Autoritarismo, tecnocracia e formação de professores(as) no Espírito Santo (1970-1971)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2448-0215.2024.263794

Palavras-chave:

formação de professores, regime militar, tecnicismo, produtivismo

Resumo

Investiga programas de formação docente desenvolvidos pelo Departamento de Recursos Audiovisuais do Espírito Santo (DRA), durante o regime ditatorial (1964-1984). Utiliza como fonte principal o relatório de estágios de treinamento realizados em 1970 e 1971, analisando-o por meio do método indiciário (Ginzburg, 1989, 2001, 2007). Em linhas gerais, observa-se que o produtivismo, impulsionado pela teoria do capital humano, assim como o tecnicismo, voltado para a capacitação e a habilitação profissional de cada indivíduo, orientaram o preparo de professores e professoras para atuarem no 1º e 2º graus, em obediência à Lei 5692/71. Assim, no percurso do “desvio tecnocrático” (Mendes, 1983) adotado pela ditadura, o domínio do manuseio dos recursos audiovisuais apresenta-se ao professorado como sinônimo de produtividade e eficiência do ensino.

 

Biografia do Autor

Regina Helena Silva Simões, Universidade Federal do Espírito Santo – UFES

Doutora em Educação. Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Espírito Santo. Coordenadora do Núcleo Capixaba de Pesquisa em História da Educação (NUCAPHE).

Miriã Lúcia Luiz, Universidade Federal do Espírito Santo – UFES

Doutora em Educação. Pós-Doutorado realizado na UFMG/FLUP/Portugal. Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Espírito Santo. Membro do Núcleo Capixaba de Pesquisa em História da Educação (NUCAPHE) e coordenadora do Grupo de Pesquisa Memórias, Narrativas e Histórias nas/das escolas. Diálogo na formação de professores.

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Publicado

31-10-2024

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Seção

Artigos: demanda contínua