A tradição rebelde e a resistência camponesa frente ao cerco capitalista e estatal no Sudeste Paraense
DOI:
https://doi.org/10.51359/2675-3472.2025.266634Palavras-chave:
Amazônia, acumulação espacialmente expansiva, resistencia camponesa, reforma agráriaResumo
Os camponeses do Sudeste Paraense, assim como em boa parte do Brasil, sempre tiveram que lutar e resistir ás práticas expropriativas das classes dominantes brasileiras. Nessa luta formou-se uma tradição rebelde capaz de conquistar por meio da luta centenas de Projetos de Assentamentos. Como será demonstrado no texto, é uma tradição viva, que de molda às necessidades do enfrentamento da conjuntura histórica e às características aos inimigos do momento (grileiros, o aparelho estatal, pecuaristas e sojicultores, mineradoras e outros). Táticas novas são incorporadas para se adequar à intensificação da territorialização do capital, como no caso da mineração capitalista, às novas normas estatais que facilitam a apropriação de terras por grandes empreendimentos e à nova militarização do campo brasileiro. Nesse contexto de recrudescimento da forma de acumulação espacialmente expansiva será analisada a diminuição da capacidade de mobilização dos movimentos sociais, incluindo alguns momentos de recuo, e a efetivação de novas formas de agir para o enfrentamento com as empresas mineradoras.
Downloads
Referências
BARATA, Ronaldo. Inventário da Violência: crime e impunidade no campo paraense, 1980-1989. Belém: CEJUP, 1995.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 828. Autor: Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Relator: Ministro Luís Roberto Barroso. Brasília, 2022.
FERNANDES, Bernardo Mançano. A ocupação de terras é página virada na História. In: Cadernos Conflitos no Campo. Goiânia: Comissão Pastoral da Terra, 2001.
HEBETTE, Jean; MANESCHY, Maria Cristina; MAGALHÃES, Sônia Barbosa (Orgs.). No mar, nos rios e na fronteira: faces do campesinato. Belém: EDUFPA, 2002.
IANNI, Octavio. História social da terra e da luta pela terra em uma área da Amazônia. Petrópolis: Vozes, 1979.
MARÉS, Frederico. A função social da terra. Porto Alegre: Fabris, 2003.
MELO, Aloisio Lopes Pereira de. Das intenções de desenvolver aos processos de desenvolvimento: a reestruturação fundiária na região de Conceição do Araguaia/PA. 1999. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1999.
OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino. Modo Capitalista de Produção, Agricultura e Reforma Agrária. São Paulo: FFLCH, 2007.
OLIVEIRA, Lucilei Martins. Mineração e assentamento da reforma agrária: conflitos, território e (des)envolvimento no município de Conceição do Araguaia – Pará. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE GEOGRAFIA AGRÁRIA, 2017, Curitiba. Anais... Curitiba, 2017.
ONDETTI, Gabriel; WAMBERGUE, Emmanuel; AFONSO, José Batista Gonçalves. De posseiro a sem-terra: o impacto da luta pela terra do MST no Pará. In: CARTER, Miguel (Org.). Combatendo a desigualdade social: o MST e a reforma agrária no Brasil. São Paulo: UNESP, 2010. p. 287-312.
PEREIRA, Airton. Conflitos de terra e violência no sul do Pará (1975-1990). In: ENCONTRO NACIONAL DE HISTÓRIA, 2010, Recife. Anais... Recife, 2010.
SADER, Regina. Espaço e luta no Bico do Papagaio. 1986. Tese (Doutorado em Geografia) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1986.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Marcelo Fernando Terence

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à REVISTA MUTIRÕ da Universidade Federal de Pernambuco o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. CC BY -
Permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original. Esta é a mais flexível das licenças, onde o foco é a disseminação do conhecimento. - Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.