A cultura escolar e as especificidades dos currículos ocultos
DOI:
https://doi.org/10.51359/2448-0215.2021.249424Palavras-chave:
Cultura escolar, Habitus, Currículo OcultoResumo
Neste trabalho versou-se sobre a dimensão significante da escola e suas consequências para a formação de crianças e adolescentes, os quais, a partir dessa passagem em suas vivências, ingressarão na esfera pública passando pelo crivo da legitimidade do currículo escolar e seus valores socialmente fundados. O processo de escolarização e suas consequências para a formação de indivíduos deve ser explorada inicialmente pela construção ou/e desconstrução do(s) conceito(s) de cultura e suas implicações para a formação de uma possível concepção de cultura escolar. Essa particularidade escolar existe na acepção de inúmeros autores, dentre eles Pérez-Gómez, mas assume outra face nas ideias de Félix Guattari, que afirma ser a escola apenas uma instituição pela qual perpassa uma cultura capitalística a qual atinge todos os âmbitos da existência, para tudo que produz semiótica. Considerou-se também para a discussão o conceito de habitus de Pierre Bourdieu. Para tanto, o conceito de cultura foi discutido, assim como suas implicações para a formação de uma possível cultura escolar. As questões que nortearam este trabalho foram: a) essa especificidade cultural existe e quais as conseqüências para sua interrelação com a cultura ou as “culturas” que estão além dos muros? b) Qual a especificidade do ambiente escolar e por que “culturas” é atravessado? c) o currículo invisível, segundo a acepção de Perez, incide sobre a especificidade cultural escolar ou é apenas uma variável da simbiose escola-contexto macroestrutural, em especial a nova ordem neoliberal? d) como se formam novos habitus através da intervenção neoliberal?Referências
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