Quem não é visto, não é lembrado

notas sobre apagamento e rasuras

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2448-0215.2025.268838

Palavras-chave:

Educação, memória, decolonialidade, currículo

Resumo

Este ensaio apresenta algumas considerações sobre a produção da memória no contexto da colonialidade, pensando os limites do arquivo colonial, possibilidades de expansão deste arquivo em atos de memória, e a relação da educação com todo esse processo. Considero a memória elemento fundante das subjetividades, capaz de localizar e posicionar os sujeitos em relação ao mundo, aos Outros e à própria história. Desde uma reflexão sobre representação no currículo, amplio a discussão realizada em minha dissertação, considerando os temas da memória, da representação e do arquivo na relação com a produção do currículo. São apresentadas as ideias de fabulação crítica e de rasura, como modos de resistência às tentativas coloniais de apagamento e caminhos de expansão do arquivo colonial, de forma a produzir e permitir outras memórias. Tal ampliação do arquivo atua diretamente nas possibilidades de representação, o que é fundamental para a produção do currículo.

Biografia do Autor

Julia Bardi, Universidade Estadual de Campinas – Unicamp

Mestra em Educação pela Unicamp, participa do coletivo de mulheres artistas-ativistas Diálogos Anônimos. É professora alfabetizadora na rede municipal de Belo Horizonte e membro do Grupo PHALA: Educação, Linguagem e Práticas Culturais (FE/Unicamp).

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Publicado

12-12-2025

Edição

Seção

Artigos: demanda contínua