Análise da distribuição espacial dos casos de Arbovirose na cidade de Boa Vista-RR no período de 2010 A 2019
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v18.6.p4578-4590Palavras-chave:
Análise espacial, Arboviroses, Geografia da SaúdeResumo
Para compreender melhor o surgimento e propagação das doenças, faz-se necessário investigar o meio em que vive os doentes. Com o avanço do processo de urbanização e, mais ainda, de uma urbanização não planejada, houve um crescimento nos agravos que têm como vetor animais e insetos. O que contribui para a reprodução acelerada de vários vetores, como é o caso do mosquito Aedes aegyptit. Nos últimos anos os casos de Dengue, Zika e Chikungunya (DZC) cresceram de forma acelerada no Brasil. Portanto, este artigo tem como objetivo analizar a distribuição espacial dos casos de DZC registrados na cidade de Boa Vista - RR, no período de 2010 a 2019. Os dados foram obtidos junto ao Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) e foram organizados em um banco de dados georeferrenciados por bairro, de acordo com a base cartográfica obtida junto à Secretaria Estadual de Planejamento (SEPLAN). A partir do aplicativo ArcGis 10.2.2 e dos endereços para fazer a geocodificação, foi possível criar a representação pontual dos registros ano a ano. Com a malha de pontos gerou-se mapas de estimativa de Kernel. Os resultados demonstram um claro padrão de incidência das arboviroses DZC. A zona Oeste da cidade, onde se concentra a maior parte da população e a população de baixa renda, é a mais afetada. Nos casos de Zika e Chikungunya, observa-se que os registros ficam concentrados na porção Oeste da cidade, em bairros com alta densidade demográfica e carentes de infraestrutura urbana, como saneamento básico.
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