio de 2017. Estou membro do Comitê Interno de Avaliação PIBIC-UFC - Área do Conhecimento: Biodiversidade de 2016 até dez 2023. Meu principal interesse de pesquisa é conhecer os padrões e processos de estruturação de comunidades em gradientes climáticos e a dinâmica espaço-temporal da vegetação em escalas decenais, seculares, milenares e as perturbações antrópicas. Tais informações visam subsidiar políticas públicas eficazes para a conservação e restauração da biodiversidade diante da crise climática em andamento. Tenho atuado nos seguintes temas: estruturação, dinâmica e funcionamento da vegetação, conservação biológica do semiárido, regras de montagem de comunidades em gradientes ambientais, padrões de diversidade, distúrbios antropicos e dinâmica paleoecologica da vegetação.

Peter Watson Moonlight, Royal Botanic Garden Edinburgh: Edinburgh, Edinburgh, GB

Peter Watson Moonlight (fl. 2017), botânico.

Royal Botanic Garden Edinburgh, Edinburgh, United Kingdom (in 2023)

IPNI standard form: Moonlight

Ítalo Antônio Cotta Coutinho, Universidade Federal do Ceará

Professor Doutor com dedicação exclusiva na Universidade Federal do Ceará, campus do Pici, Fortaleza, Brasil. Ministro disciplinas de Anatomia, Morfologia e Sistemática Vegetal bem como Fitogeografia. Vinculado ao quadro permanente do Programa de Pós- Graduação em Sistemática, Uso e Conservação da Biodiversidade (PPGSIS).Possuo graduação em Ciências Biológicas com ênfase em Botânica (2005), mestrado (2011), doutorado (2015) e pós-doutorado (2016) pela Universidade Federal de Viçosa. Tenho experiência na área de Botânica, com ênfase em Anatomia Vegetal.As plantas são sistemas biológicos que estão em constante negociação com fatores ambientais. Tais fatores possuem ação modeladora no organismo vegetal. Dessa forma, procuro compreender e correlacionar as adaptações anatômicas de espécies vegetais aos ambientes onde elas ocorrem, bem como correlacionar tais adaptações aos diferentes fatores ambientais (luz, água, solo, temperatura, etc.), os quais comumente atuam como fatores de estresse. Busco também encontrar características anatômicas vegetais que não variem de acordo com o ambiente, de modo a fazer uso dessas características em estudos de taxonomia, utilizando assim a anatomia como uma ferramenta aplicada à taxonomia e filogenia de grupos e/ou espécies vegetais. Tenho ainda particular interesse em estruturas secretoras e histoquímica da secreção, ou seja, dos respectivos metabólitos produzidos pelos diferentes tipos de estruturas secretoras. Nossos trabalhos buscam estabelecer relações ecológicas, mesmo que hipotéticas, com os animais que visitam tais estruturas.Busco também encontrar características anatômicas vegetais que não variem de acordo com o ambiente, de modo a fazer uso dessas características em estudos de taxonomia, utilizando assim a anatomia como uma ferramenta aplicada à taxonomia e filogenia de grupos e/ou espécies vegetais. Tenho ainda particular interesse em estruturas secretoras e histoquímica da secreção, ou seja, dos respectivos metabólitos produzidos pelos diferentes tipos de estruturas secretoras. Nossos trabalhos buscam estabelecer relações ecológicas, mesmo que hipotéticas, com os animais que visitam tais estruturas, visando auxiliar e apontar futuros estudos em ecologia.

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Publicado

2025-01-01

Como Citar

Silva, M. V. O. da, Sfair, J. C., Loiola, M. I. B., Araújo, F. S. de, Moonlight, P. W., & Coutinho, Ítalo A. C. (2025). Qual o cardápio? Composição do exsudato floral em áreas sujeitas a diferentes níveis de severidade abiótica. Revista Brasileira De Geografia Física, 18(1), 284–297. https://doi.org/10.26848/rbgf.v18.1.p284-297

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