Uso e Cobertura da terra em Áreas de Preservação Permanente – Montes Claros, Norte do estado de Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v18.4.p3101-3113Palavras-chave:
Áreas de Recarga, Cerrado, Margens de Rios, Nascentes, Random ForestResumo
As áreas de preservação permanente (APP) desempenham papel crucial na preservação dos cursos hídricos, estabilidade geomorfológica e manutenção dos níveis de biodiversidade. No entanto, ações antrópicas, principalmente expansão de sistemas de pastagens, agricultura e zonas urbanas vêm impulsionando a degradação desses ambientes, comprometendo sua função ecossistêmica. Portanto, esse estudo conduzido em Montes Claros, a sexta maior cidade de Minas Gerais, avaliou as condições de uso e cobertura da terra (LULC) nas APP’s (margens de rios, nascentes e topo de morros). Foram utilizadas técnicas de sensoriamento e aprendizagem de máquina, para o mapeamento. A predição elaborada mostrou alta performance, com acurácia global em 99% e Kappa de 0.99. O estudo relevou que todas as APP’s se encontravam em desconformidade com o código florestal até 2021. Entre as APP’s, as áreas de recarga são as mais antropizadas, ocupada por 20% de usos antrópicos. Sequencialmente, as margens de rios com 11% e as nascentes com 8%. Os principais usos antrópicos identificados foram as pastagens, eucalipto, área urbana e agricultura. Essa condição pode afetar diretamente diversos serviços ambientais fornecidos pelas APP’s e corpos hídricos na região. Assim, surgem desafios relacionados a integridade do meio natural e das atividades humanas, tendo este estudo, um papel crucial para mitigar essa situação.
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