Territórios indígenas e conflitos socioambientais na América Latina pós-COVID-19: (In)justiças socioterritoriais na comunidade Kichwa de Capirona (Napo, Equador)
DOI:
https://doi.org/10.51359/2675-3472.2025.268619Palavras-chave:
(in)justiças socioterritoriais, território indígena, governança, conflitos socioambientaisResumo
Os conflitos socioambientais em territórios indígenas da América Latina se intensificaram no contexto pós-COVID-19, exacerbando vulnerabilidades históricas e gerando novas tensões entre as comunidades, o Estado e as empresas extrativistas. Este artigo analisa o caso da Comunidade Kichwa de Capirona, localizada na província de Napo, Equador, afetada por processos de contaminação derivados da mineração. A pesquisa foi desenvolvida a partir da geohistória como ferramenta teórico-metodológica, integrando cartografia social, entrevistas com atores-chave, inquéritos comunitários e a sistematização de informações secundárias. Para a avaliação socioterritorial, foram utilizados os princípios do Viver Bem ou “Bem Viver”, estabelecidos na Constituição do Equador, como eixos de análise. Os resultados da pesquisa revelam impactos diferenciados dos processos extrativos sobre a organização comunitária, a segurança alimentar, o acesso à água, a saúde coletiva e a preservação da floresta. Adicionalmente, evidencia-se como a pandemia de COVID-19 reconfigurou tanto as práticas de subsistência quanto as dinâmicas de migração campo–cidade. Este estudo oferece evidências empíricas para compreender os efeitos interseccionais entre crises sanitárias, extrativismo e territorialidade indígena, contribuindo para a discussão sobre as (in)justiças socioterritoriais e a autodeterminação dos povos indígenas da Amazônia.
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