Sepse neonatal tardia: análise dos fatores de risco de uma unidade de terapia intensiva

Autores

  • Patrick Leonardo Nogueira da Silva Universidade Estadual de Montes Claros
  • Ariádna Pereira Soares Universidade Estadual de Montes Claros
  • Renata Patrícia Fonseca Gonçalves Universidade Estadual de Montes Claros
  • Écila Campos Mota Universidade Estadual de Montes Claros
  • Marcelo Rocha Torres Hospital Universitário Clemente de Faria
  • Cássio de Almeida Lima Universidade Estadual de Montes Claros

DOI:

https://doi.org/10.5205/1981-8963-v8i9a10014p2964-2974-2014

Palavras-chave:

Sepse, Recém-Nascido, Unidade de Terapia Intensiva, Fatores de Risco.

Resumo

RESUMO

Objetivo: identificar os fatores de risco inerentes ao neonato e a procedimentos hospitalares relacionados à sepse tardia. Método: estudo descritivo, documental, de abordagem quantitativa, com 14 neonatos internados de janeiro a junho de 2010. Os dados foram coletados com um formulário semiestruturado e digitados no programa SPSS, versão 15.0 para Windows e, posteriormente, realizada a análise descritiva. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, protocolo nº 2218/2010. Resultados: evidenciou-se que a prematuridade e o baixo peso ao nascer foram prevalentes. O uso de HOOD (85,7%), seguido do CPAP (78,6%), e a inserção do cateter epicutâneo (85,7%), principalmente, foram, estatisticamente, considerados como fator de risco para o desenvolvimento da sepse tardia. Conclusão: a sepse neonatal apresenta-se como uma relevante causa de morbimortalidade na unidade neonatal estudada e a intensificação para o conhecimento dos fatores de risco faz-se necessário para minimizar a incidência. Descritores: Sepse; Recém-Nascido; Unidade de Terapia Intensiva; Fatores de Risco.

ABSTRACT

Objective: identifying the risk factors inherent in neonates and hospital procedures related to late sepsis. Method: a descriptive, documentary study, of a quantitative approach, performed with 14 neonates admitted from January to June 2010. The data were collected using a semi-structured form and entered in SPSS version 15.0 for Windows and later performed a descriptive analysis. The research project was approved by the Research Ethics Committee, protocol nº 2218/2010. Results: it was evident that prematurity and low birth weight were prevalent. The use of HOOD (85,7%), followed by CPAP (78,6%), and the insertion of epicutaneous catheter (85,7%) mainly were statistically considered as a risk factor for the development of late onset sepsis. Conclusion: neonatal sepsis is presented as a significant cause of morbidity and mortality in the neonatal unit studied and stepping to the knowledge of risk factors is necessary to minimize the incidence. Descriptors: Sepsis; Newborn; Intensive Care Unit; Risk Factors.

RESUMEN

Objetivo: identificar los factores de riesgo inherentes a los recién nacidos y a los procedimientos del hospital relacionados a la sepsis tardía. Método: un estudio descriptivo, documental, de enfoque cuantitativo, con 14 recién nacidos ingresados entre enero y junio de 2010. Los datos fueron recolectados a través de un formulario semi-estructurado y se introducen en el programa SPSS versión 15.0 para Windows y más tarde realizóse el análisis descriptivo. El proyecto de investigación fue aprobado por el Comité de Ética de la Investigación, el protocolo nº 2218/2010. Resultados: se evidenció que la prematuridad y el bajo peso al nacer eran frecuentes. El uso de HOOD (85,7%), seguido por el modo CPAP (78,6%), y la inserción de catéter epicutánea (85,7%) se consideraron estadísticamente principalmente como un factor de riesgo para el desarrollo de sepsis de aparición tardía. Conclusión: la sepsis neonatal se presenta como una causa importante de morbilidad y mortalidad en la Unidad Neonatal estudiada y la intensificación para el conocimiento de los factores de riesgo es necesario reducir al mínimo la incidencia. Descriptores: Sepsis; Recién Nacido; Unidad de Cuidados Intensivos; Factores de Riesgo.

Biografia do Autor

Patrick Leonardo Nogueira da Silva, Universidade Estadual de Montes Claros

Enfermeiro pelas Faculdades Integradas Pitágoras de Montes Claros (FIP-MOC). Pós-Graduando em Saúde da Família pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Atua na Estratégia Saúde da Família pela Secretaria Municipal de Saúde de Espinosa/MG.

Ariádna Pereira Soares, Universidade Estadual de Montes Claros

Enfermeira pela Universidade Estadual de Montes Claros/Unimontes. Especialista em Vigilancia e Controle de Infecção Hospitalar pela Unimontes.

Renata Patrícia Fonseca Gonçalves, Universidade Estadual de Montes Claros

Enfermeira pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Especialista em Controle de Infecção Hospitalar pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC MINAS) e em Enfermagem Cardiovascular pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mestre em Enfermagem pela Universidade de Guarulhos (UNG). Professora e Coordenadora do curso de Enfermagem da Unimontes.

Écila Campos Mota, Universidade Estadual de Montes Claros

Enfermeira pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Especialista em Epidemiologia e Investigação de Surtos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Professora do curso de Enfermagem da Unimontes.

Marcelo Rocha Torres, Hospital Universitário Clemente de Faria

Enfermeiro pelas Faculdades Integradas Pitágoras de Montes Claros (FIP-Moc). Especialista em Emergência, Trauma e Terapia Intensiva pelas Faculdades de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG). Servidor público do Hospitla Universitário Clemente de Faria (HUCF).

Cássio de Almeida Lima, Universidade Estadual de Montes Claros

Acadêmico do curso de graduação em Enfermagem pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Bolsista do Programa de Iniciação Científica do CNPq/FAPEMIG/UNIMONTES.

Publicado

04/25/2014

Como Citar

DA SILVA, Patrick Leonardo Nogueira; SOARES, Ariádna Pereira; GONÇALVES, Renata Patrícia Fonseca; MOTA, Écila Campos; TORRES, Marcelo Rocha; LIMA, Cássio de Almeida. Sepse neonatal tardia: análise dos fatores de risco de uma unidade de terapia intensiva. Revista de Enfermagem UFPE on line, Recife, v. 8, n. 9, p. 2964–2974, 2014. DOI: 10.5205/1981-8963-v8i9a10014p2964-2974-2014. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/10014. Acesso em: 17 jul. 2026.

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