Análise dos Tensores Antropogênicos dos Mangues no Complexo Estuarino Real- Piauí-Fundo, sul de Sergipe

Autores

  • Sindiany Suelen Caduda dos Santos Universidade Federal de Sergipe Campus do Sertão, Nossa Senhora da Glória, Sergipe.
  • Edilson Divino de Araújo Universidade Federal de Sergipe - Campus de São Cristóvão
  • Rosemeri Melo e Souza Universidade Federal de Sergipe - Campus de São Cristóvão

DOI:

https://doi.org/10.26848/rbgf.v14.3.p1690-1706

Palavras-chave:

Vulnerabilidade dos mangues, Estressor ambiental, Manguezal, Ações antrópicas

Resumo

Os mangues do litoral sul de Sergipe sobrevivem em meio à presença de tensores antropogênicos comprometedores da existência do ecossistema manguezal. Objetiva-se analisar os tensores antropogênicos que afetam os mangues Avicennia schaueriana Stapf. & Leech, Laguncularia racemosa (L.) Gaertn.f. e Rhizophora mangle L. e os níveis de vulnerabilidade decorrentes da tensão, no complexo estuarino Real-Piauí-Fundo/ Sergipe. Mediante adaptações na metodologia de Laranjeira e de Oliveira com Melo e Souza, foram determinadas características definidoras da transformação dos mangues. Os tensores foram observados sistematicamente nos estuários inferior, médio e superior, com base na definição prévia de atributos de tensão. Para avaliação conjunta dos tensores, foram determinados pesos e calculado o reescalonamento da vulnerabilidade. Os dados expressos em quadros, gráficos e mapa produzido no ArcGis, revelam: o estuário médio constitui a área de menor tensão antrópica; e o superior a área de maior vulnerabilidade, com a maior parte da faixa de mangues fora dos limites do polígono da Área de Proteção Ambiental do Litoral Sul, quando visualizados os limites da APA e as localidades da pesquisa. A sensibilidade dos estuários inferior e médio, que estão dentro da APA, foi classificada como elevada e moderada, respectivamente, revelando que os mangues do complexo estuarino estão sujeitos aos riscos das ações humanas. Mesmo dentro de um complexo estuarino, os mangues apresentam capacidade de resposta distinta aos tensores antropogênicos e chances significativas de desaparecimento.

 

 

Analysis of Mangrove Anthropogenic Tensors in the Real- Piauí-Fundo Estuarine Complex, south of Sergipe, Brasil

 

ABSTRACT

The mangroves on the south coast of Sergipe survive amid the presence of anthropogenic tensors that compromise the existence of the mangrove ecosystem. The objective is to analyze the anthropogenic tensors that affect the Avicennia schaueriana (Stapf & Leech), Laguncularia racemosa (L.) C.F. Gaertn and Rhizophora mangle (L.) and the levels of vulnerability resulting from tension, in the Real-Piauí-Fundo/ Sergipe estuarine complex. The tensors were systematically observed in the lower, middle and upper estuaries, based on the previous definition of tension attributes. For the joint assessment of the tensors, weights were determined and the rescheduling of the vulnerability was calculated. The data expressed in charts, graphs and maps produced in ArcGis, reveal: the average estuary constitutes the area with the lowest anthropogenic tension; and the upper one, the most vulnerable area, with most of the mangrove strip outside the limits of the polygon of the Environmental Protection Area of the South Coast, when viewing the APA limits and the research locations. The sensitivity of the lower and middle estuaries, which are within the APA, was classified as high and moderate, respectively, revealing that the mangroves of the estuarine complex are subject to the risks of human actions. Even within an estuarine complex, the mangroves have a different response capacity to anthropogenic tensors and significant chances of disappearance.

Keywords: mangrove vulnerability. environmental stressor. mangrove. anthropic actions.

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Biografia do Autor

Sindiany Suelen Caduda dos Santos, Universidade Federal de Sergipe Campus do Sertão, Nossa Senhora da Glória, Sergipe.

Bióloga Licenciada, Mestre e Doutora em Desenvolvimento e Meio Ambiente, pela Universidade Federal de Sergipe - PRODEMA/UFS. Professora Adjunta do Núcleo de Graduação em Ciências Agrárias e da Terra da Universidade Federal de Sergipe - Campus do Sertão. É professora permanente do Programa de Pós-graduação em Rede Nacional para Ensino das Ciências Ambientais- Associada UFS - PROFCIAMB/UFS. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Geoecologia e Planejamento Territorial - GEOPLAN/UFS e do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Ambiental de Sergipe GEPEASE/UFS. Foi professora da Universidade Federal do Sul da Bahia, Campus Paulo Freire (2018 - 2019), onde atuou como coordenadora de área do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES) e como docente orientadora do Programa Residência Pedagógica/CAPES. Foi Conselheira do Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental da Ponta da Baleia/Abrolhos. Foi coordenadora de Projetos de Extensão do Programa de Educação Ambiental com Comunidades Costeiras - PEAC - UFS/IBAMA/PETROBRAS, pela FAPESE/UFS. Atua nas áreas de Conservação de Ambientes Costeiros; Educação Ambiental Crítica; Conflitos socioambientais em comunidades tradicionais; Metodologias Ativas no Ensino Superior e no Ensino de Ciências.

Edilson Divino de Araújo, Universidade Federal de Sergipe - Campus de São Cristóvão

Atualmente é Professor Associado de Genética e Evolução na Universidade Federal de Sergipe e editor Geral da revista Scientia Plena até Agosto de 2018. Tem experiência na área de Biologia Evolutiva e Populacional e Biologia da Conservação, com ênfase em Abelhas Sociais, atuando principalmente nos seguintes temas: biologia populacional, insetos sociais, Apicultura e Meliponicultura, Tecnologias Sociais, Morfometria, genética molecular e prospecção biotecnológica de recursos naturais. É orientador no programa de pós-graduação em Ecologia e Conservação da UFS e do Programa de pós-graduação em Biotecnologia da Renorbio (Doutorado).

Rosemeri Melo e Souza, Universidade Federal de Sergipe - Campus de São Cristóvão

Pesquisadora do CNPq e Professora Associada do Departamento de Engenharia Ambiental da UFS. Pós-Doutora em Geografia Física (Biogeografia/Planejamento Ambiental) pelo CERES/UFRN (2019) e em Geografia Física (Biogeography) pela ESES/The University of Queensland, Austrália (2010). Doutora em Desenvolvimento Sustentável/Gestão Ambiental (UnB) com estágio doutoral Grupo SLIF da Universidade de Lisboa, Portugal (2000).

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Publicado

2021-07-20

Como Citar

Santos, S. S. C. dos, Araújo, E. D. de, & Melo e Souza, R. (2021). Análise dos Tensores Antropogênicos dos Mangues no Complexo Estuarino Real- Piauí-Fundo, sul de Sergipe. Revista Brasileira De Geografia Física, 14(3), 1690–1706. https://doi.org/10.26848/rbgf.v14.3.p1690-1706

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