Roteirização da narrativa jornalística no Instagram: percursos de enunciação e produções de sentido
DOI:
https://doi.org/10.51359/2175-294x.2022.254232Palavras-chave:
roterização da narrativa jornalística, intencionalidade/enunciação, imaginários/sentidos.Resumo
Este trabalho debruça-se sobre a situação-contratual da informação, considerando o texto midiático que se constitui sob a intervenção do tecnodiscurso no ambiente da rede social Instagram. Em função das possibilidades autorizadas pelo dispositivo, analisamos o acontecimento, transformado em narrativa midiática, a partir de uma roteirização seriada/sequenciada de notícias. Mais especificamente, examinamos postagens do Jornal Extra sobre a luta do ator Paulo Gustavo contra a covid-19 até sua morte e avaliamos a possibilidade de serem (re)organizadas por um “escrileitor” em vista de gestos tecnoenunciativos. Essa (re)organização narrativa é apreciada em nome dos efeitos de sentido amparados em imaginários sociodiscursivos.
Referências
BARTHES, R. O óbvio e o obtuso. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990.
CHARAUDEAU, P. Visadas discursivas, gêneros situacionais e construção textual. In: MACHADO, I. L.; MELLO, R. Gêneros: reflexões em análise do discurso. Belo Horizonte, MG: NAD/FALE-UFMG, 2004a. p. 13-41.
CHARAUDEAU, P. A argumentação talvez seja o que não parece ser. In: GIERING, M. E.; TEIXEIRA, M. Investigando a linguagem em uso: estudos em Linguística Aplicada. São Leopoldo: Editora Usininos, 2004b. p. 33-44.
CHARAUDEAU, P. Discurso das Mídias. São Paulo: Contexto, 2006.
CHARAUDEAU, P. A patemização na televisão como estratégia de autenticidade. In: MENDES E.; MACHADO, I. L. (orgs.). As emoções no discurso. Campinas, SP: Mercado Letras, 2007. p. 23-56.
CHARAUDEAU, P. Linguagem e discurso – modos de organização. São Paulo: Contexto, 2008.
CHARAUDEAU, P. Compréhension et interpretation: interrogations autour de deux modes d’appréhension du sens dans les sciences du langage. In: ACHARD-BAYLE, G.; GUÉRIN, M.; KLEIBER, G.; KRYLYCHIN, M. (orgs.). Les sciences du langage et la question de l’interprétation (aujourd’hui). Limoges: Les Éditions Lambert-Lucas,
p. 21-55. Disponível em português em:
https://ciadrj.letras.ufrj.br/2019/11/21/novo-artigo-de-patrick-charaudeau-traduzido. Acesso em: 16 jun. 2020.
CONCEIÇÃO, L. G. T. E. De escândalos a guerras: narrativas jornalísticas de O Globo para orientações de imaginários sociodiscursivos. 2020. 143f. Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem) – Instituto de Letras, Universidade Federal Fluminense,
Niterói, 2020.
EGYPTO, L. O jornalismo na internet. 2012. Disponível em:
https://www.ecodebate.com.br/2012/04/05/o-jornalismo-na-internet-artigo-de-luizegypto/. Acesso em: 05 ago. 2020.
FERES, B. dos S.; RIBEIRO, P. F. N.; MONNERAT, R. S. M. Discursos em rede: entre fatos, fotos e ditos. In: MOURA, J. B. de; LOPES, M. (org.). Discursos, imagens e imaginários. São Carlos: Pedro & João Editores, 2021. p. 73-93.
GIERING, M. E. O tecnodiscurso hipertextualizado e o “faire-texte”. 2021. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=wJR4Ih15zS8&t=621s. Acesso em: 14 mar. 2022.
GOMES, L. Um roteiro midiático para a pandemia do novo coronavírus. 2022. 319f. Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem) – Instituto de Letras, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2022.
LE BRETON, D. A sociologia do corpo. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2012.
MAINGUENEAU, D. A Análise do Discurso e a crise do Coronavírus. 2020. Disponível em: https://aovivo.abralin.org/lives/dominique-maingueneau/. Acesso em: 5 ago. 2020.
MARCUSCHI, L. A. A coerência do hipertexto. In: COSCARELLI, C. V.; RIBEIRO, A. E. Letramento digital: aspectos sociais e possibilidades pedagógicas. 3. ed. Belo Horizonte: Ceale/Autêntica, 2017. p. 185-207.
PAVEAU, M. L’analyse du discours numérique. Dictionnaire des formes et des pratiques. Paris: Hermann, 2017.
PAVEAU, M. Technodiscursivités natives sur Twitter. Une écologie du discours numérique. Culture, identity and digital writing, Epistémè, Revue internationale de sciences humaines et sociales appliquées Seul, n. 9, p. 139-176, 2013.
PAVEAU, M. Em naviguant en écrivant. Réflexions sur les textualités numériques. In: ADAM, J. M. Faire texte. Frontiéres Textuelles et Opérations de textualisation. Paris: Presses Universitaires de Franché-Compté, 2015. p. 337-353.
RECUERO, R. Redes Sociais na Internet. Porto Alegre: Sulina, 2009.
RICOEUR, P. Temps et récit. Paris: Seuil, 1983. (Collection Essais, I).
SEARLE, J. R. Intencionalidade. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Desde 2013, os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e concedem à Revista Investigações o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). A Revista Investigações permanece com os direitos autorais das obras publicadas até 2012 e concede a licença (CC BY 4.0) a esse conteúdo, a fim de garantir o Acesso Aberto.
A licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0) permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Qualquer usuário tem direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
Adaptar — remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.