A Erosão Linear e Sua Relação com a Morfometria do Relevo na Alta Bacia do Rio Capivara – Botucatu (SP)
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v15.4.p1947-1964Palavras-chave:
Erosão, Morfometria do relevo, Relevo de cuestas.Resumo
A erosão dos solos é um problema frequentemente relatado em todo o globo, o qual compromete a utilização do recurso pedológico, essencial para a reprodução da atividade humana. Para as áreas declivosas, como o caso das Cuestas Basálticas do Estado de São Paulo, este problema pode se tornar ainda maior a partir das características naturais do terreno, que podem funcionar como catalizadoras dos processos erosivos. A partir disto, o objetivo deste artigo é avaliar a interação das feições erosivas lineares com a morfometria do relevo em área de ocorrência de relevo cuestiforme. Para isso, foram elaboradas cartas de declividade, de dissecação vertical, de dissecação horizontal, de energia do relevo e geomorfológica. Foi avaliada a distribuição espacial das feições erosivas lineares, mapeadas na carta geomorfológica, sobre cada classe, de cada carta morfométrica. Assim, constatou-se que na área de estudo, as feições erosivas são condicionadas pela presença do relevo cuestiforme, que fornece energia a ação do escoamento de superfície a partir de suas áreas de front, com os processos erosivos se concentrando em setores de média e de baixa vertente. Por fim, os resultados obtidos auxiliam na compreensão da dinâmica erosivas em áreas de relevo cuestiforme, a partir das características de morfometria do relevo, fornecendo subsídios ao uso adequado da terra e a estudos futuros nesta unidade geomorfológica.
Palavras-chave: Erosão. Morfometria do relevo. Relevo de cuestas.
Linear erosion and its relationship with reliefmorphometry in the Upper Capivara River Catchment – Botucatu (SP) – Brazil
A B S T R A C T
Soil erosion is a problem frequently reported all over the globe, which compromises the use of the soil resource, essential for the reproduction of human activity. For sloping areas, as is the case of the basaltic cuestas of the São Paulo State, this problem can become even greater from the natural characteristics of the area, which can work as catalysts of the erosive processes. From this, the objective of this paper is to evaluate the interaction of linear erosive features with the morphometry of the relief in an area where a cuesta relief. To this end, slope, vertical dissection, horizontal dissection, relief energy and geomorphologic maps were elaborated. The spatial distribution of linear erosive features, mapped in the geomorphologic map, was evaluated on each class of each morphometric map. In the study area, the erosive features are conditioned by the presence of the cuesta relief, which provides energy to the action of surface runoff from its front areas, with erosive processes concentrated in sectors of medium and low slope. Finally, the results help in the understanding of the erosive dynamics in areas of cuesta relief, based on the morphometric characteristics of the relief, providing subsidies for the appropriate use of land and future studies in these locations.
Keywords: Erosion. Reliefmorphometry. Cuestas relief.
Downloads
Referências
Almeida, F. M., 1964. Fundamentos geológicosdo relevo paulista. Editora USP, São Paulo, 110p.
Araújo Junior, A. A., Campos, S., Barros, Z., Cardoso, L. G., 2002. Diagnostico físico conservacionista de 10 microbacias no Rio Capivara – Botucatu (SP), visando o uso racional do solo. Irriga 7, 106-122.
Bak, P., 1997. How Nature Works: The Science of Self-organized Criticality. Copernicus Books, Gottingen, DE, 240p.
Bonzanini, H. L., Lupinacci, C. M., Sanches, R. M., 2022. Análise Morfométrica e Feições Erosivas na Bacia Hidrográfica do Rio Taturi (PR). Geografia (Londrina) 31. Disponível:https://doi.org/10.5433/2447-1747.2022v31n1p237. Acesso: 12/06/2022.
Borrelli, P., Robinson, D. A., Panagos, P., Lugato, E., Yang, J. E., Alewell, C., Wuepper, D., Montanarella, L., Ballabio, C., 2020. Land use and climate change impacts on global soil erosion by water (2015-2070). National Academy of Science [online] 117. Disponível: https://doi.org/10.1073/pnas.2001403117. Acesso: 12/06/2022.
Cabecauer, T., Hofierka, J., 2008. The consequences of land-cover changes on soil erosion distribution in Slovakia. Geomorphology [online] 98. Disponível: https://doi.org/10.1016/j.geomorph.2006.12.035. Acesso: 08/08/2021.
Caetano-Chang, M. R., Wu, F. T., 2003. Diagênese de arenitos da formação piramboia no centro-leste paulista. Geociências 22, 33-39.
Campos, S., Araújo Junior, A. A., Zacarias, X. B., Cardoso, L. G., Piroli, E. L., 2004. Sensoriamento remoto e geoprocessamento aplicados ao uso da terra em microbacias hidrográficas, Botucatu – SP. Engenharia Agrícola 24, 431-435.
Casseti, V., 2001. Elementos de Geomorfologia. Editora UFG, Goiânia, 137p.
Chuma, G. B., Mondo, J. M., Ndeko, A. B., Magumaarhahama, Y., Bagula, E. M., Blaise, M., Valérie, M., Jacques, K., Karume, K., Mushagalusa, G. N., 2021. Forest cover affects gully expansion at the tropical watershed scale: Case study of Luzinzi in Easter Dr Congo. Trees, Forests and People [online] 4. Disponível: https://doi.org/10.1016/j.tfp.2021.100083.
Cunha, C. M. L.A cartografia do relevo no contexto da gestão ambiental. 2001. Tese (Doutorado em Geografia) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2001.
Cunha, A. R., Martins, D., 2009. Classificação climática para os municípios de Botucatu e São Manuel, SP. Irriga 14, 1-11.
DATAGEO. Sistema Ambiental Paulista. Cartas topográficas 1:10.000. Disponível: https://datageo.ambiente.sp.gov.br/app/?ctx=DATAGEO. Acesso: 02/09/2021.
De Biasi, M., 1970. Cartas de declividade: confecção e utilização. Geomorfologia 2, 45-60.
De Biasi, M., 1992. A carta clinográfica: Os métodos de representação e sua confecção. Revista do Departamento de Geografia (USP) 6, 45-60.
Descroix, L., Bairrios, D. G., Viramontes, D., Poulenard, J., Anaya, E., Esteves, M., Estrada, J., 2008. Gully and sheet erosion on subtropical mountain slopes: Their respective roles and the scale effect. Catena [online] 72. Disponível: https://doi.org/10.1016/j.catena.2007.07.003. Acesso: 10/08/2021.
EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. 2018. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. Brasília.
FAO. Food and Agriculture Organization of the United Nations, 2015. Status of the World’s Soil Resources: Main Report. Roma, IT.
Gashaw, T., Worqlul, W. A., Dile, Y. T., Addisu, S., Bantider, A., Zeleke, G., 2020. Evaluating potential impacts of land management practices on soil erosion in the Gilgel Abay watershed, upper Blue Nile basin. Heliyon [online] 6. Disponível: https://doi.org/10.1016/j.heliyon.2020.e04777.
Gil, E., Kijowska-Strugala, M., Demczuk, P., 2021. Soil erosion dynamics on a cultivated slope in the Western Polish Carpathians based on over 30 years of plot studies. Catena [online] 207. Disponível: https://doi.org/10.1016/j.catena.2021.105682.
Gomes, W. M., Miguel, A. E. S., Pinto, A. L., 2016. Análise da dissecação horizontal e vertical da bacia hidrográfica do córrego Moeda, Três Lagoas/MS. Fórum Ambiental da Alta Paulista 12, 112-123.
Goudie, A., 1993. Human influence in geomorphology. Geomorphology 7, 37-59.
Guerra, A. J. T., Cunha, S. B. da., 1994. Geomorfologia: Uma atualização de bases e conceitos. Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, 474p.
Guerra, A. J. T., Silva, A. S. da., Botelho, R. G. M., 1999. Erosão e Conservação dos Solos: Conceitos, Temas e Aplicações. Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, 340p.
Guerra, A. J. T., Marçal, M. S., 2006. Geomorfologia Ambiental. Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, 190p.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2021. Malha Municipal. Disponível: https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do-territorio/malhas-territoriais/15774-malhas.html?=&t=downloads. Acesso: 10/09/2021.
ISRIC. International Soil Reference and Information Centre, 1992. ISRIC Bi-Annual Report 1991/1992. Wageningen, NL.
Kertzman, F. F., Oliveira, A. M. S., Salomão, F. X., Gouveia, M. I. F., 1995. Mapa da erosão do estado de São Paulo. Revista do Instituto Geológico (SP) volume especial, 31-36.
Machado., A. C. P.; Cunha, C. M. L. A importância do mapeamento geomorfológico na identificação de áreas suscetíveis a denudação – um estudo do setor sudoeste da alta bacia do rio Itanhaém/SP. In. SIMPÓSIO NACIONAL DE GEOMORFOLOGIA, 9., 2012, Rio de Janeiro. Anais [...]. Rio de janeiro: UFRJ, 2012. p. 1-4.
Mathias, D. T. Contribuição Metodológica para o Diagnóstico da Dinâmica Erosiva Linear e seu Prognóstico Evolutivo visando subsidiar Projetos de Recuperação. 2016. Tese (Doutorado em Geografia) - Faculdade de Ciências e Tecnologias, Universidade Estadual Paulista – UNESP, Presidente Prudente, 2016.
Mauro, C. A. Contribuição ao planejamento ambiental de Cosmópolis – SP-BR. In: ENCUENTRO DE GEOGRAFOS/ DE AMÉRICA, 3,1991, Toluca. Anais [...]. Toluca: UAEM, 1991. p.391-419.
Mendes, I. A. A dinâmica erosiva do escoamento pluvial na bacia do Córrego Lafon – Araçatuba – SP. 1993. Tese (Doutorado em Geografia Física). Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1993.
Nir, D., 1983. Man, a Geomorphological agent: an introduction to anthropic geomorphology. Katem Pub, Jerusalém, IL, 165p.
Paschoal, L. G.; Conceição, F. T.; Cunha, C. M. L. Utilização do ArcGis 9.3 na elaboração de simbologias para mapeamentos geomorfológicos: Uma aplicação na área do Complexo Argileiro de Santa Gertrudes/SP. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE GEOMORFOLOGIA, 8., 2010, Recife. Anais [...]. Recife: UFPE, 2010. p. 1-14
Pinton, L. G., Cunha, C. M. L. 2015. O uso de Geoindicadores em Paisagem Rural: Subsídios à análise das Mudanças Morfológicas Antropogênicas da Bacia do Córrego do Cavalheiro – Analândia (SP). Revista do Departamento de Geografia – USP 29, 1-19.
Pinton, L. G. Evolução dos processos morfogênicos em relevo cuestiforme: a bacia do Córrego do Cavalheiro – Analândia (SP). 2016. Tese (Doutorado em Geografia) – Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2016.
Pisani, R. J., Demarchi, J. C., Riedel, P. S., 2016. Simulação de cenário prospectivo de mudanças no uso e cobertura da terra na sub-bacia do Rio Capivara, Botucatu – SP, por meio de modelagem espacial dinâmica. Revista Cerrados 14, 03-29.
Ribeiro, F. L., Campos, S., 2007. Vulnerabilidade á erosão do solo da Região do Alto Rio Pardo, Pardinho, SP. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental 11, 628-636.
São Paulo (Estado). Instituto Geológico. Folha Geológica de Bauru, escala 1:50.000. Projeto Formações Geológicas de Superfície. 1984.
Simon, L. H. S. A dinâmica de Uso da Terra e sua interferência na morfohidrografia da bacia do arroio santa Bárbara – Pelotas (RS). 2007. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2007.
Soares, P. C. O Mesozóicogondwânico no Estado de São Paulo. 1973. Tese (Doutorado em Geologia) – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 1973.
Spiridonov, V., 1981. Princípios de la Metodologia de las investigaciones de Campo y el Mapeo Geomorfológico. Universidad Habana, Havana, 650p.
Stefanuto, E. B., Lupinacci, C. M. Análise da Dinâmica Erosiva Presente no Setor Cuestiforme de Analândia (SP). In: XXI ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO DE PÓS- G R A D U A Ç Ã O EM PESQUISA – ENANPEGE, 21., 2017, Porto Alegre. Anais [...]. Porto Alegre: UFRGS, 2017.p. 11625- 11636.
Stefanuto, E. B., Lupinacci, C. M., 2019. Avaliação das características ambientais de ocorrências das feições erosivas lineares nos limites depressão-cuesta – Analândia (SP). Caminhos de Geografia [online] 20. Disponível: https://doi.org/10.14393/RCG207043159. 367-384. Acesso: 20/08/2021.
Stefanuto, E. B., Lupinacci, C. M., Carvalho, F., Francos, M., Ubeda, X., 2022. An evaluation of erosion in cuesta relief: São Paulo State, Brazil. Geomorphology [online] 398. Disponível: https://doi.org/10.1016/j.geomorph.2021.108049.
Traficante, D. P., Campos, S., Manzione, R. L., Rodrigues, B. T., 2017. Fragilidade ambiental da bacia hidrográfica do Rio Capivara, Botucatu – SP. Revista Energia na Agricultura 32, 88-95.
Tricart, J., 1965. Principes et méthodes de lageomorphologie. Masson ET C éditeus, Paris, FR, 496p.
Wu, S., Chen, L., Wang, N., Zhang, J., Wang, S., Bagarello, V., Ferro, V., 2021. Variable scale effects on hillslope soil erosion during rainfall-runoff processes. Catena [online] 207. Disponível: https://doi.org/10.1016/j.catena.2021.105606.
Vanacker, V., et al. Land use impacts on soil erosion and rejuvenation in Southern Brazil. Catena [online] 178. Disponivel: https://doi.org/10.1016/j.catena.2019.03.024. Acesso: 02/08/2021.
Verstappen, H. T., Zuidam, R. A. van., 1975. ITC System of geomorphological survey. International Institute for Aerial Surveyand Earth Sciences, Enschede, NE.
Zacharias, A. A., Freitas, M. I. C., Sanchez, M. C., 2005. O uso da cartografia digital na elaboração de cartas morfométricas do relevo: Uma proposta Metodológica. GEOGRAFIA 30, 37-57.
Zanatta, F. A. S., Ferreira, M. V., 2015. Roteiro dos procedimentos para elaboração da carta de Energia do Relevo – Software ArcGis 10.2. Laboratório de Geomorfologia – IGCE, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro.
Zanatta, F. A. S. Limitação física em área rural degradada: busca metodológica para definir o uso adequado das terras. 2018. Tese (Doutorado) – Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2018.
Zanatta, F. A. S., Lupinacci, C. M., Boin, M. N., 2019. O sistema de capacidade de uso da terra como instrumento para análise de área rural degradada. Caminhos de Geografia [online] 20. Disponível:https://doi.org/10.14393/RCG207241496. Acesso: 22/08/2021.
Zhang, J., Yang, M., Deng, X., Liu, Z., Zhang, F., 2019. The effects of tillage on sheet erosion on sloping Fields in the wind-water erosion crisscross region of the Chinese Loess Plateau. Soil & Tillage Research [online] 187. Disponível: https://doi.org/10.1016/j.still.2018.12.014. Acesso: 10/08/2021.
Zhao, J., Wang, Z., Dong, Y., Yang, Z., Govers, G., 2022. How soil erosion and runoff are related to land use, topography and annual precipitation: Insights from a meta-analysis of erosion plots in China. Science of the Total Environment [online] 802. Disponível: https://doi.org/10.1016/j.scitotenv.2021.149665.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Higor Lourenzoni Bonzanini, Cenira Maria Lupinacci, Estêvão Botura Stefanuto

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam na Revista Brasileira de Geografia Física concordam com os seguintes termos:
Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (exemplo: depositar em repositório institucional ou publicar como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm permissão para disponibilizar seu trabalho online antes ou durante o processo editorial, em redes sociais acadêmicas, repositórios digitais ou servidores de preprints. Após a publicação na Revista Brasileira de Geografia Física, os autores se comprometem a atualizar as versões preprint ou pós-print do autor, nas plataformas onde foram originalmente disponibilizadas, informando o link para a versão final publicada e outras informações relevantes, com o reconhecimento da autoria e da publicação inicial nesta revista.
Qualquer usuário tem direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
Adaptar — remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.






