Genotoxicidade do Ar Atmosférico e Epífitos Vasculares em uma Unidade de Conservação de uma Região Metropolitana no Sul do Brasil

Gustavo Marques da Costa, Vanessa Graeff, Catiuscia Marcon, Ivi Galetto Mottin, Jairo Lizandro Schmitt, Annette Droste

Resumo


A genotoxicidade do ar e a composição e estrutura comunitária de epífitos vasculares foram analisadas em um fragmento de mata ciliar inserido em uma unidade de conservação localizada na região metropolitana de Porto Alegre, no sul do Brasil. Durante cinco eventos distribuídos ao longo de um ano, inflorescências de Tradescantia pallida var. purpurea foram expostas por 8 horas ao ar atmosférico na borda do fragmento e micronúcleos foram quantificados em células meióticas. Foram registradas frequências de 4,07 a 5,27 micronúcleos, caracterizando o ambiente como genotóxico. Foram inventariadas 35 espécies de epífitos vasculares, alocadas em 22 gêneros e seis famílias. Orchidaceae, Bromeliaceae, Polypodiaceae e Cactaceae foram as famílias com maior riqueza (12, nove, seis e cinco espécies, respectivamente). Microgramma vacciniifolia, Rhipsalis teres, Tillandsia aeranthos e Pleopeltis pleopeltifolia, espécies com características adaptativas a ambientes com intervenções antrópicas, concentraram mais de 50% do valor de importância epifítico total da comunidade. A riqueza de espécies foi menor quando comparada às de matas ciliares do trecho superior da bacia hidrográfica em que se encontra a unidade de conservação. A simplificação da estrutura da comunidade epifítica pode estar associada ao aumento da urbanização e da poluição atmosférica evidenciada pela genotoxicidade do ar.

 

Atmospheric Air Genotoxicity and Vascular Epiphytes in a Conservation Unit from a Metropolitan Area in South Brazil

 

ABSTRACT

The genotoxicity of the atmospheric air and the community structure of vascular epiphytes were analyzed in a riparian forest fragment inserted in a conservation unit located in the metropolitan area of Porto Alegre, South Brazil. During five events along a year, inflorescences of Tradescantia pallida var. purpurea were exposed for 8 hours to the atmospheric air at the edge of the fragment and micronuclei were quantified in meiotic cells. Frequencies from 4.07 to 5.27 micronuclei were recorded, characterizing the environment as genotoxic. Thirty-five species of vascular epiphytes were inventoried, allocated in 22 genera and six families. Orchidaceae, Bromeliaceae, Polypodiaceae and Cactaceae were the families with the greatest richness (12, nine, six and five species, respectively). Microgramma vacciniifolia, Rhipsalis teres, Tillandsia aeranthos and Pleopeltis pleopeltifolia, species with adaptive characteristics to environments with anthropic interventions, concentrated more than 50% of the total epiphytic importance value of the community. Species richness was lower when compared to riparian forests at the upper stretch of the hydrographic basin where the conservation unit is located. The simplification of the structure of the epiphytic community may be associated with the increase in urbanization and atmospheric pollution evidenced by the genotoxicity of the air.

Keywords: conservation, floristics, forest fragmentation, genotoxic potential, urbanization.


Palavras-chave


Conservação, Florística, Fragmentação Florestal, Potencial Genotóxico, Urbanização.

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DOI: https://doi.org/10.26848/rbgf.v13.6.p2515-2530

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Revista Brasileira de Geografia Física - ISSN: 1984-2295

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