Mapeamento e análise de Vulnerabilidade ambiental sazonal na Ilha de São Luís, Maranhão
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v17.6.p4459-4475Palavras-chave:
Erosão. Mudanças climáticas. Riscos.Resumo
A erosão do solo é um fenômeno natural que desempenha um papel na configuração da paisagem e é influenciado por diversos fatores, tais como clima, relevo, tipo de solo, cobertura vegetal, geomorfologia e inclinação do terreno. No entanto, sua intensificação ocorre devido à ação humana não planejada, conhecida como 'mudanças de uso da terra'. Neste estudo, o objetivo foi analisar a vulnerabilidade ambiental à erosão do solo na ilha de São Luís, considerando a interferência sazonal, utilizando um método baseado na álgebra de mapas. Os resultados revelaram a significativa influência do clima e dos manguezais na ilha, em quatro cenários distintos. As estações mais vulneráveis foram identificadas como verão e outono, associadas aos períodos mais chuvosos na Amazônia brasileira. Assim, a utilização de estações meteorológicas como ferramenta de monitoramento emergiu como um aspecto crucial neste estudo. Portanto, a implementação de uma rede de drenagem urbana adequada e adaptada ao cenário urbano, diretamente impactado pelo rápido crescimento populacional, é uma medida prioritária. Isso visa evitar que eventos de chuvas intensas transformem a região em ambientes propícios a desastres.
Downloads
Referências
ANA; CPRM, 2019. Agência Nacional de Águas, Serviço Geológico do Brasil – CPRM. Estudos hidrogeológicos da Ilha de São Luís, MA : subsídios para o uso sustentável dos recursos hídricos : resumo executivo
ABIR, L. M. Impact of tourism in coastal areas: Need of sustainable tourism strategy. Availablefrom http://www.coastalwiki.org/wiki/Impact_of_tourism_in_coastal_areas:_Need_of_sustainable_tourism_strategy (2023).
BELATO, L. S.; SERRÃO, S. L. C.; GANDRA, A. L. F.; AMORIM, I. L. S.. Aplicação da vulnerabilidade ambiental do município de Moju, Estado do Pará. Revista Ibero-Americana de Ciências Ambientais, v.9, n.5, p.218-230, 2018. DOI: http://doi.org/doi.org/10.6008/CBPC21796858.2018.005.0020
BIRKMANN, J., KIENBERGER, S., & ALEXANDER, D. E. Introduction Vulnerability: a key determinant of risk and its importance for risk management and sustainability. Assessment of Vulnerability to Natural Hazards, v.4, n.2, p.30-50, 2014.
BECKER, B. Geopolítica da Amazônia. Estudos Avançados 19 (53), 2005. Doi: 10.1590/S010340142005000100005
CABRAL, L. N., CÂNDIDO, G. A. Urbanização, vulnerabilidade, resiliência: relações conceituais e compreensões e causa e efeito. Revista Brasileira de Gestão Urbana, v.11 n.2, p. 35-50, 2019.
CAMELLO, T. C. F., GARCIA, V. S., ARAÚJO, S. B., ALMEIDA, J. R. (2009). “Gestão e vigilância em saúde ambiental”. Rio de Janeiro, THEX Editora, 2009.
CAVALCANTE, R. B.; FERREIRA, D. B. S.; PONTES, P. R. M.; TEDESCHI R. G.; COSTA, C. P. W.; SOUZA, E. B.. Evaluation of extreme rainfall indices from CHIRPS precipitation estimates over the Brazilian Amazônia. Atmospheric Research, v.238,
p.104-179, 2020. DOI: http://doi.org/10.1016/j.atmosres.2020.10487
CPRM, COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS. Portal GeoBank. 2013. Disponível em: https://geoportal.cprm.gov.br/geosgb/. Acesso em: 02 mai. 2023
CREPANI, E. M.; et. al. Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento aplicados ao Zoneamento Ecológico-Econômico e ao Ordenamento físico-territorial. São José dos Campos INPE, 2001 (INPE-8454-RPQ72). 124p. Disponível em: http://sap.ccst.inpe.br/artigos/CrepaneEtAl.pdf. Acesso em: 15 Jun. 2021.
COUTINHO, E. De C., ROCHA, E. J. P., LIMA, A. M. M., RIBEIRO, H. M. C., GUTIERREZ, L. A. C. L., BARBOSA, A. J. S., PAES, G. K. A. A., BISPO, C. J. C., TAVARES, P. A. (2017). “Riscos socioeconômicos e ambientais em municípios banhados pelos afluentes do Rio Amazonas”. Revista Ambiente & Água - An Interdisciplinary Journal of Applied Science, v. 12, n. 5 Taubaté
DADA, O.A., ALMAR, R. & MORAND, P. Coastal vulnerability assessment of the West African coast to flooding and erosion. Sci Rep 14, 890 (2024). https://doi.org/10.1038/s41598-023-48612-5
EVANS, I.S. General geomorphometry, derivatives of altitude and descriptive statistics. In: Chorley, R.J. (Ed.), Spatial Analysis in Geomorphology, pp. 36-41. Methuen, 1972
FREITAS, S. J. N.; SILVA, M. A.; SODRÉ, G. R. C.; SANTOS, M. R. S. Vulnerabilidade aos processos erosivos relacionada com a sazonalidade no município de Barcarena, Pará. Revista Ibero Americana de Ciências Ambientais, v.11, n.7, p.448-462, 2020. DOI: http://doi.org/10.6008/CBPC2179-6858.2020.007.0036
GROSTEIN, M. D. Metrópole e expansão urbana: a persistência de processos “insustentáveis”. Perspectiva, São Paulo, v. 15, n. 1, jan./mar. 2001.
IBGE, INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico de 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Rio de Janeiro, 2010.
IMESC. Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos – IMESC Relatório Técnico de Arranjos Jurídicos Institucionais do Zoneamento Ecológico Econômico do Maranhão (ZEE-MA) - Etapa Bioma Amazônico. Frederico Lago Burnett; Paulo Henrique de Aragão Catunda; Luiz Jorge Bezerra da Silva Dias (coordenadores). São Luís: IMESC, 2020. ISBN 978-5-87226-06-04
INMET, 2023. Instituto Nacional De Meteorologia. http://www.inmet.gov.br (Accessed 1 August 2023)
LUNA, V. F., GOMES, J. F., SILVA, C. C. J., SILVA, J. M. O. Ilhas de Calor na Zona Urbana do Crato-Ceará na Perspectiva do S.C.U (Sistema Clima Urbano) Sob o Nível Termodinâmico. Revista GeoUECE (Online), v. 08, n. 14, p. 371-387, jan./jun. 2019. ISSN 2317-028X.
MAPBIOMAS. Coleção MapBiomas. 2020. Disponível em: https://mapbiomas.org/colecoes-mapbiomas-1?cama_set_language=pt-BR. Acesso em: 05 mai. 2023.
MEDEIROS, R. B.; SANTOS, L. C.; BEZERRA, J. F. R.; SILVA, Q. D.; MELO, S. N. Environmental Vulnerability of the Buriticupu River Water Basin, Maranhão - Brazil: The Relief as a Key Element. Sociedade & Natureza, [S. l.], v. 35, n. 1, 2023. DOI: 10.14393/SN-v35-2023-66679.
NASA, National Aeronautics and Space Administration. ASF Data Search.2023. Disponível em: https://search.asf.alaska.edu/. Acesso em: 05 mai. 2023
NEGRÃO, Y. de S., Sousa, H. C., & Ranieri, L. A. (2022). Vulnerabilidade à erosão costeira em praias amazônicas e a ocupação populacional em áreas de riscos. Revista Brasileira De Geomorfologia, 23(2), 1264–1284. https://doi.org/10.20502/rbg.v23i2.195
NGUYEN, Q. H. Impact of investment in tourism infrastructure development on attracting international visitors: A nonlinear panel ARDL approach using Vietnam’s data. Economies 9(3), 131 (2021).
PEREIRA, L.C.C., TRINDADE, W.N., SILVA, I.R., CONCEJO, A., SHORT, A.D., 2016. Maranhão beach systems, including the human impact in São Luís beaches. In: Short, A.D., Klein, A. (Eds.), Brazilian Beach Systems Coastal Research Library 17. Springer, Switzerland, pp. 125–152.
QGIS Development Team, 2023. QGIS Desktop 3.28.5. Geographic Information System. Open Source Geospatial Foundation Project.
RABELO, T. O. A análise da Vulnerabilidade Ambiental como subsídio para a gestão da Lagoa do Bacuri, Maranhão – Brasil. Revista de Geociências do Nordeste, [S. l.], v. 2, p. 1088–1098, 2016. DOI: 10.21680/2447-3359.2016v2n0ID10571. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/revistadoregne/article/view/10571. Acesso em: 11 jan. 2024.
REDE IMIRANTE MARANHÃO. Chuva provoca erosão e derruba estátua em são luis. (2021).Disponível em: https://imirante.com/noticias/sao-luis/2021/02/17/chuva-provoca-erosao-e-derruba-estatua-em-sao-luis-alerta-para-temporais-no-maranhao. Acesso: Maio de 2022
REDE IMIRANTE MARANHÃO. Porto do Braga sofre com a erosão na cidade de Raposa (2022). Disponível em: https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2022/10/06/porto-do-braga-sofre-com-a-erosao-na-cidade-de-raposa.ghtmlAcesso: Janeiro de 2024
REDE IMIRANTE MARANHÃO. Erosão toma conta do asfalto e abre cratera no turu. (2022). Disponível em: imirante.com/noticias/sao-luis/2016/04/27/erosao-toma-conta-do-asfalto-e-abre-crateras-em-rua-do-turu. Acesso: Maio de 2022
REDE IMIRANTE MARANHÃO. Erosão toma conta do asfalto e abre cratera no turu. (2022). Disponível em: imirante.com/noticias/sao-luis/2016/04/27/erosao-toma-conta-do-asfalto-e-abre-crateras-em-rua-do-turu. Acesso: Maio de 2022
REDE IMIRANTE MARANHÃO https://imirante.com/noticias/sao-luis/2020/04/01/muro-cai-em-trecho-com-erosao-na-av-jeronimo-de-albuquerque. Acesso: Maio de 2022.
REGO, J. C. L., GOMES, A., & SILVA, F. S. (2018). Loss of vegetation cover in a tropical island of the Amazon coastal zone (Maranhão Island, Brazil). Land Use Policy, 71, 593–601. doi:10.1016/j.landusepol.2017.10
RIBEIRO, A, S. R.. Vulnerabilidade ambiental à erosão hídrica em uma sub-bacia hidrográfica pelo processo analítico hierárquico. Revista Brasileira de Geografia Física, v.9, n.1, p.16-31, 2016. DOI: http://doi.org/10.26848/rbgf.v9.1.p016-03
ROSTAM K.; M.F.M. JALI M; E. TORIMAN. Impacts of globalisation on economic change and metropolitan growth in Malaysia: Some regional implications. Social, V.5: p. 293-301, 2010.
ROSS, J. L. S. Análise empírica da fragilidade dos ambientes naturais e antropizados. Revista do Departamento de Geografia /FFLCH/USP, n.º8, p.63-73,1994
ROSS,J.L. S. O registro cartográfico dos fatos Geomórficos e a questão da taxonomia do relevo. Revista do Departamento de Geografia/FFLCH/USP, n.º 6, 17-29,1992
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização – do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2006
SANTOS, L. C. A., & SOARES, I. G. (2020). Caracterização da Vulnerabilidade Ambiental na Bacia Hidrográfica do Rio Preto, Maranhão – Brasil. GEOGRAFIA (Londrina), 29(1), 85–105. https://doi.org/10.5433/2447-1747.2020v29n1p85
SANTOS, P. T.; MARTINS, A. P.. Análise da Vulnerabilidade Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Claro (GO) Utilizando Geotecnologias. Geography Department University of São Paulo, v.36, n.2, p.155-170, 2018. DOI: http://doi.org/10.11606/rdg.v36i0.143665
SANTOS QUARESMA, Milena de Nazaré; NUNES DA SILVA, Christian; BRITO DA CRUZ, Maria Lucia; DA SILVA SANTOS, Marcos Ronielly. ANÁLISE CLIMÁTICA E A IDENTIFICAÇÃO DE EXTREMOS DE PRECIPITAÇÃO NA ILHA DO MARAJÓ/PARÁ. Geoambiente On-line, Goiânia, n. 47, 2023.
SIWAR, C.; AHMED, F.; BASHAWIR, A.; MIA, M. S. Urbanization and Urban Poverty in Malaysia: Consequences and Vulnerability. Journal of Applied Sciences, v.16 n.4, p.154–160, 2016.
SZLAFSTEIN, C.F., 2012. The Brazilian Amazon coastal zone management: implementation and development obstacles. J. Coast. Conserv. 16, 335–343.
TRICART, J. Ecodinâmica. Rio de Janeiro: IBGE, Diretoria Técnica, SUPREN, 91 p. 1977
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Stephanie Jael Negrão de Freitas Ruiz, Giordani Rafael Conceição Sodré, Breno Ruiz de Lima Verde da Silva, Francisca Helena Muniz

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam na Revista Brasileira de Geografia Física concordam com os seguintes termos:
Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (exemplo: depositar em repositório institucional ou publicar como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm permissão para disponibilizar seu trabalho online antes ou durante o processo editorial, em redes sociais acadêmicas, repositórios digitais ou servidores de preprints. Após a publicação na Revista Brasileira de Geografia Física, os autores se comprometem a atualizar as versões preprint ou pós-print do autor, nas plataformas onde foram originalmente disponibilizadas, informando o link para a versão final publicada e outras informações relevantes, com o reconhecimento da autoria e da publicação inicial nesta revista.
Qualquer usuário tem direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
Adaptar — remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.






