Clima e Doenças: Análise dos Elementos Meteorológicos e Infecções Respiratórias Agudas nas Capitais do Nordeste Brasileiro (Climate and Diseases: Analysis of Elements Meteorological and Respiratory Infections Acute in the Capitals of Northeast of Brazil)

Ana Carla dos Santos Gomes, Thalyta Soares dos Santos, Maytê Duarte Leal Coutinho, Allan Rodrigues Silva

Resumo


Estudos demonstram que o clima influência de forma também danosa ao meio ambiente, bem como manifestação de determinados agravos à saúde. Procurou-se analisar as capitais do Nordeste Brasileiro. O objetivo deste estudo é detectar possíveis associações entre as infecções respiratórias agudas em crianças e o clima nas capitais. Utilizaram-se dados mensais do Sistema Único de Saúde – SUS de internações por infecções agudas do sistema respiratório; dados mensais de variáveis meteorológicas (temperatura do ar, umidade relativa do ar, Precipitação pluvial acumulada), disponibilizados pelo Instituto Nacional de Meteorologia, no período de 2000 a 2011. Foi utilizado o modelo marginal das Equações de Estimações Generalizadas, a fim de obter estimativas confiáveis para as variáveis, levando em consideração os dados de contagem e uma estrutura de correlação para detectar associações entre os indicadores climáticos e os números de internações. Os resultados constatam que Fortaleza apresentou o maior número de casos, totalizando 72.670 internações. Constatando também associações significativas, do número de internações de crianças, com a temperatura e a umidade relativa do ar (ambos os valores-p<0,001) na cidade do Recife-PE. Em Fortaleza-CE e Natal-RN as associações significativas, entre número de internações de crianças foram captadas apenas com a temperatura (ambos os valores-p<0,001). Salvador-BA e Teresinha-PI mostraram associações significativas com a umidade relativa do ar (valor-p=0,019 e 0,033 respectivamente). Aracaju-SE, João Pessoa-PB e São Luís-MA as associações significativas ocorreram apenas com a precipitação (valor-p<0,001, 0,050 e 0,001 respectivamente). Esses resultados preliminares podem ser indicadores para que gestores possam focar em medidas que possam minimizar os efeitos danosos da variabilidade climática na saúde.

Palavras-chave


Doenças Respiratórias, Modelo Marginal de Equações de Estimação Generalizadas.

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DOI: https://doi.org/10.26848/rbgf.v6.5.p1069-1081



      

Revista Brasileira de Geografia Física - ISSN: 1984-2295

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