Influência do desmatamento na temperatura do ar, Estado do Pará

Autores

  • Priscila dos Santos Ribeiro Universidade Federal do Pará
  • Dênis José Cardoso Gomes Universidade do Estado do Pará
  • Everaldo Barreiros de Souza Universidade Federal do Pará
  • Max Miler Menezes Nascimento Universidade do Estado do Pará
  • Juliana Cristina Silva do Nascimento Universidade Federal do Pará
  • Maria Regina da Silva Oliveira Universidade Federal do Pará
  • Mateus do Carmo Rocha Universidade do Estado do Pará

DOI:

https://doi.org/10.26848/rbgf.v16.1.p165-176

Palavras-chave:

Floresta, Clima, Amazônia

Resumo

O aumento das taxas de desmatamento nos últimos anos tem provocado alguns efeitos no clima como a alteração nos padrões de temperatura do ar na Amazônia. O objetivo deste estudo foi avaliar as variações na temperatura do ar, em associação com as taxas de desmatamento em alguns municípios do Estado do Pará, durante as últimas décadas, baseando-se nos padrões de temperatura. Os dados de desmatamento anual, em nível municipal, foram adquiridos do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Brasileira por Satélite. A temperatura do ar (TMáx e Tmín) foi obtida do Instituto Nacional de Meteorologia. A análise das informações das variáveis ambientais em estudo foi realizada considerando os anos de 2000 até 2019, comparando os períodos seco e chuvoso. As variáveis ambientais foram inseridas no software GrADS para a confecção das informações espacializadas, com a vizualização da variação temporal da TMáx e Tmín, além do cálculo da correlação. Observa-se que as regiões do leste paraense e a do arco do desmatamento são as mais críticas na relação entre desmatamento e temperatura do ar. Os municípios com maiores índices de desmatamento são Altamira (10.000 km2), Marabá (~7.500 km2), Itaituba (~5.000 km2), Monte Alegre (~5.000 km2), Conceição do Araguaia (~2.500 km2), Óbidos (>2.500 km2) e Porto de Moz (>2.500 km2). Há uma elevação da temperatura do ar e a estatística mostra correlação significativa em alguns desses locais. Alertas para alguns municípios são apontados, referentes ao aumento da temperatura do ar relacionado ao desmatamento, principalmente no período seco.

Palavras-chave: Floresta, Clima, Amazônia.

 

Influence of deforestation on air temperature

 

ABSTRACT                                                                                                     

The increase in deforestation rates in recent years has had some effects on the climate, such as changes in air temperature patterns in the Amazon. The objective of this study was to evaluate variations in air temperature, in association with deforestation rates in some municipalities of the State of Pará, during the last decades, based on temperature patterns. Annual deforestation data, at the municipal level, were acquired from the Satellite Monitoring of Deforestation in the Brazilian Amazon. The air temperature (TMax and Tmin) was obtained from the Instituto Nacional de Meteorologia. The analysis of information from the environmental variables under study was carried out considering the years 2000 to 2019, comparing the dry and rainy periods. The environmental variables were inserted in the GrADS software to create the spatialized information, with the visualization of the temporal variation of TMáx and Tmín, in addition to the calculation of the correlation. It is observed that the regions of eastern Pará and the arc of deforestation are the most critical in the relationship between deforestation and air temperature. The municipalities with the highest deforestation rate are Altamira (10,000 km2), Marabá (~7,500 km2), Itaituba (~5,000 km2), Monte Alegre (~5,000 km2), Conceição do Araguaia (~2,500 km2), Óbidos (>2,500 km2 ) and Port of Moz (>2,500 km2). There’s a rise in air temperature and statistics show a significant correlation in some of these locations. Alerts for some municipalities are pointed out, referring to the increase in air temperature related to deforestation, especially in the dry season.Keywords: Forest, Climate, Amazon.

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Biografia do Autor

Priscila dos Santos Ribeiro, Universidade Federal do Pará

Licenciada em Ciências Biológicas pela Faculdade Integradas Ipiranga (2016). Na Universidade Federal do Pará atuei como estagiária voluntária no Laboratório de Genética Humana e Médica (LGHM) na área de pesquisa com síndromes cromossômicas. Atualmente sou discente do curso de Meteorologia (Matutino) pela Universidade Federal do Pará. Sou Pós - Graduanda em Gestão Educacional e Docência do Ensino Básico à Superior pela faculdade Estratego e em Engenharia Ambiental pela faculdade Educamais. Atualmente cursando Técnico em Meio Ambiente na Escola Estadual de Ensino Técnico de Nível Médio Dr. Celso Malcher (EETEPA). Participei do Programa Institucional de Bolsa de Extensão (PIBEX/VOLUNTÁRIA), no período de julho de 2020 a março de 2021, com carga horária de 20 horas semanais, desenvolvi atividades no projeto de pesquisa: Construção de pluviômetros de baixo custo para monitorar chuvas em Belém-PA. Estou a concluir a minha participação no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/BOLSISTA), no período de setembro de 2020 a julho de 2021, com carga horária de 20 horas semanais, desenvolvendo atividades no projeto de pesquisa: Relações entre temperatura do ar e desmatamento nos municípios do estado do Pará.

Dênis José Cardoso Gomes, Universidade do Estado do Pará

Mestre em Ciências Ambientais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais na Universidade do Estado do Pará - UEPA (2021-2022), onde foi membro do grupo de pesquisa Núcleo de Pesquisas Aplicadas ao Desenvolvimento Regional (NUPAD) aplicando técnicas de geoprocessamento e sensoriamento remoto para investigar as influências climáticas e antrópicas nos cenários hidroambientais, processos erosivos. Bacharel em Meteorologia pela Universidade Federal do Pará - UFPA (2016-2020). Tem experiência na área da Geociência com ênfase em Meteorologia nas áreas: Hidrometeorologia; Climatologia; Desastres Naturais (Erosão do solo e Inundações); Meteorologia Ambiental; Uso e ocupação da terra; Biometeorologia; Geoprocessamento (QGIS, ArcGIS). Foi bolsista PIBIC/UFPA (2016 - 2017) e Monitor (2017 - 2019) gerenciando o Laboratório de Estudos de Modelagem Hidroambientais (LEMHA), coordenando a elaboração de banco de dados, mapeamento ambiental (precipitação, uso e cobertura da terra, NDVI, declividade, geomorfologia, pedologia, risco á erosão e inundações).

Everaldo Barreiros de Souza, Universidade Federal do Pará

Doutor em Meteorologia pela Universidade de São Paulo (USP/IAG, 2003), Mestre em Meteorologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/CPTEC, 1997) e Bacharel em Meteorologia pela Universidade Federal do Pará (UFPA, 1993). É Servidor Público Federal concursado e atualmente exerce o cargo de Professor Associado IV da Universidade Federal do Pará (UFPA) no Instituto de Geociências (IG). Desde 2006 é Professor da Faculdade de Meteorologia (FAMET) e desde 2007 é Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) em Ciências Ambientais (PPGCA) da UFPA/MPEG/EMBRAPA (Curso Nota 5 - CAPES). Coordenador do PPGCA no triênio 2018/2019/2020. Bolsista PQ-2 Produtividade em Pesquisa do CNPQ desde 2006. Foi Membro do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) e Autor principal do Cap. 9 (Mudanças ambientais de curto e longo prazo) que foi publicado no Primeiro Relatório da Avaliação Nacional sobre Mudanças Climáticas (PBMC, 2014). Foi Coordenador geral do Projeto de Núcleo de Excelência na UFPA denominado de Rede de Mudanças Climáticas e Ambientais do Pará com financiamento pelo Edital PRONEX/CNPQ/FAPESPA de 2010 a 2019. Nos últimos 10 anos foi Coordenador de 10 Projetos de Pesquisa científica/tecnológica financiados pelas Agências FINEP, CNPQ, CAPES, SUDAM, FAPESPA. Como Orientador principal já concluiu a orientação de 09 Teses de Doutorado, 15 Dissertações de Mestrado e mais de 30 TCC/Bolsas PIBIC, bem como foi tutor de 06 bolsistas de Pós-Doutorado. Publicou mais de 100 artigos científicos em Periódicos Nacionais e International Journals. Tem experiência na área de Geociências e Ciências Ambientais, com ênfase em Climatologia e Hidrologia da Amazônia, Modelagem Climática Regional e Global, Variabilidade e Mudanças Climáticas, Ciências Ambientais e Pesquisas Interdisciplinares no contexto da Amazônia. Também sou Corredor Maratonista com o tempo de 4h20min nos 42km 195m da SP City Marathon em São Paulo nos anos de 2016, 2017, 2018, 2019. 

Max Miler Menezes Nascimento, Universidade do Estado do Pará

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade do Estado do Pará. Graduado em Engenharia Sanitária e Ambiental pela Universidade Federal do Pará.

Juliana Cristina Silva do Nascimento, Universidade Federal do Pará

Mestranda em Engenharia Civil, área de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental, na Universidade Federal do Pará (UFPA). Graduada em Engenharia Ambiental & Energias Renováveis pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Possuo curso de qualificação profissional em Agente de Resíduos Sólidos pelo PRONATEC. Fui estagiária na empresa WAJ Engenharia & Consultoria, realizando estudos ambientais como: EIA/RIMA, Plano de Controle Ambiental, análises de impactos de empreendimentos e visitas técnicas; também participei do projeto de extensão "A Prática da Educação Ambiental no Ensino Público-Belém-PA", onde foram ensinadas, para crianças do ensino fundamental de uma escola pública, maneiras de reutilizar e reciclar resíduos sólidos, promovendo a Educação Ambiental.

Maria Regina da Silva Oliveira, Universidade Federal do Pará

Discente no curso de Meteorologia pela Universidade Federal do Pará.

Mateus do Carmo Rocha, Universidade do Estado do Pará

Possui graduação em Engenharia Ambiental e Sanitária pela UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ - UEPA (2020). Atualmente é Mestrando em Ciências Ambientais (PPGCA-UEPA), desenvolvendo projeto sobre alternativas sustentáveis a destinação final de resíduos siderúrgicos, com ênfase no tratamento e uso dos materiais como insumos a silvicultura. Tem experiência na área de Engenharia Ambiental, com ênfase em controle / qualidade ambiental, resíduos industriais e engenharia hídrica por meio de pesquisas científicas, entre outros.

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Publicado

2023-01-05

Como Citar

Ribeiro, P. dos S., Gomes, D. J. C., Souza, E. B. de, Nascimento, M. M. M., Nascimento, J. C. S. do, Oliveira, M. R. da S., & Rocha, M. do C. (2023). Influência do desmatamento na temperatura do ar, Estado do Pará. Revista Brasileira De Geografia Física, 16(1), 165–176. https://doi.org/10.26848/rbgf.v16.1.p165-176

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