Estudo de microfósseis e sua importância como indicadores de paleobatimetria em um ambiente recifal antigo na cidade de Maceió-AL

Autores

  • Érica Cavalcante Omena Universidade Federal de Pernambuco
  • Jorge Luis Lopes da Silva Universidade Federal de Alagoas
  • Ana Paula Lopes da Silva Universidade Federal de Alagoas
  • Yumi Asakura Bezerra de Oliveira Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.18190/1980-8208/estudosgeologicos.v25n1p15-26

Palavras-chave:

nível médio do mar, transgressão marinha, mar raso, organismos, recifes

Resumo

O presente estudo apresenta dados obtidos através da identificação taxonômica e ecológica de microfósseis encontrados em uma camada de rocha arenítica cimentada por carbonato de cálcio, a uma profundidade compreendida entre 3 e 5 metros e a uma distância de 130 metros da linha de praia atual, que testemunha um antigo recife litorâneo construído em um momento com nível relativo de mar mais elevado que o atual na cidade de Maceió-AL, nordeste do Brasil. O material utilizado foi obtido através do método Standard Penetration Test (SPT) e, em laboratório, o material foi tratado com peróxido de hidrogênio (H2O2) a concentração de 35%, lavado e peneirado em malha de 1 mm. A parte retida na peneira foi selecionada e utilizada para observação em microscópio estereoscópico. Foi possível identificar o foraminífero Homotrema rubrum (Lamarck 1816), os briozoários Reptadeonella bipartita (Canu & Bassler 1928), Antropora typica (Canu & Bassler 1928), Cigclisula arborescens (Canu & Bassler 1928), Exechonella sp. (Duvergier 1924), Stylopoma sp. (Levinsen 1909), Reptadeonella sp. (Busk 1884) e Antropora sp. (Norman 1903), a alga calcária Halimeda sp (Lamouroux 1812) e representantes da família de gastrópodes Vermetidae  fragmentos de outros moluscos das Classes Bivalvia e Gastropoda. Sabe-se que os vermetídeos vivem na zona limite entre os andares supralitorâneo e o infralitorâneo, e que os demais organismos tem preferência por ambientes rasos dos oceanos tropicais. Portanto a associação desses organismos caracteriza um ambiente de mar raso e, dada a localização do testemunho e as informações inferidas a partir da tanatocenose, supõe-se que o testemunho estudado corresponde a um limite transgressivo do mar ocorrido durante o Holoceno, cujo máximo transgressivo ocorreu há aproximadamente 5100 anos A.P.

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Publicado

2015-01-01

Como Citar

Omena, Érica C., Silva, J. L. L. da, Silva, A. P. L. da, & Oliveira, Y. A. B. de. (2015). Estudo de microfósseis e sua importância como indicadores de paleobatimetria em um ambiente recifal antigo na cidade de Maceió-AL. Estudos Geológicos, 25(1), 15–26. https://doi.org/10.18190/1980-8208/estudosgeologicos.v25n1p15-26

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