Análise qualitativa das águas subterrâneas de Fortaleza, Ceará
DOI:
https://doi.org/10.18190/1980-8208/estudosgeologicos.v26n2p62-76Palavras-chave:
constituintes iônicos, qualidade, poço, zona litorânea, nordesteResumo
Os recursos hídricos subterrâneos representam uma reserva hídrica inestimável, principalmente em regiões de escassez quantitativa e/ou qualitativa dos recursos hídricos superficiais. A utilização das águas subterrâneas para fins diversos está condicionada a qualidade, desta forma esse trabalho tem como objetivo avaliar a situação qualitativa da água subterrânea da cidade de Fortaleza, através de 291 (250 poços) amostras coletadas para análise físico-químicas, em dois períodos distintos: o período chuvoso (57 amostras) e o mês de estiagem (234 amostras). As águas são caracterizadas por águas Cloretadas Sódicas, independente do período de amostragem, resultante da relação rNa>rMg>rCa e rCl>HCO3>rSO4. A concentração de sais nas águas pode ser produzida por diversos fatores, sendo os mais prováveis a dissolução e o processo de evaporação. As concentrações muito baixas dos constituintes em solução são resultantes do material geológico sedimentar, constituída de sedimentos clásticos de origem continental, de composição predominantemente quartzosa, através dos quais a água subterrânea circula, bem como a elevada pluviosidade, característica do clima da área. São águas predominantemente ácidas, provavelmente associadas ao meio geológico e a recarga pluviométrica. A concentração de nitrato cresce no sentido noroeste-norte da área, chegando a ultrapassar em até 47% (setor oeste) o limite máximo recomendado pela Portaria No 2914/2011 do Ministério da Saúde. A contaminação das águas por nitrato na área está ligada principalmente pela dinâmica de uso e ocupação do solo, ausência de um sistema de esgotamento sanitário e a vulnerabilidade característica do aquífero Dunas/Barreiras presente na cidade de Fortaleza.
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