Áreas Susceptíveis à Desertificação no Rio Grande do Norte – Brasil:
panorama cartográfico
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v18.05.p3823-3842Palavras-chave:
Degradação, Susceptibilidade, Semiárido potiguarResumo
A desertificação é um fenômeno ambiental que afeta muitos países e, por isso, tem sido tema de debate mundial há várias décadas com o objetivo de mitigar os seus efeitos, que perpassam pelo âmbito econômico, social e ambiental. No Brasil, a desertificação atinge estados situados no Semiárido Brasileiro (SAB) e algumas áreas de regiões subúmidas secas. Essas áreas compartilham características como a fragilidade natural do ambiente e um histórico de uso e ocupação intensos. A partir disso, os Núcleos de Desertificação e as Áreas Susceptíveis à Desertificação (ASD) são utilizadas como parâmetros para estudos e políticas públicas e são encontrados em maior extensão no semiárido nordestino. Alicerçado nesses fundamentos, este artigo tem como objetivo realizar uma breve comparação da espacialização da desertificação no estado do Rio Grande do Norte entre os anos de 2000 e 2016, utilizando cinco bases temáticas distintas. Buscou também identificar as áreas suscetíveis ao processo de desertificação e as áreas mais afetadas por esse processo no território potiguar. Dentre os principais resultados, destaca-se o Núcleo de Desertificação do Seridó (NDS) e algumas manchas de terras fortemente degradadas na região central do estado, pouco exploradas pela comunidade científica. A partir dos resultados encontrados, conclui-se que há necessidade de estudos específicos para essa região do país, de modo a subsidiar políticas públicas, pesquisas acadêmicas e a população que vive nessas áreas, principais afetadas pelas consequências desse fenômeno ambiental.
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