BACIA HIDROGRÁFICA DA ESTRADA NOVA: DINÂMICA FÍSICA E SOCIAL EM BELÉM (PA)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26848/rbgf.v15.5.p2178-2193

Palavras-chave:

Antropogeomorfologia, Planejamento ambiental, Bacia hidrográfica.

Resumo

A gênese de formas na superfície terrestre não está exclusivamente ligada a fatores bióticos e abióticos, em razão dos agentes socais também exercerem seu papel nas mudanças da paisagem, apropriando e transformando espaços para seu uso, muitas vezes gerando e/ou transformando formas do relevo. Assim, teve-se como objetivo analisar a inter-relação existente entre as formas e processos naturais e formas e processos produzidos/induzidos pela sociedade na bacia hidrográfica da Estrada Nova (BHEN) na cidade de Belém (PA), para se propor um planejamento ambiental coerente com as dinâmicas naturais, econômicas e sociais deste espaço socialmente produzido e sistemicamente integrado, uma vez que se notou uma intensa transformação do espaço físico por ações da sociedade com o intuito de ocupar e usar este espaço, incorrendo em transformações e gêneses de novas formas na superfície desta bacia hidrográfica.

Palavras-chave: Antropogeomorfologia, Planejamento ambiental, Bacia hidrográfica.

 

Watershed Of Estrada Nova: Physical And Social Dynamics In Belém (PA)

 

A B S T R A C T

The genesis of shapes on the Earth's surface is not exclusively linked to biotic and abiotic factors, due to the fact that social agents also play a role in changing the landscape, appropriating and transforming spaces for their use, often generating and / or transforming relief forms. Thus, the objective was to analyze the interrelationship between natural forms and processes and forms and processes produced / induced by society in the watershed of Estrada Nova (BHEN) in the city of Belém (PA), to propose an environmental planning coherent with the natural, economic and social dynamics of this socially produced and systemically integrated space, since an intense transformation of the physical space by society's actions was noted in order to occupy and use this space, incurring transformations and genesis of new forms on the surface of this watershed.

Key words: Antrophogeomorphology, environmental planning, watershed.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Antônio Carlos Ribeiro Araújo Júnior, Universidade Federal de Roraima

Geógrafo (lic/bach) pela UFPA, especialização em Educação para a Gestão Ambiental pelo NUMA/UFPA, mestrado em Recursos Naturais pelo PRONAT/UFRR, doutor em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia pela UFF. Atualmente atua como professor do curso de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFRR.

Adriane Karina Amin de Azevedo, Universidade Federal de Roraima

Geógrafa (lic/bach) pela UFPA, especialização em Educação para a Gestão Ambiental pelo NUMA/UFPA e mestrado em Sociedade e Fronteira pela UFRR. Atualmente atua como Técnica Administrativa em Educação no Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFRR.

Referências

Ab’sáber, A. N. 2003. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial. 160 p.

Almeida, W. P.; Silva, E. C. N.; Santos, C. A. M. 2020. O antropoceno registrado: estudo de caso da classificação de terreno tecnogênico por imagem orbital. Revista da Casa da Geografia de Sobral, 22, 102-121.

Araújo, A. S. et al. 2020. Percepção de risco dos moradores de área com inundações recorrentes: análise nos bairros da baixada do Sobral - Rio Branco/AC. UÁQUIRI, 2, 61-79.

Araújo, W. R.; Santos, C. A. M. 2020. Percepção ao risco de inundação em Rondonópolis - MT. Biodiversidade -19, 107 - 122.

Araújo Júnior, A. C. R.; Barbosa, E. J. S. 2010. A estrada e a paisagem: como a antropização atua sobre o relevo (um ensaio de Geomorfologia Ambiental). In: XVI Encontro nacional de geógrafos, 16., 2010, Porto Alegre. Anais... Porto Alegre: AGB. p. 1 – 1. ISBN: 978.85-99-90702-3.

Araújo Júnior, A. C. R.; Tavares Júnior, S. S. 2020. Analytic Hyerarchy Process (AHP): uma definição do risco à inundação para a Amazônia Setentrional. ACTA Geográfica, 14, 209-233.

Barbosa, T. S.; Furrier, M. 2017. A Geomorfologia antropogênica e a relação uso da terra com o risco geológico no município de João Pessoa - PB. Revista Brasileira de Geomorfologia, 18, 169 - 184.

Barbosa, T.; Furrier, M.; Souza, A. 2018. Antropogeomorfologia do município de Cabedelo – Paraíba, Brasil. Revista de Geografia e Ordenamento do Território (GOT), 59-83.

Bernhofen, M. V. et al. 2021. Global flood exposure from different sized rivers. Nat. Hazards Earth Syst. Sci. 2829 - 2847.

Bosseler, B. et al. 2021. Living with Urban Flooding: A Continuous Learning Process for Local Municipalities and Lessons Learnt from the 2021 Events in Germany. Water, 13, 1 19.

Botelho, R. G. M. 2012. Planejamento ambiental em microbacia hidrográfica. In: Guerra, A. J. T.; Silva, A. S.; Botelho, R. G. M. (Org.). Erosão e conservação dos solos: conceitos, temas e aplicações. – 8ª ed. – Bertrand Brasil: Rio de Janeiro: p. 269 – 300 p.

______. 2011. Bacias hidrográficas urbanas. In: Guerra, A. J. T. (Org.). Geomorfologia Urbana. Bertrand Brasil: Rio de Janeiro: p. 71 - 116.

Botelho, R. G. M.; Silva, A. S. 2012. Bacia hidrográfica e qualidade ambiental. In: Vitte, A. C.; Guerra, A. J. T. (Org.). Reflexões sobre a geografia física no Brasil. – 6ª ed. – Bertrand Brasil: Rio de Janeiro: p. 153 – 192.

Camargo, L. H. R. 2003. Geografia, Epistemologia e Método da Complexidade. Revista Sociedade e Natureza. 14, 133-150.

Canil, K.; Lampis, A.; Santos, K. L. S. 2020, Vulnerabilidade e a construção social do risco: uma contribuição para o planejamento na macrometrópole paulistaCad. Metrop., São Paulo, 397 - 416.

Christofoletti, A. 2008. Aplicabilidade do conhecimento geomorfológico nos projetos de planejamento. In: Guerra, A. J. T.; Cunha. S. B. da. (Org.). Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. 8ª ed. – Bertrand Brasil: Rio de Janeiro: p. 365-439.

Claudino-Sales, V. 2020. A urgência do antropoceno. Revista de Geociências do Nordeste, 6, 213 - 222.

CODEM. 1986. Projeto de recuperação das baixadas de Belém. Resumo mimeografado. Belém. Publicação CODEM, n° 1, 90p.

Cunha, S. B. (2009a). Bacias hidrográficas. In: Cunha, S. B.; Guerra, A. J. T. (Org.). Geomorfologia do Brasil. – 5ª ed. – Bertrand Brasil: Rio de Janeiro: p. 229-272.

______. 2009b. Canais fluviais e a questão ambiental. In: Cunha, S. B.; Guerra, A. J. T. (Org.). A questão ambiental: diferentes abordagens. – 5ª ed. – Bertrand Brasil: Rio de Janeiro: p. 219-238.

Cunha, S. B.; Guerra, A. J. T. (Org.). 2009. A questão ambiental: diferentes abordagens. – 5ª ed. – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 250p.

Cunha, S. B.; Guerra, A. J. T. 2003. Degradação Ambiental. In: Guerra, A. J. T. e Cunha, S. B. (orgs.). Geomorfologia e Meio Ambiente. 4ª ed. Bertrand Brasil: Rio de Janeiro: p. 337-380.

Felds, E. 1958. Geomorfologia Antropogenética. Boletim Geográfico, Rio de Janeiro, 16, 352-357.

Ferentz, L. M. S.; Garcias, C. M. 2020. Evolução histórica da gestão de riscos e desastres às inundações em União da Vitória, Estado do Paraná. Revista Videre, 12, 179 a 200.

Ferreira. C. F. 1995. Produção do espaço urbano e degradação ambiental: um estudo sobre a várzea do Igarapé do Tucunduba (Belém - Pa). Dissertação (Mestrado em Geografia Física). Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. 160

Frutuoso, G. K. C.; Grigio, A. M.; Barros, T. C. A. N. 2020. Inundações urbanas: um olhar para o planejamento urbano na revisão do plano diretor de Assú - RN, Brasil. Revista Nacional de Gerenciamento de cidade, 8, 118 - 134.

Furtado, A. M. M. 1980. A importância da geomorfologia no planejamento urbano. Belém, Instituto do Desenvolvimento Econômico e Social do Pará (IDESP). Coordenadoria de Documentação e Informação.

Guerra. A. T.; Guerra. A. J. T. 2009. Novo dicionário geológico-geomorfológico. Editora: Bertrand Brasil. 650p.

INSTITUTO DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DO PARÁ (IDESP). 1990. Belém: estudo ambiental do Estuário Guajarino. Relatórios de Pesquisa. Publicação IDESP nº 17, 112p.

Jorge, M. C. O.; Guerra, A. J. T.; A bacia hidrográfica: compreendendo o rio para entender a dinâmica das enchentes e inundações. In: Cardoso, C.; Silva, M. S.; Guerra, A. J. T. (orgs.). Geografia e os riscos socioambientais. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2020. 25 – 44 p.

Latour, B. Onde aterrar? Como se orientar politicamente no antropoceno. 2020. Rio de Janeiro: Bazar do tempo. 160 p.

Lima, W. P.; Zakia M. J. B. 2000. Hidrologia de matas ciliares. In: Rodrigues; R. R.; Leitão Filho; H. F. (Ed.). Matas ciliares: conservação e recuperação. 2.ed. Editora da Universidade de São Paulo: São Paulo: p.33-43.

Lima, H. N. S. 2004. Estudo da conceituação e implemetação de vias sanitárias em Belém: o caso da bacia de drenagem da Estrada Nova. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil). Centro Tecnológico, Universidade Federal do Pará. 128p.

Luz, R. A.; Rodrigues, C. 2020. O processo histórico de ocupação e de ocorrência de enchentes na planície fluvial do rio Pinheiros de 1930 até os dias atuais. Geousp – Espaço e Tempo (On-line), 24, 340-360.

Mohanty, M. P.; Mudgil, S.; Karmakar, S. 2020. Flood management in India: A focussed review on the current status and future challenges. International Journal of Disaster Risk Reduction, 49, 1 - 13.

Monteiro Neto, A. et al. 2019. Evolução do número de moradias em áreas de risco na bacia do Tucunduba, Belém – Pará. Journal of Applied Hydro-Environment and Climate, 1, 58-68.

Moreira, E. 1976. Os Igapós e seu aproveitamento, Belém: UFPA, cadernos do NAEA n. 2.

Nascimento, F. R. 2006. Degradação ambiental e desertificação no Nordeste brasileiro: o contexto da bacia hidrográfica do rio Acaraú – Ceará. Tese (Doutorado em Geografia). Instituto de Geociências, Universidade Federal Fluminense. 340p.

Nascimento, F. R.; Carvalho, O. 2003. Bacias hidrográficas como unidade de planejamento e gestão geoambiental: uma proposta metodológica. Revista Fluminense de Geografia. Niterói. 2, 61-82.

Njogu, H. W. 2021. Effects of floods on infrastructure users in Kenya. Journal of Flood Risk Management, [s.v.], n. 12746, p. 1 - 10.

Oliveira, V. G. et al. 2021. Avaliação da transformação antropogênica de terreno público urbano no munícipio de são Carlos-SP. Revista Brasileira de Geomorfologia. 22, 121-134.

Peloggia, A. U. G. et. al. 2017. A expansão do estrato geológico urbano (arqueosfera) no leste do EStado de São Paulo: a relação entre história, Geografia, Geologia e arqueologia no antropoceno. R. Bras. Geogr., Rio de Janeiro, 62, 25-52.

Penteado, M. M. 1980. Fundamentos de Geomorfologia. 3ª ed. Rio de Janeiro: IBGE.

Penteado, A. 1968. Belém: estudo de Geografia Urbana. Belém: Universidade Federal do Pará, vol. 2.

Pinton, L. G. et. al. 2019. Inserção de Princípios da antropogeomorfologia no ensino médio: subsídios ao desenvolvimento da linguagem cartográfica e de concepções da geografia física. GEOSABERES: Revista de Estudos Geoeducacionais, 10, p. 61-71.

Queiroz, M. S.; Alves, N. S.; Batista, S. P. M. 2020. Análise do Risco de Inundação no Igarapé do Mindu em Manaus - Amazonas. Acta Geográfica, 14, 216-231.

Quintairos, M. V. R.; Santana, E. J. M. 2020. Identificação de ameaças de inundação na região da Calha Norte - Estado do Pará - Amazônia. Braz. J. of Develop., Curitiba, 6, 60739-60756.

Rocha, G. M. 1987. Geomorfologia aplicada ao planejamento urbano: enchentes na área urbana de Belém-PA. Dissertação (Mestrado em Geografia), IGCE-UNESP: Rio Claro. 127 p.

Rodrigues, C.; et. al. 2019. Antropoceno e mudanças geomorfológicas: sistemas fluviais no processo centenário de urbanização de São Paulo. Revista do Instituto Geológico, V. 40, N. 1, P. 105-123.

Rodrigues, T. F. Caracterização geomorfométrica de deslizamentos no alto curso da bacia do Igarapé do Mindú, Manaus (AM). In: Costa, R. C. (Org.). Riscos, vulnerabilidades e condicionantes urbanos. Jundiaí: Paco Editorial, 2019. 65 – 86 – p.

Rodriguez, J. M. M; Silva, E. V. 2001. Desenvolvimento local sustentável: Projeto de Educação Ambiental integrado em uma Favela. Primeiro Prêmio Petrobrás. Universidade Solidária: Fortaleza – CE.

Rodriguez, J. M. M.; Silva, E. V.; Leal, A. C. 2011. Planejamento ambiental em bacias hidrográficas. In: Silva, E. V.; Rodríguez, J. M. M. e Meireles, A. J de A. (Org.). Planejamento ambiental e bacias hidrográficas (Tomo 1). Fortaleza: Edições UFC. p. 29-48.

Santana, D. P. 2003. Manejo Integrado de Bacias Hidrográficas. Sete Lagoas: Embrapa Milho e Sorgo.

Santos Filho, R. D. 2011. Antropogeomorfologia Urbana. In: GUERRA, A. J. T (Org). Geomorfologia Urbana. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. p. 227-246.

Shin, E. T. et al. 2021. Effectiveness of an adaptive flood management strategy using riparian risk assessment and a tolerability criterion. Journal of Flood Risk Management, [s.v.], 1 - 13.

Silva, A. C.; Rangel, L. A. As potencialidade e dificuldades da abordagem de conteúdos geomorfológicos no Ensino Básico. In: Cardoso, C.; Silva, M. S.; Guerra, A. J. T. (orgs.). Geografia e os riscos socioambientais. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2020. 79 – 96

Silva, M. M.; Lupinacci, C. M. 2021. Análise das alterações antropogeomorfológicas na Bacia do Rio Cabeça (SP) a partir do uso de geoindicadores. Revista GEOgrafias, 29, 1 - 22.

Silva, S. L. A.; Martins, M. H. M.; Spink, M. J. P. 2020. Percepção e hierarquia de riscos de inundação recorrente em área urbana regularizada: uma análise discursiva. Saúde Debate. 44, 202 - 213.

Sousa, M. L. M.; Nascimento, F. R. 2015. Estudos geoambientais de bacias hidrográficas em áreas suscetíveis à desertificação no Nordeste do Brasil. Cuadernos de geografia - Revista Colombiana de Geografía, 24, 13-27, 2015.

Spink, M. J. P. Viver em áreas de risco: reflexões sobre vulnerabilidades socioambientais. São Paulo: EDUC: Terceiro nome, 2018. 230 p.

Teodoro, V. L. I.; Teixeira, D.; Costa, D. J. L.; Fuller, B. B. 2007. O conceito de bacia hidrográfica e a importância da caracterização morfométrica para o entendimento da dinâmica ambiental local. Revista Uniara, 20, 137-156.

Trindade Júnior. S. C. C. 1997. Produção do espaço e uso do solo em Belém (PA). Belém: Universidade Federal do Pará/NAEA.

Veiga, J. E. 2019. O antropoceno e a ciência do sistema Terra. São Paulo: Editora 34, 152 p.

Vieira, V. T.; Cunha, S. B. 2012. Mudanças na rede de drenagem urbana de Teresópolis (Rio de Janeiro). Guerra, A. J. T.; Cunha, S. B. (Org.). Impactos ambientais urbanos no Brasil. – 9ª ed. – Bertrand Brasil: Rio de Janeiro: p. 111-145.

______. 2008. Mudanças na morfologia dos canais urbanos: alto curso do Rio Paquequer, Teresópolis – RJ (1997/98 – 2001). Revista Brasileira de Geomorfologia, 9, 3-22.

Xiao, S.; Li, N.; Guo, X. 2021. Analysis of flood impacts on masonry structures and

mitigation measures. Journal of Flood Risk Management, 4, 1 – 19

Downloads

Publicado

2022-08-29

Como Citar

Araújo Júnior, A. C. R., & Azevedo, A. K. A. de. (2022). BACIA HIDROGRÁFICA DA ESTRADA NOVA: DINÂMICA FÍSICA E SOCIAL EM BELÉM (PA). Revista Brasileira De Geografia Física, 15(5), 2178–2193. https://doi.org/10.26848/rbgf.v15.5.p2178-2193

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.