PROTAGONISMO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS NEGROS NA SUPERAÇÃO DA HERENÇA COLONIAL, NOS CURRÍCULOS COLONIZADADOS DAS ESCOLAS BRASILEIRAS
Palavras-chave:
Movimentos Sociais Negros, Currículos Colonizados, Política CurricularResumo
Baseado nos Estudos Pós-Coloniais (QUIJANO, 2005; MIGNOLO, 2005, 2011; ESCOBAR, 2003; WALSH, 2008) este texto versa sobre Educação das Relações Étnico-Raciais, questionaa herança colonial presente nos currículos escolares e discute os processos de decolonialidadeprotagonizado pelos Movimentos Sociais Negros. Seus objetivos são: analisar a presença da herança colonial nos currículos escolares; destacar a participação dos Movimentos Sociais Negros na construção de políticas afirmativas no âmbito educacional; identificar as possibilidades abertas por tais políticas para a decolonização dos currículos.Por meio da Análise de Conteúdo (BARDIN, 2004; VALA, 1990) procedemos àanálise documental da Lei nº 10.639/2003 e suas DCN (CNE/CP/2004). As análises evidenciam elementos que apontam a desobediência epistêmica para a superação do eurocentrismo nos currículos colonizados das escolas brasileiras destacando epistemologias outras para a promoção da educação das relações étnico-raciais.
Referências
BACKES, J. L.; PAVAN, R. A desconstrução das representações coloniais sobre a diferença cultural e a construção de representações interculturais: Um desafio para a formação de educadores. Currículo sem Fronteiras, Rio Grande do Sul, v.11, n.2, pp.108-119, Jul/Dez 2011.
BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2004.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, Senado, 1988. Disponível em http://www.alep.pr.gov.br/system/files/corpo/Con1988br.pdf. Acesso em 20/05/2011.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação: Lei nº 9.394/96 – 24 de dez. 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 1998. Disponível em www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm Acesso em: 10/06/2011.
BRASIL. CNE/CP. Parecer nº 3, de 10 de Março de 2004a. Dispõe sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.
BRASIL. CNE/CP. Resolução nº 1, de 17 de Março de 2004b. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.
CANDAU, V. M. F.; RUSSO, K. Interculturalidade e Educação na América Latina: Uma Construção Plural, Original e Complexa. Revista Diálogo Educacional, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba. Vol. 10, núm. 29, janeiro-abril, 2010, pp. 151-169.
ESCOBAR, A. Mundos y conocimientos de otro modo: el programa de investigación de modernidad/colonialidad latinoamericano. Tabula Rasa. Colombia, nº 01, enero-diciembre, 2003, p. 51-86.
FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. 49 reimpressão. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.
GIMENO SACRISTÁN, J. O Que São os Conteúdos de Ensino? In: GIMENO SACRISTÁN, J. Compreender e Transformar o Ensino. 4 ed. Porto Alegre: ArtMed, 1998, p. 149-195.
GIMENO SACRISTÁN, J. O Currículo: Uma Reflexão sobre a Prática. 3. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2000.
GOMES, N. L. A questão racial na escola: desafios colocados pela implementação da Lei 10.639/03. In: MOREIRA, A. F.; CANDAU, V. M. (Org.). Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008, pp. 67-89.
MIGNOLO, W. Cambiando las éticas y las políticas del conocimiento: La lógica de la colonialidad y postcolonialidad imperial. Conferencia Inaugural del Programa de Estudios Postcoloniales, en el Centro de Estudios Avanzados, de la Universidad de Coimbra, 2005.
MIGNOLO, W. Desobediência Epistêmica: a Opção Descolonial e o significado de Identidade Em Política. In. Cadernos de Letras da UFF– Dossiê: Literatura, língua e identidade, no 34, 2008, p. 287-324.
MIGNOLO, W. Historias Locales/Diseños Globales: Colonialidad, conocimientos subalternos y pensamiento fronterizo. 1ª reimpresión. Madrid: Akal, 2011.
OLIVEIRA, L. F.; CANDAU, V. M. F. Pedagogia Decolonial e Educação Antirracista e Intercultural no Brasil. Educação em Revista. Belo Horizonte, v. 26, nº 01, p. 15-40, abr. 2010.
QUIJANO, A. Colonialidade do Poder, Eurocentrismo e América Latina.In: LANDER, E. (Org.). A Colonialidade do Saber: eurocentrismo e Ciências Sociais. 3. ed. Buenos Aires: CLACSO, 2005, p. 227-278.
SANTOS, B. S. Do Pós-Moderno ao Pós-Colonial. E para além de um Outro. In: Conferência de abertura do VIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais, realizado em Coimbra, de 16 a 18 de setembro de 2004. Disponível em http://www.ces.uc.pt/misc/Do_pos-moderno_ao_pos-colonial.pdf. Acesso em; 07/08/2011.
SERRANO, C.; WALDMAN, M. MemóriaD’África: a temática africana em sala de aula. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2008.
SILVA, J. F.; FERREIRA, M. G.; SILVA, D. J. Educação das relações étnico-raciais: um caminho aberto para a construção da educação intercultural crítica. In. Revista Eletrônica de Educação. São Carlos, SP: UFSCar, v. 7, no. 1, p. 248-272, mai. 2013. Disponível em http://www.reveduc.ufscar.br.
VALA, J. A análise de Conteúdo. In: SILVA, A. S.; PINTO, J. M. (Orgs.). Metodologia das Ciências Sociais. 4. ed. Porto: Edições Afrontamento, 1990, pp. 101-128.
WALLERSTEIN, I. El Moderno Sistema Mundial III: la segunda era de gran expansión de la economía-mundo capitalista, 1730-1850. Vol. III, Madrid: Siglo XXI Editores S.A., 1999.
WALSH, C. Interculturalidad, Plurinacionalidad y Decolonialidad: Las Insurgencias Político-Epistémicas de Refundar el Estado.Tabula Rasa. Bogotá - Colombia, Nº.9, p. 131-152: julio-diciembre 2008.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2016 Tópicos Educacionais

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a) Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons: creativecommons.org/licenses/by/4.0. que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da sua autoria e publicação inicial nesta revista.
b) Esta revista proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, uma vez que isso permite uma maior visibilidade e alcance dos artigos e resenhas publicados. Para maiores informações sobre esta abordagem, visite Public Knowledge Project, projeto que desenvolveu este sistema para melhorar a qualidade acadêmica e pública da pesquisa, distribuindo o OJS assim como outros softwares de apoio ao sistema de publicação de acesso público a fontes acadêmicas. Os nomes e endereços de e-mail neste site serão usados exclusivamente para os propósitos da revista, não estando disponíveis para outros fins.




