¿Qué éramos (África precolonial)? ¿Qué nos hicieron (colonialismo)? ¿En qué podemos volver a convertirnos (educación para la descolonización del conocimiento)?

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.33052/inter.v6i12.249001

Palabras clave:

Educación, Filosofía africana, Racismo

Resumen

En esta entrevista, el maestro y profesor Jayro Pereira de Jesús afirma que negros e indígenas fueron atravesados por un proceso de prejuicio perpetrado por el colonialismo. Entre tantas pérdidas que nos causó el proyecto colonial, destaca la dualidad incrustada dentro de cada uno de nosotros. Deshacer y descolonizar nuestro pensamiento requiere el ejercicio de otro proyecto escolar,en el que la noción de ascendencia es fundamental para promover la unidad de hombres y mujeres negros en la diáspora. También establece que ya no podemos vivir de concesiones, como en la Ley 10.639. Necesitamos un proyecto educativo afropedagógico y afrocéntrico que trabaje con la concepción ancestral de la filosofía africana como constructora de otro conductismo existencial capaz de reetología. Esta noción de ascendencia debe ser retomada de ubuntu, Filosofía africana basada en el “nosotros”, filosofía y epistemología que entiende la comunidad desde los vivos, los ancestros y la de los no nacidos.

Biografía del autor/a

Claudemira Vieira Gusmão Lopes, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Professora Adjunta do Programa de Pós-graduação em Rede Nacional para Ensino das Ciências Ambientais da Universidade Federal do Paraná (UFPR). 

Citas

ALBUQUERQUE JUNIOR, D. M. de. João José Reis. Domingos Sodré, um sacerdote africano: escravidão, liberdade e candomblé na Bahia do século XIX. Revista Brasileira de História. São Paulo, v.29, n.57, p.211-217, 2009.

ALMEIDA, S. L. de. Racismo estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro; Pólen, 2019.

CARNEIRO, S. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil. São Paulo: Selo Negro, 2011.

CUNHA, J. M. V. Conselho do povo de terreiro do estado do Rio Grande do Sul – CPTERS: protagonismo e ação política do movimento do povo de terreiro do RS. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação). 78f. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto de Ciências Sociais, Porto Alegre (RS), 2018.

DUSSEL, E. Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão. In: SOUSA, S, B. de; MENESES, M. P. (Orgs.). Epistemologias do sul. São Paulo: Cortez, 2010.

FANON, F. Os condenados da terra. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.

HENRIQUES, J. G. Racismo em português: o lado esquecido do colonialismo. 1. ed. Rio de Janeiro: Tinta-da-China Brasil, 2017.

JESUS, J. P. de. Terreiro e cidadania: um projeto de combate ao racismo cultural religioso afro e de implementação de ações sociais em comunidades-terreiros. In: Ashoka Empreendedores Sociais; Takano Cidadania (Orgs.). Racismos contemporâneos. 1. ed. Rio de Janeiro: Takano, 2003.

KABWASA, N. O. O eterno retorno. In: O Correio da Unesco (Brasil), dez. 1982, ano 10, n.12, p.14 -15.

KASHINDI, J-B. K. Ubuntu como ética africana, humanista e inclusiva. Disponível em: http://www.ihu.unisinos.br/images/stories/cadernos/ideias/254cadernosihuideias.pdf. Acesso em: 21/09/2020.

MOORE, C. Racismo & Sociedade: novas bases epistemológicas para entender o racismo. 2ª. ed. Belo Horizonte: Nandyala, 2012.

NASCIMENTO, E. L. (Org.). Sankofa I: As matrizes africanas na cultura brasileira. A matriz africana no mundo. São Paulo: Selo Negro, 2008.

QUIJANO, A. La nueva heterogeneidade estructural de América Latina em Sonntag. In: HEINZ (Ed.). Nuevos temas, nuevos contenidos. Caracas: UNESCO/Nueva Sociedade, 1989.

QUIJANO, A. A colonialidade do poder. In: SANTOS, B. de S.; MENESES, M.P. (Orgs). Epistemologias do sul. Coimbra: Gráfica de Coimbra, Ltda: 2009.

SARDELOTTO, M.; SANDER, L. M. Ser por meio dos outros: o ubuntu como cuidado e partilha. Revista do Instituto Humanitas Unisinos, ano X, dez.,2010, p.8-9. Disponível em: file:///C:/Users/Usu%C3%A1rio/Documents/PROFCIAMB%202020/POVOS%20E%20COM%20TRAD/Cadernos_Unissinos_1.pdf. Acesso em: 22/09/2020.

SANTOS, J. E. dos. Os Nagô e a morte: pàde, àsèsè e o culto égun na Bahia. 5ª. ed. Universidade Federal da Bahia, Salvador (BA): Vozes, 1986.

SODRÉ, M. A verdade seduzida. 3.ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2005.

SODRÉ, M. Reinventando a educação: diversidade, descolonização e redes. 2. Ed. Petrópolis (RJ): Vozes, 2012.

SODRÉ, M. O terreiro e a cidade: a forma social negro-brasileira. 3ª ed. Rio de Janeiro: Mauad X, 2019.

SODRÉ, M. Pensar nagô. 3. ed. Petrópolis (RJ): Vozes: 2020.

Publicado

2020-12-07